Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Principais Matérias

Sem María Corina, Venezuela Sob Tutela dos EUA Inicia Negociações Cruciais Entre Regime e Oposição Após Terremoto Devastador

Venezuela: Inicia Negociação Histórica Entre Regime e Oposição Sob Liderança dos EUA, Mas Ausência de Líder Chave Gera Polêmica Dois anos após a controversa reeleição de Nicolás Maduro, o regime venezuelano volta a sentar-se à mesa de negociações com a oposição. Desta vez, o cenário é marcado pela tutela dos Estados Unidos e pela recente tragédia de um terremoto que abalou o país, deixando milhares de mortos. A reunião, que teve início neste sábado (1º), conta com a presença de Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e Dinorah Figuera, líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional de 2015, instituição reconhecida por Washington. Contudo, a ausência de María Corina Machado, a principal figura da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz do ano passado, domina as discussões. A exclusão de Machado, apesar de sua popularidade e do apoio de outros opositores, levanta questionamentos sobre a legitimidade e o potencial de sucesso deste novo ciclo de diálogos. Conforme informações divulgadas, a negociação ocorre em um contexto delicado, onde a reconstrução pós-terremoto se soma à busca por soluções políticas. Acompanhe os desdobramentos deste importante evento para o futuro da Venezuela. Ausência de María Corina Machado Destaca Divisões na Oposição A principal ausência na mesa de negociações é a de María Corina Machado, figura proeminente da oposição venezuelana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Apesar de suas frequentes deferências ao presidente americano Donald Trump, Washington tem, de forma reiterada, desconsiderado a participação da política no processo. Machado, que está fora do país desde dezembro de 2025, é vista por muitos opositores como peça fundamental para um acordo duradouro. Henrique Capriles, ex-candidato presidencial, expressou sua preocupação nas redes sociais, afirmando que “uma negociação que exclua María Corina Machado e tudo o que ela representa está fadada ao fracasso”. Dinorah Figuera, por sua vez, reconheceu a importância de Machado, declarando que “a partir de 1º de agosto, convidaremos todos os setores democráticos a participar e contribuir com propostas para enriquecer o roteiro. María Corina é muito importante neste processo”. A própria María Corina Machado, sem comentar diretamente sua exclusão, afirmou que não será “obstáculo a nenhuma iniciativa que produza avanços reais”. Ela estabeleceu critérios claros para a avaliação de qualquer acordo, incluindo a “recuperação das instituições democráticas, a liberação de todos os presos políticos, garantias reais para todos os atores políticos, sem exclusão, um cronograma eleitoral presidencial oportuno e o pleno respeito à soberania popular”. A engenheira mantém sua popularidade e seu apoio foi crucial para o diplomata Edmundo González, que, segundo atas eleitorais verificadas por organismos internacionais, provavelmente venceu as eleições de 2024, apesar de Machado ter sido impedida de concorrer. Terremoto Como Catalisador e a Tutela Americana na Negociação O terremoto que assolou a Venezuela no final de junho pode ter um impacto significativo nos rumos políticos do país, ecoando casos como o da Nicarágua em 1972, onde um sismo em Manágua acelerou o fim da ditadura da família Somoza. Colette Capriles, cientista política da Universidade Simón Bolívar, sugere que

Leia mais

Brasil Repensa Acordo com China: Tarifas dos EUA Levam Lula a Buscar Seguro Comercial Contra Trump

Brasil reavalia acordo comercial com China após imposição de tarifas pelos EUA Por mais de uma década, o Brasil manteve uma postura de cautela em relação a um acordo comercial entre o Mercosul e a China, argumentando que tal medida poderia prejudicar sua indústria. No entanto, essa posição parece ter sofrido uma guinada significativa após uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping, realizada no último domingo (26). A mudança de rumo coincide com a entrada em vigor de tarifas de 25% impostas por Washington sobre uma parcela considerável das exportações brasileiras. O que antes era visto como um risco industrial, agora é apresentado como uma potencial apólice de seguro contra as políticas comerciais do ex-presidente Donald Trump, sem que novos estudos ou consultas ao setor produtivo tenham sido realizados para embasar essa virada. Um dos estudos mais abrangentes sobre o tema, publicado em 2024 pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) com simulações do Ipea e de universidades federais, sugere um cenário mais favorável ao acordo do que a indústria tem admitido. O levantamento projeta um ganho de 1,43% para o PIB brasileiro até 2035, o que equivaleria a cerca de US$ 30 bilhões, com potencial para aumento de investimentos e salários reais. As informações foram divulgadas com base no estudo do CEBC. Impactos setoriais: agronegócio em alta, indústria em alerta A expansão projetada pelo estudo do CEBC se concentra em setores onde o Brasil já detém força. O agronegócio, por exemplo, poderia ampliar sua produção em US$ 14,6 bilhões. Em contrapartida, a indústria de transformação enfrentaria perdas estimadas em US$ 6,7 bilhões, com setores como têxteis e vestuário previstos para encolherem 15%. A estrutura tarifária atual entre Brasil e China, ponderada pelo volume de comércio efetivo, revela que as tarifas brasileiras sobre bens industriais somam 9,2%, enquanto as chinesas representam apenas 2,2%. Isso sugere que a indústria brasileira estaria abrindo mão de proteção real em troca de um mercado que, em muitos aspectos, já está acessível. As tarifas chinesas mais elevadas se concentram no setor agrícola, com uma média ponderada de 12,9%, área onde o Brasil já tem expandido sua participação sem a necessidade de um tratado formal. Modelagem e desafios da simulação O modelo de simulação utilizado no estudo do CEBC baseia-se em dados de 2014. Os próprios autores do estudo alertam que essa base de dados pode não capturar o avanço recente da China em setores como veículos e máquinas. Mesmo assim, a simulação aponta esses setores como beneficiados, com um ganho projetado de US$ 3,66 bilhões. No entanto, dados recentes indicam uma mudança significativa no mercado automotivo. A participação chinesa nas importações brasileiras de automóveis saltou de 5% em 2021 para 72% neste ano. A balança comercial do setor automotivo registrou o maior déficit semestral desde 1997, o que levanta questionamentos sobre a precisão das projeções do modelo. Obstáculos políticos e a necessidade de negociações estratégicas A viabilidade de um acordo com a China enfrenta desafios políticos consideráveis,

