Setor Jóquei Clube, em Vicente Pires, abrigará mais de 50 mil moradores e trará infraestrutura moderna para a região
O crescimento populacional do Distrito Federal exige investimentos contínuos em infraestrutura e moradia. Com uma população que se aproxima dos 3 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Brasília avança em direção a novas soluções habitacionais planejadas.
Nesse contexto, o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, no último ano, a criação do Setor Jóquei Clube (SJC), uma nova região administrativa que promete transformar a dinâmica urbana da capital. O projeto prevê a construção de 17 mil apartamentos para acomodar cerca de 50 mil moradores, além da implementação de uma infraestrutura completa para garantir qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.
Infraestrutura completa e planejamento sustentável
Responsável pela concepção e execução do projeto, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) planeja um bairro moderno, integrado e sustentável. A área, localizada na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), em Vicente Pires, abrange 2,2 milhões de metros quadrados e contará com:
✔️ Dois parques urbanos e amplas áreas verdes
✔️ Infraestrutura pública com escolas e equipamentos comunitários
✔️ Nova subestação de energia para garantir estabilidade no fornecimento
✔️ 261 lotes planejados para moradias, comércio e serviços
“Esse projeto simboliza nosso compromisso em oferecer moradias regulares e integradas com infraestrutura de qualidade, proporcionando qualidade de vida para mais de 50 mil moradores. Um bairro planejado é muito mais do que um conjunto de construções: ele é uma resposta concreta à demanda por habitação digna, equilibrando moradia, comércio, serviços e áreas verdes. Isso reflete o esforço da Terracap e do GDF em promover desenvolvimento sustentável e ordenado.”
— Izidio Santos Junior, presidente da Terracap
Etapas de aprovação e comercialização dos lotes
O projeto urbanístico já foi apresentado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh) e aguarda análise técnica. Após essa etapa, seguirá para aprovação via decreto governamental, permitindo que interessados registrem os lotes em cartório e iniciem os investimentos.
Além das áreas exclusivamente residenciais, o Setor Jóquei Clube adotará um modelo de uso misto, com prédios residenciais nos andares superiores e áreas comerciais e de serviço nos pisos térreos. Essa estratégia visa fomentar a economia local e regional, proporcionando mais praticidade aos futuros moradores.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também validou o projeto, que mantém a altura máxima das edificações fixada em 21 metros, garantindo a harmonia paisagística da cidade.
Investidores destacam potencial do novo bairro
O setor imobiliário enxerga o Setor Jóquei Clube como uma oportunidade estratégica para suprir a demanda por moradia de qualidade em Brasília.
“Temos interesse em investir no Setor Jóquei Clube. O bairro chega para atender a uma demanda reprimida. Águas Claras possui poucos terrenos disponíveis, o Noroeste está na fase final de conclusão, e vemos esse empreendimento como uma oportunidade de crescimento sustentável para Brasília.”
— Pedro Fernandes, CEO da Beiramar e da BRM Asset
Fernandes ressalta ainda a localização privilegiada do novo setor, posicionado entre Águas Claras e o Plano Piloto. Com a descentralização da economia local, muitas regiões passaram a concentrar empregos e serviços, reduzindo a dependência do Plano Piloto como único polo de trabalho.
“Brasília mudou sua lógica urbana nos últimos anos. Antes, a maioria da população trabalhava no Plano Piloto, mas hoje há grandes polos de emprego em locais como Águas Claras. O Setor Jóquei Clube está estrategicamente posicionado para quem precisa se deslocar para ambas as regiões.”
Com uma proposta moderna e integrada, o novo bairro promete ser um marco no desenvolvimento habitacional do Distrito Federal, unindo qualidade de vida, infraestrutura planejada e sustentabilidade.
Helisson de Jesus Pelegrini