Leia mais

Itamaraty Veta Cônsul Israelense no Brasil Por Dupla Nacionalidade, Aprofundando Crise Diplomática com Netanyahu

Itamaraty barra cônsul de Israel em São Paulo por dupla nacionalidade, intensificando tensões com governo de Netanyahu O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, vetou a nomeação de uma nova cônsul-geral de Israel em São Paulo, alegando que a indicada possui dupla nacionalidade, brasileira e israelense. A decisão agrava a crise diplomática entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Binyamin Netanyahu. A escolha de Tel Aviv recaiu sobre a diplomata Vivian Aisen, que nasceu no Brasil e se mudou para Israel ainda jovem, onde iniciou sua carreira diplomática. No entanto, o governo brasileiro considerou a nacionalidade brasileira de Vivian como um obstáculo intransponível para o cargo. Apesar de Vivian ter sinalizado disposição em renunciar à cidadania brasileira, a medida não foi suficiente para reverter a decisão. Conforme apurado por pessoas com conhecimento do tema, embora a dupla nacionalidade tenha sido a justificativa oficial, o momento delicado das relações bilaterais entre Brasil e Israel certamente influenciou o desfecho, segundo interlocutores. Israel fica sem cônsul em São Paulo e embaixador em Brasília O consulado-geral em São Paulo é um dos postos diplomáticos israelenses mais importantes no Brasil. Com a negativa do Itamaraty, o cargo ficará vago em breve, com o fim da missão de Rafael Erdreich. Esta é a segunda vez que o governo Lula impede a atuação de um diplomata israelense no país. Em março de 2025, o Itamaraty já havia retardado o aval para que Gali Dagan assumisse como embaixador de Israel em Brasília. Dagan, que era embaixador em Bogotá, deixou o posto após o presidente colombiano, Gustavo Petro, romper relações com Israel devido à guerra na Faixa de Gaza. O Brasil, até o momento, também não possui um embaixador israelense. Vivian Aisen assume posto na Colômbia em meio a tensões diplomáticas Sem poder chefiar o consulado em São Paulo, Vivian Aisen foi nomeada, na semana passada, embaixadora de Israel em Bogotá. A Colômbia, que terá como presidente em agosto o ultradireitista Abelardo de la Espriella, já prometeu reabrir sua representação em Israel e suspender a instalação de uma missão similar na Palestina. O veto à indicação de Vivian Aisen ocorre em um contexto de deterioração das relações entre Brasil e Israel, marcadas por trocas de críticas desde o início da ofensiva militar israelense em Gaza. O ponto mais crítico da crise foi em fevereiro de 2024, quando Lula comparou as ações de Israel em Gaza à perseguição aos judeus pelo nazismo. Crise diplomática se intensifica com declarações e retaliações A comparação feita por Lula gerou fortes reações de Israel e da comunidade judaica no Brasil. Em resposta, Binyamin Netanyahu declarou que Lula havia cruzado uma linha vermelha. O embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, foi convocado publicamente no Yad Vashem, memorial do Holocausto, em uma ação que o governo brasileiro considerou uma provocação. Posteriormente, o então chanceler israelense, Israel Katz, declarou Lula “persona non grata” em Israel. Em retaliação, o Brasil retirou seu embaixador de Tel Aviv sem substituí-lo, deixando a missão brasileira sem um chefe.

Leia mais

Golpe do Falso Corretor: São Paulo Registra Dobra em Fraudes Imobiliárias e Aumenta Alerta para Compradores

Falsos corretores de imóveis: como fugir de golpes que dobram em São Paulo e causam prejuízos milionários O mercado imobiliário em São Paulo tem sido palco de um aumento alarmante nos golpes aplicados por falsos corretores. Somente entre janeiro e julho deste ano, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) registrou quase 2 mil autuações por exercício ilegal da profissão, um número que acende um alerta vermelho para quem busca comprar ou alugar um imóvel. Essas autuações, realizadas durante fiscalizações em plantões de vendas e imobiliárias, revelam uma realidade preocupante: muitos criminosos atuam sem qualquer registro profissional, aproveitando-se da boa-fé dos consumidores. Embora nem toda autuação resulte em crime, uma parcela significativa desses casos envolve fraudes que podem levar a perdas financeiras devastadoras. Para agravar o cenário, as denúncias espontâneas de consumidores e corretores sobre irregularidades cresceram 29% entre 2020 e 2025, indicando que a atuação do conselho identifica um volume de problemas muito maior do que aquele que chega por meio de relatos. Conforme informação divulgada pelo Creci-SP, a fiscalização direta tem sido mais eficaz em identificar a atuação de falsos corretores do que as denúncias isoladas. Golpistas usam anúncios falsos e identidade de profissionais para enganar vítimas Uma das táticas mais comuns dos falsos corretores é a divulgação de anúncios de imóveis com preços muito abaixo do valor de mercado. Essa estratégia visa atrair vítimas desavisadas, que, seduzidas pela aparente oportunidade, acabam caindo em armadilhas. O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, alerta que esses anúncios, frequentemente publicados em redes sociais e plataformas digitais, são a principal porta de entrada para os golpes. Após o primeiro contato, a pressão para fechar o negócio rapidamente é uma tática recorrente. Golpistas solicitam depósitos antecipados para reserva, cobram taxas inexistentes ou garantem negociações que, na realidade, não existem. Em muitos casos, o imóvel anunciado sequer está disponível ou pertence a terceiros que desconhecem a fraude. Para aumentar a credibilidade, criminosos chegam a usar a identidade de corretores legítimos, com números de registro profissional ativos, transmitindo uma falsa sensação de segurança. Casos recentes em São Paulo ilustram a sofisticação dessas fraudes. Um exemplo envolveu a clonagem de um anúncio real de locação, onde criminosos se passavam por uma corretora com registro ativo. Após visitar o imóvel e receber um contrato digital, a vítima realizou uma transferência de R$ 8 mil e só descobriu o golpe ao contatar a imobiliária responsável pelo anúncio original. Em outra situação, um homem é investigado por vender o mesmo imóvel para diferentes compradores, utilizando documentos falsos e desaparecendo após receber o dinheiro, o que resultou na perda de R$ 124 mil para uma das vítimas. Como se proteger: a importância da consulta à matrícula do imóvel e ao Creci Para evitar cair em golpes, a verificação da autenticidade do corretor e do próprio imóvel é fundamental. O Creci-SP oferece em seu site a opção de consulta pública para verificar se o profissional possui registro ativo. Essa é uma medida simples e gratuita que pode prevenir

Leia mais

Surpresa na Eleição: PP decide não ter candidato e surpreende ao declarar neutralidade, Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina afetados

PP anuncia neutralidade e frustra planos do PL para vice de Flávio Bolsonaro O Partido Progressistas (PP) pegou todos de surpresa nesta sexta-feira (31) ao divulgar oficialmente que não realizará sua convenção nacional. Tradicionalmente, é neste evento que os partidos definem seus candidatos ou o apoio a outros nomes para a disputa presidencial. A decisão do PP de manter a neutralidade no processo eleitoral foi comunicada através de seu site oficial e já repercute fortemente nos bastidores da política. A medida impacta diretamente as articulações de outros partidos, especialmente o Partido Liberal (PL). A escolha do Progressistas, após consulta aos diretórios estaduais, foi por uma posição de não se envolver diretamente na corrida presidencial. A direção nacional do partido reiterou que a senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado, acatou a decisão. Impacto na candidatura do PL O Partido Liberal (PL) havia oficializado o senador Flávio Bolsonaro como seu candidato à presidência na semana anterior. Uma das apostas do PL era contar com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice-presidente na chapa. Tereza Cristina chegou a se reunir com Flávio Bolsonaro para discutir a possibilidade de compor a chapa. No entanto, com a decisão de neutralidade do PP, essa articulação foi definitivamente descartada, mudando os planos do Partido Liberal para a formação de sua chapa majoritária. Posição oficial do PP Em nota oficial divulgada em seu site, o Partido Progressistas declarou: “O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional.” A legenda ainda informou que a decisão foi comunicada e acatada pela líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina. A posição do PP sinaliza uma estratégia de evitar alinhamentos diretos neste momento, buscando preservar o partido de possíveis desgastes. O que significa a neutralidade partidária A decisão de um partido em permanecer neutro em eleições presidenciais significa que ele não lançará candidato próprio e também não declarará apoio formal a nenhum dos candidatos que disputam o cargo. Isso permite que os filiados e eleitores do partido tenham liberdade para escolher em quem votar. Para o PP, essa estratégia pode ser vista como uma forma de manter a unidade interna e evitar divisões que poderiam surgir com um apoio declarado. A neutralidade também pode ser uma tática para fortalecer o partido em outras esferas, sem se comprometer com uma polarização específica. Cenário eleitoral sem o PP A ausência de um posicionamento do PP na eleição presidencial altera o tabuleiro político. A expectativa era de que o partido pudesse ser um aliado importante para alguma das candidaturas, dada sua representatividade no Congresso Nacional. Com o PP fora da disputa direta ou de apoio explícito, os demais partidos terão que reavaliar suas estratégias de alianças. A senadora Tereza Cristina, figura importante do partido, agora se dedicará a defender a posição de neutralidade dentro e fora do partido.

Leia mais

Ollanta Humala: Ex-presidente do Peru é solto após Justiça anular condenação por corrupção ligada à Odebrecht e Venezuela

Olavo Humala, ex-presidente do Peru, é solto após anulação de condenação por corrupção ligada à Odebrecht e ao regime venezuelano. O ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, foi libertado nesta sexta-feira (31) de uma prisão em Lima, após a Justiça anular sua condenação a 15 anos de reclusão. A sentença se devia a acusações de lavagem de dinheiro e recebimento de contribuições ilegais da empreiteira brasileira Odebrecht e do governo da Venezuela para suas campanhas eleitorais. Humala, que governou o Peru entre 2011 e 2016, deixou a prisão por volta das 19h40, horário local, em um veículo escoltado por policiais e cercado por apoiadores. Ele afirmou ter sido vítima de perseguição política e judicial. A decisão de anular o processo penal contra Humala foi tomada pelo Tribunal Constitucional, que julgou um habeas corpus apresentado pelos advogados do ex-presidente. A corte considerou que o financiamento de campanha recebido de terceiros, na época em que Humala concorreu à presidência, não configurava crime. Essa decisão se baseou na violação dos princípios da legalidade e da tipicidade, conexos ao direito à liberdade pessoal, conforme informado pela agência AFP. Entenda o caso: Condenação e Acusações A Justiça peruana havia condenado Ollanta Humala em abril de 2025 a 15 anos de prisão. Ele foi considerado culpado por lavagem de dinheiro em um esquema que envolvia contribuições ilegais da Odebrecht e do regime venezuelano para suas campanhas presidenciais de 2006 e 2011. O Ministério Público acusou Humala e sua esposa, Nadine Heredia, de ocultarem o recebimento de US$ 3 milhões da Odebrecht em 2011, segundo declarações do ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, aos procuradores peruanos. De acordo com a denúncia, na campanha de 2006, o casal também teria desviado quase US$ 200 mil enviados pelo então líder da Venezuela, Hugo Chávez, por meio de uma empresa venezuelana. Tanto Humala quanto Heredia sempre negaram as acusações. Nadine Heredia, esposa de Humala, também condenada e em busca de asilo A esposa de Ollanta Humala, Nadine Heredia, também foi condenada a 15 anos de prisão pela mesma acusação de lavagem de dinheiro. Após a sentença, ela buscou asilo no Brasil, onde reside atualmente. O caso de ambos esteve ligado ao vasto escândalo de corrupção da Odebrecht, que afetou diversos países da América Latina. A empreiteira brasileira admitiu em 2016 ter pago dezenas de milhões de dólares em subornos e doações eleitorais ilegais no Peru desde o início dos anos 2000. O Tribunal Constitucional e a Anulação do Processo A decisão do Tribunal Constitucional de anular o processo contra Ollanta Humala baseou-se na alegação de que o financiamento de campanha recebido de terceiros não era considerado crime na época dos fatos. A corte declarou a ação procedente, ao considerar comprovada a violação dos princípios da legalidade e da tipicidade, que estão ligados ao direito à liberdade pessoal. Humala estava preso desde abril de 2025.

Leia mais

Crise Migratória em Ceuta: 60 mil Chegam em Massa e Tensão Aumenta com o Marrocos

Ceuta em Alerta Máximo: Crise Migratória Sem Precedentes Desafia Espanha e União Europeia A cidade autônoma espanhola de Ceuta, localizada no norte da África, tornou-se o epicentro de uma grave crise migratória. Nos últimos dias, um fluxo massivo de aproximadamente 60 mil migrantes, vindos do Marrocos, adentrou o território, sobrecarregando a infraestrutura local e gerando tensões políticas significativas para o governo espanhol. Este evento sem precedentes representa um desafio colossal, testando os limites da capacidade de resposta da Espanha e levantando questões sobre a soberania territorial e as relações diplomáticas com o país vizinho. A situação exige uma análise aprofundada das causas e das possíveis soluções. Conforme informações divulgadas por veículos de imprensa internacionais, a chegada em massa de migrantes a Ceuta desencadeou uma crise que ultrapassa as fronteiras da cidade, impactando toda a Europa e gerando reações de diversos países europeus, que buscam entender e conter o fluxo migratório. O Volume da Chegada e o Impacto em Ceuta O presidente da cidade autônoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas, relatou que cerca de 60 mil pessoas entraram na cidade, um número que representa aproximadamente 70% dos 84 mil habitantes locais. Segundo o jornalista Ignacio Cembrero, especialista em política do Magrebe, a entrada ocorria em um ritmo alarmante de 200 pessoas por minuto em determinado momento. O governo espanhol informou que, até o fim da sexta-feira (31), a maioria, cerca de 48 mil, já havia retornado ao Marrocos. Este contingente é substancialmente maior que o registrado em maio de 2021, quando cerca de 12 mil pessoas chegaram a Ceuta em apenas dois dias. A magnitude da recente chegada destaca a intensidade e a urgência da situação. O Papel do Marrocos na Crise Migratória Especialistas consultados apontam para a possibilidade de o Marrocos ter facilitado a entrada dos migrantes. Cembrero afirma que as forças de segurança marroquinas estariam agindo de forma passiva, permitindo a passagem em direção a Ceuta. Ele ressalta que, para chegar à fronteira, existem barreiras policiais, e a entrada em massa só seria possível com a permissão dessas forças. Carlos Echeverría, diretor do Observatório de Ceuta e Melilla, considera o termo “invasão” aplicável à situação, dada a travessia ilegal de milhares de pessoas e a pressão exercida sobre um país vizinho. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou o ocorrido como uma “violação e ataque à integridade territorial”. Uma das explicações para essa movimentação, segundo especialistas, é a decisão do Supremo Tribunal da Espanha, de 8 de julho, que determina que as “devoluções imediatas” não se aplicam a casos de chegada por via marítima. Sánchez sugere que “máfias que traficam seres humanos” interpretaram essa decisão de forma conveniente. A sentença especifica que a “devolução expressa” se aplica apenas a quem ultrapassa barreiras físicas, não a quem chega pelo mar. Cembrero, no entanto, pondera que, embora a decisão judicial tenha tido influência, ela não explica o nível de mobilização observado. Outras hipóteses incluem a recente regularização de migrantes anunciada pelo governo espanhol ou a expectativa de uma mudança de governo que

Leia mais

PRTB lança Leonardo Avalanche como candidato à Presidência em 2026: Conheça o analista de sistemas e bacharel em Direito de Goiás

PRTB oficializa Leonardo Avalanche como pré-candidato à Presidência da República O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) deu um passo importante em sua estratégia eleitoral ao oficializar a candidatura de Leonardo Avalanche para a Presidência da República. A decisão foi tomada durante a convenção nacional do partido, realizada em Goiânia na última quarta-feira (29). A convenção marcou o lançamento oficial de Leonardo Avalanche, que atualmente preside o PRTB em âmbito nacional. Nascido em Anápolis, Goiás, ele possui formação como analista de sistemas e é bacharel em Direito, apresentando um perfil técnico e jurídico para a disputa presidencial. Esta oficialização representa um marco para o PRTB, pois é a primeira vez desde 2014 que o partido decide lançar um nome próprio para concorrer ao cargo máximo do Executivo federal. Naquela ocasião, o candidato foi Levy Fidelix, e agora a sigla deposita suas esperanças em Leonardo Avalanche para buscar espaço no cenário político nacional. O caminho para a Presidência: histórico e expectativas do PRTB A trajetória do PRTB nas eleições presidenciais tem sido pontuada por candidaturas que buscam imprimir uma identidade forte. Em 2014, a aposta foi em Levy Fidelix, e agora, a renovação vem com Leonardo Avalanche. O partido ainda não divulgou quem será o candidato a vice-presidente na chapa, um nome que será crucial para a composição e o alcance da candidatura. A escolha de um nome como Leonardo Avalanche, com formação em áreas distintas como tecnologia e direito, pode sinalizar uma estratégia de atrair diferentes segmentos do eleitorado. A busca por um vice que complemente esse perfil é um dos próximos passos importantes para a legenda. Calendário eleitoral: outras convenções definem seus rumos Enquanto o PRTB definiu seu candidato, a Agência Brasil segue atenta ao desenrolar das convenções nacionais de outros partidos. A sexta-feira, 31 de julho, já tem eventos agendados, com as convenções do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e do Partido Verde (PV). O calendário de convenções continua intenso nas semanas seguintes. O Partido da Causa Operária (PCO) realizará sua convenção no dia 1º de agosto, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em 2 de agosto. Esses eventos são fundamentais para a definição dos candidatos que disputarão as eleições presidenciais e outros cargos em todo o país.

Leia mais

Carro Elétrico ou a Combustão: Saiba Qual Perde Mais Valor na Revenda em 2026 e Entenda o Mercado

Carro Elétrico vs. Combustão: A Batalha da Desvalorização no Mercado de Usados em 2026 A desvalorização de carros elétricos usados tem sido um ponto de atenção crescente para consumidores brasileiros. Dados recentes revelam um mercado em constante transformação, onde alguns elétricos, especialmente os modelos mais novos, mostram um comportamento de revenda surpreendentemente similar aos veículos a combustão. Levantamentos de junho de 2026 indicam que os elétricos lançados nos últimos anos enfrentam perdas mais acentuadas em comparação com seus equivalentes a combustão. Essa tendência, no entanto, não é uniforme e varia significativamente entre modelos e segmentos. Com o objetivo de esclarecer essa questão, analisamos dados do IBV Auto, do banco BV, e da consultoria Indicata, além de pesquisas do Google Trends. As informações compiladas oferecem um panorama detalhado sobre a desvalorização, liquidez e as preocupações dos consumidores com carros elétricos usados. Conforme divulgado pelo IBV Auto e pela Autoesporte, o mercado de elétricos usados apresenta nuances importantes a serem consideradas. Desvalorização Média: Elétricos em Desvantagem em Lançamentos Recentes Um estudo do IBV Auto, divulgado em junho de 2026, apontou que veículos elétricos lançados nos últimos anos perderam, em média, mais valor do que modelos a combustão equivalentes. Para carros lançados em 2022, a desvalorização média dos elétricos atingiu 49,3%, contrastando com os 13,4% dos modelos a combustão. Já em 2023, a diferença persistiu, com perdas de 45,6% para elétricos contra 20% para os a combustão. Segundo o banco BV, a redução nos preços de carros elétricos novos e o aumento da concorrência entre fabricantes pressionaram o valor dos seminovos. A chegada de modelos mais acessíveis e as frequentes alterações nas tabelas de preços impactaram principalmente os veículos lançados antes desses ajustes, elevando a desvalorização. Liquidez e Modelos de Entrada: Um Cenário de Otimismo para Alguns Elétricos Apesar do cenário geral de desvalorização, indicadores de liquidez mostram que alguns carros elétricos usados já encontram maior facilidade na revenda. Um levantamento da consultoria Indicata, divulgado pela Autoesporte, revelou que os veículos elétricos a bateria (BEV) registraram, em janeiro de 2026, o menor Market Day Supply (MDS) entre os grupos analisados. O MDS mede a relação entre estoque e volume de vendas, indicando que quanto menor o índice, maior a velocidade de giro dos veículos. Em janeiro de 2026, os elétricos apresentaram um MDS de 47, inferior aos modelos flex (53) e híbridos plenos (54). Essa maior liquidez foi concentrada principalmente em modelos de entrada, como o BYD Dolphin e o BYD Dolphin Mini. Veículos mais caros, contudo, ainda enfrentam maior pressão na revenda, demonstrando que a desvalorização varia consideravelmente conforme o modelo e o segmento. Variação por Modelo: BYD Dolphin Mini e o Comportamento de Compactos Uma análise da Gazeta do Povo, comparando preços de lançamento com valores da Tabela FIPE de julho de 2026, mostra que alguns elétricos recentes têm desvalorização próxima à de veículos a combustão. O BYD Dolphin Mini (2024), por exemplo, apresentou uma perda de valor de 15,4%, com preço de lançamento de R$ 115,8 mil e valor FIPE

Leia mais

Dentista Karyna Shuliak: A Mulher Que Pode Herdar US$ 100 Milhões de Jeffrey Epstein e Seu Anel de Diamante de 33 Quilates

Karyna Shuliak, a Namorada de Jeffrey Epstein, Pode Receber Milhões e um Diamante Histórico do Espólio do Criminoso A vida de Karyna Shuliak, uma dentista de 37 anos, ganhou os holofotes após a divulgação de documentos investigativos sobre Jeffrey Epstein. Ela foi a última pessoa com quem o criminoso sexual falou antes de morrer em 2019. Agora, Shuliak pode herdar uma fortuna de até US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 507 milhões), incluindo um anel de diamante de 33 quilates, conforme registros federais. O relacionamento de quase oito anos entre Shuliak e Epstein, que começou quando ela tinha 21 anos e ele 58, é detalhado em milhares de e-mails e fotografias divulgados pelo Departamento de Justiça. Shuliak, natural de Belarus, não se considera vítima nem foi apontada como cúmplice no tráfico sexual de Epstein. Sua história, no entanto, é marcada pela influência e pelo apoio financeiro e profissional do bilionário. Apesar de Epstein controlar o relacionamento, Shuliak se beneficiou significativamente, com acesso a um cartão de crédito ilimitado, viagens pelo mundo e quase US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) em pagamentos diretos. Ele também enviou dezenas de milhares de dólares para os pais dela em Belarus. A divulgação dos arquivos trouxe à tona como Epstein a ajudou a ingressar na faculdade de odontologia da Universidade Columbia e a obter a cidadania americana, inclusive sugerindo um casamento arranjado. A Ascensão de Karyna Shuliak com o Apoio de Epstein Karyna Shuliak chegou a Nova York em 2011 com um visto temporário de estudante, trabalhando como assistente de dentista e buscando formas de continuar seus estudos em odontologia, que havia iniciado em Belarus. Foi apresentada a Epstein por uma conhecida que, segundo relatos, era incumbida de recrutar jovens para Epstein. Inicialmente, Shuliak demonstrou relutância em aceitar a ajuda de Epstein, expressando preocupações éticas após ler informações sobre ele. Epstein, no entanto, persistiu. Ele a presenteou com ingressos para shows, jantares e passeios, além de viagens para suas propriedades. Em 2012, com a ajuda de Epstein, Shuliak conseguiu ser admitida na Faculdade de Medicina Dentária de Columbia. Epstein fez uma doação substancial à universidade e utilizou sua influência para garantir a admissão dela, que também recebeu auxílio para obter a cidadania americana através de um casamento arranjado com uma mulher indicada por ele. O casamento, realizado em 2013, foi apontado em um relatório democrata do Congresso como potencialmente

Leia mais

Sem María Corina, Venezuela Sob Tutela dos EUA Inicia Negociações Cruciais Entre Regime e Oposição Após Terremoto Devastador

Venezuela: Inicia Negociação Histórica Entre Regime e Oposição Sob Liderança dos EUA, Mas Ausência de Líder Chave Gera Polêmica Dois anos após a controversa reeleição de Nicolás Maduro, o regime venezuelano volta a sentar-se à mesa de negociações com a oposição. Desta vez, o cenário é marcado pela tutela dos Estados Unidos e pela recente tragédia de um terremoto que abalou o país, deixando milhares de mortos. A reunião, que teve início neste sábado (1º), conta com a presença de Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e Dinorah Figuera, líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional de 2015, instituição reconhecida por Washington. Contudo, a ausência de María Corina Machado, a principal figura da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz do ano passado, domina as discussões. A exclusão de Machado, apesar de sua popularidade e do apoio de outros opositores, levanta questionamentos sobre a legitimidade e o potencial de sucesso deste novo ciclo de diálogos. Conforme informações divulgadas, a negociação ocorre em um contexto delicado, onde a reconstrução pós-terremoto se soma à busca por soluções políticas. Acompanhe os desdobramentos deste importante evento para o futuro da Venezuela. Ausência de María Corina Machado Destaca Divisões na Oposição A principal ausência na mesa de negociações é a de María Corina Machado, figura proeminente da oposição venezuelana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Apesar de suas frequentes deferências ao presidente americano Donald Trump, Washington tem, de forma reiterada, desconsiderado a participação da política no processo. Machado, que está fora do país desde dezembro de 2025, é vista por muitos opositores como peça fundamental para um acordo duradouro. Henrique Capriles, ex-candidato presidencial, expressou sua preocupação nas redes sociais, afirmando que “uma negociação que exclua María Corina Machado e tudo o que ela representa está fadada ao fracasso”. Dinorah Figuera, por sua vez, reconheceu a importância de Machado, declarando que “a partir de 1º de agosto, convidaremos todos os setores democráticos a participar e contribuir com propostas para enriquecer o roteiro. María Corina é muito importante neste processo”. A própria María Corina Machado, sem comentar diretamente sua exclusão, afirmou que não será “obstáculo a nenhuma iniciativa que produza avanços reais”. Ela estabeleceu critérios claros para a avaliação de qualquer acordo, incluindo a “recuperação das instituições democráticas, a liberação de todos os presos políticos, garantias reais para todos os atores políticos, sem exclusão, um cronograma eleitoral presidencial oportuno e o pleno respeito à soberania popular”. A engenheira mantém sua popularidade e seu apoio foi crucial para o diplomata Edmundo González, que, segundo atas eleitorais verificadas por organismos internacionais, provavelmente venceu as eleições de 2024, apesar de Machado ter sido impedida de concorrer. Terremoto Como Catalisador e a Tutela Americana na Negociação O terremoto que assolou a Venezuela no final de junho pode ter um impacto significativo nos rumos políticos do país, ecoando casos como o da Nicarágua em 1972, onde um sismo em Manágua acelerou o fim da ditadura da família Somoza. Colette Capriles, cientista política da Universidade Simón Bolívar, sugere que

Leia mais

Brasil Repensa Acordo com China: Tarifas dos EUA Levam Lula a Buscar Seguro Comercial Contra Trump

Brasil reavalia acordo comercial com China após imposição de tarifas pelos EUA Por mais de uma década, o Brasil manteve uma postura de cautela em relação a um acordo comercial entre o Mercosul e a China, argumentando que tal medida poderia prejudicar sua indústria. No entanto, essa posição parece ter sofrido uma guinada significativa após uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping, realizada no último domingo (26). A mudança de rumo coincide com a entrada em vigor de tarifas de 25% impostas por Washington sobre uma parcela considerável das exportações brasileiras. O que antes era visto como um risco industrial, agora é apresentado como uma potencial apólice de seguro contra as políticas comerciais do ex-presidente Donald Trump, sem que novos estudos ou consultas ao setor produtivo tenham sido realizados para embasar essa virada. Um dos estudos mais abrangentes sobre o tema, publicado em 2024 pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) com simulações do Ipea e de universidades federais, sugere um cenário mais favorável ao acordo do que a indústria tem admitido. O levantamento projeta um ganho de 1,43% para o PIB brasileiro até 2035, o que equivaleria a cerca de US$ 30 bilhões, com potencial para aumento de investimentos e salários reais. As informações foram divulgadas com base no estudo do CEBC. Impactos setoriais: agronegócio em alta, indústria em alerta A expansão projetada pelo estudo do CEBC se concentra em setores onde o Brasil já detém força. O agronegócio, por exemplo, poderia ampliar sua produção em US$ 14,6 bilhões. Em contrapartida, a indústria de transformação enfrentaria perdas estimadas em US$ 6,7 bilhões, com setores como têxteis e vestuário previstos para encolherem 15%. A estrutura tarifária atual entre Brasil e China, ponderada pelo volume de comércio efetivo, revela que as tarifas brasileiras sobre bens industriais somam 9,2%, enquanto as chinesas representam apenas 2,2%. Isso sugere que a indústria brasileira estaria abrindo mão de proteção real em troca de um mercado que, em muitos aspectos, já está acessível. As tarifas chinesas mais elevadas se concentram no setor agrícola, com uma média ponderada de 12,9%, área onde o Brasil já tem expandido sua participação sem a necessidade de um tratado formal. Modelagem e desafios da simulação O modelo de simulação utilizado no estudo do CEBC baseia-se em dados de 2014. Os próprios autores do estudo alertam que essa base de dados pode não capturar o avanço recente da China em setores como veículos e máquinas. Mesmo assim, a simulação aponta esses setores como beneficiados, com um ganho projetado de US$ 3,66 bilhões. No entanto, dados recentes indicam uma mudança significativa no mercado automotivo. A participação chinesa nas importações brasileiras de automóveis saltou de 5% em 2021 para 72% neste ano. A balança comercial do setor automotivo registrou o maior déficit semestral desde 1997, o que levanta questionamentos sobre a precisão das projeções do modelo. Obstáculos políticos e a necessidade de negociações estratégicas A viabilidade de um acordo com a China enfrenta desafios políticos consideráveis,

Leia mais

Itamaraty Veta Cônsul Israelense no Brasil Por Dupla Nacionalidade, Aprofundando Crise Diplomática com Netanyahu

Itamaraty barra cônsul de Israel em São Paulo por dupla nacionalidade, intensificando tensões com governo de Netanyahu O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, vetou a nomeação de uma nova cônsul-geral de Israel em São Paulo, alegando que a indicada possui dupla nacionalidade, brasileira e israelense. A decisão agrava a crise diplomática entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Binyamin Netanyahu. A escolha de Tel Aviv recaiu sobre a diplomata Vivian Aisen, que nasceu no Brasil e se mudou para Israel ainda jovem, onde iniciou sua carreira diplomática. No entanto, o governo brasileiro considerou a nacionalidade brasileira de Vivian como um obstáculo intransponível para o cargo. Apesar de Vivian ter sinalizado disposição em renunciar à cidadania brasileira, a medida não foi suficiente para reverter a decisão. Conforme apurado por pessoas com conhecimento do tema, embora a dupla nacionalidade tenha sido a justificativa oficial, o momento delicado das relações bilaterais entre Brasil e Israel certamente influenciou o desfecho, segundo interlocutores. Israel fica sem cônsul em São Paulo e embaixador em Brasília O consulado-geral em São Paulo é um dos postos diplomáticos israelenses mais importantes no Brasil. Com a negativa do Itamaraty, o cargo ficará vago em breve, com o fim da missão de Rafael Erdreich. Esta é a segunda vez que o governo Lula impede a atuação de um diplomata israelense no país. Em março de 2025, o Itamaraty já havia retardado o aval para que Gali Dagan assumisse como embaixador de Israel em Brasília. Dagan, que era embaixador em Bogotá, deixou o posto após o presidente colombiano, Gustavo Petro, romper relações com Israel devido à guerra na Faixa de Gaza. O Brasil, até o momento, também não possui um embaixador israelense. Vivian Aisen assume posto na Colômbia em meio a tensões diplomáticas Sem poder chefiar o consulado em São Paulo, Vivian Aisen foi nomeada, na semana passada, embaixadora de Israel em Bogotá. A Colômbia, que terá como presidente em agosto o ultradireitista Abelardo de la Espriella, já prometeu reabrir sua representação em Israel e suspender a instalação de uma missão similar na Palestina. O veto à indicação de Vivian Aisen ocorre em um contexto de deterioração das relações entre Brasil e Israel, marcadas por trocas de críticas desde o início da ofensiva militar israelense em Gaza. O ponto mais crítico da crise foi em fevereiro de 2024, quando Lula comparou as ações de Israel em Gaza à perseguição aos judeus pelo nazismo. Crise diplomática se intensifica com declarações e retaliações A comparação feita por Lula gerou fortes reações de Israel e da comunidade judaica no Brasil. Em resposta, Binyamin Netanyahu declarou que Lula havia cruzado uma linha vermelha. O embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, foi convocado publicamente no Yad Vashem, memorial do Holocausto, em uma ação que o governo brasileiro considerou uma provocação. Posteriormente, o então chanceler israelense, Israel Katz, declarou Lula “persona non grata” em Israel. Em retaliação, o Brasil retirou seu embaixador de Tel Aviv sem substituí-lo, deixando a missão brasileira sem um chefe.

Leia mais

Golpe do Falso Corretor: São Paulo Registra Dobra em Fraudes Imobiliárias e Aumenta Alerta para Compradores

Falsos corretores de imóveis: como fugir de golpes que dobram em São Paulo e causam prejuízos milionários O mercado imobiliário em São Paulo tem sido palco de um aumento alarmante nos golpes aplicados por falsos corretores. Somente entre janeiro e julho deste ano, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) registrou quase 2 mil autuações por exercício ilegal da profissão, um número que acende um alerta vermelho para quem busca comprar ou alugar um imóvel. Essas autuações, realizadas durante fiscalizações em plantões de vendas e imobiliárias, revelam uma realidade preocupante: muitos criminosos atuam sem qualquer registro profissional, aproveitando-se da boa-fé dos consumidores. Embora nem toda autuação resulte em crime, uma parcela significativa desses casos envolve fraudes que podem levar a perdas financeiras devastadoras. Para agravar o cenário, as denúncias espontâneas de consumidores e corretores sobre irregularidades cresceram 29% entre 2020 e 2025, indicando que a atuação do conselho identifica um volume de problemas muito maior do que aquele que chega por meio de relatos. Conforme informação divulgada pelo Creci-SP, a fiscalização direta tem sido mais eficaz em identificar a atuação de falsos corretores do que as denúncias isoladas. Golpistas usam anúncios falsos e identidade de profissionais para enganar vítimas Uma das táticas mais comuns dos falsos corretores é a divulgação de anúncios de imóveis com preços muito abaixo do valor de mercado. Essa estratégia visa atrair vítimas desavisadas, que, seduzidas pela aparente oportunidade, acabam caindo em armadilhas. O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, alerta que esses anúncios, frequentemente publicados em redes sociais e plataformas digitais, são a principal porta de entrada para os golpes. Após o primeiro contato, a pressão para fechar o negócio rapidamente é uma tática recorrente. Golpistas solicitam depósitos antecipados para reserva, cobram taxas inexistentes ou garantem negociações que, na realidade, não existem. Em muitos casos, o imóvel anunciado sequer está disponível ou pertence a terceiros que desconhecem a fraude. Para aumentar a credibilidade, criminosos chegam a usar a identidade de corretores legítimos, com números de registro profissional ativos, transmitindo uma falsa sensação de segurança. Casos recentes em São Paulo ilustram a sofisticação dessas fraudes. Um exemplo envolveu a clonagem de um anúncio real de locação, onde criminosos se passavam por uma corretora com registro ativo. Após visitar o imóvel e receber um contrato digital, a vítima realizou uma transferência de R$ 8 mil e só descobriu o golpe ao contatar a imobiliária responsável pelo anúncio original. Em outra situação, um homem é investigado por vender o mesmo imóvel para diferentes compradores, utilizando documentos falsos e desaparecendo após receber o dinheiro, o que resultou na perda de R$ 124 mil para uma das vítimas. Como se proteger: a importância da consulta à matrícula do imóvel e ao Creci Para evitar cair em golpes, a verificação da autenticidade do corretor e do próprio imóvel é fundamental. O Creci-SP oferece em seu site a opção de consulta pública para verificar se o profissional possui registro ativo. Essa é uma medida simples e gratuita que pode prevenir

Leia mais

Surpresa na Eleição: PP decide não ter candidato e surpreende ao declarar neutralidade, Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina afetados

PP anuncia neutralidade e frustra planos do PL para vice de Flávio Bolsonaro O Partido Progressistas (PP) pegou todos de surpresa nesta sexta-feira (31) ao divulgar oficialmente que não realizará sua convenção nacional. Tradicionalmente, é neste evento que os partidos definem seus candidatos ou o apoio a outros nomes para a disputa presidencial. A decisão do PP de manter a neutralidade no processo eleitoral foi comunicada através de seu site oficial e já repercute fortemente nos bastidores da política. A medida impacta diretamente as articulações de outros partidos, especialmente o Partido Liberal (PL). A escolha do Progressistas, após consulta aos diretórios estaduais, foi por uma posição de não se envolver diretamente na corrida presidencial. A direção nacional do partido reiterou que a senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado, acatou a decisão. Impacto na candidatura do PL O Partido Liberal (PL) havia oficializado o senador Flávio Bolsonaro como seu candidato à presidência na semana anterior. Uma das apostas do PL era contar com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice-presidente na chapa. Tereza Cristina chegou a se reunir com Flávio Bolsonaro para discutir a possibilidade de compor a chapa. No entanto, com a decisão de neutralidade do PP, essa articulação foi definitivamente descartada, mudando os planos do Partido Liberal para a formação de sua chapa majoritária. Posição oficial do PP Em nota oficial divulgada em seu site, o Partido Progressistas declarou: “O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional.” A legenda ainda informou que a decisão foi comunicada e acatada pela líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina. A posição do PP sinaliza uma estratégia de evitar alinhamentos diretos neste momento, buscando preservar o partido de possíveis desgastes. O que significa a neutralidade partidária A decisão de um partido em permanecer neutro em eleições presidenciais significa que ele não lançará candidato próprio e também não declarará apoio formal a nenhum dos candidatos que disputam o cargo. Isso permite que os filiados e eleitores do partido tenham liberdade para escolher em quem votar. Para o PP, essa estratégia pode ser vista como uma forma de manter a unidade interna e evitar divisões que poderiam surgir com um apoio declarado. A neutralidade também pode ser uma tática para fortalecer o partido em outras esferas, sem se comprometer com uma polarização específica. Cenário eleitoral sem o PP A ausência de um posicionamento do PP na eleição presidencial altera o tabuleiro político. A expectativa era de que o partido pudesse ser um aliado importante para alguma das candidaturas, dada sua representatividade no Congresso Nacional. Com o PP fora da disputa direta ou de apoio explícito, os demais partidos terão que reavaliar suas estratégias de alianças. A senadora Tereza Cristina, figura importante do partido, agora se dedicará a defender a posição de neutralidade dentro e fora do partido.

Leia mais

Ollanta Humala: Ex-presidente do Peru é solto após Justiça anular condenação por corrupção ligada à Odebrecht e Venezuela

Olavo Humala, ex-presidente do Peru, é solto após anulação de condenação por corrupção ligada à Odebrecht e ao regime venezuelano. O ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, foi libertado nesta sexta-feira (31) de uma prisão em Lima, após a Justiça anular sua condenação a 15 anos de reclusão. A sentença se devia a acusações de lavagem de dinheiro e recebimento de contribuições ilegais da empreiteira brasileira Odebrecht e do governo da Venezuela para suas campanhas eleitorais. Humala, que governou o Peru entre 2011 e 2016, deixou a prisão por volta das 19h40, horário local, em um veículo escoltado por policiais e cercado por apoiadores. Ele afirmou ter sido vítima de perseguição política e judicial. A decisão de anular o processo penal contra Humala foi tomada pelo Tribunal Constitucional, que julgou um habeas corpus apresentado pelos advogados do ex-presidente. A corte considerou que o financiamento de campanha recebido de terceiros, na época em que Humala concorreu à presidência, não configurava crime. Essa decisão se baseou na violação dos princípios da legalidade e da tipicidade, conexos ao direito à liberdade pessoal, conforme informado pela agência AFP. Entenda o caso: Condenação e Acusações A Justiça peruana havia condenado Ollanta Humala em abril de 2025 a 15 anos de prisão. Ele foi considerado culpado por lavagem de dinheiro em um esquema que envolvia contribuições ilegais da Odebrecht e do regime venezuelano para suas campanhas presidenciais de 2006 e 2011. O Ministério Público acusou Humala e sua esposa, Nadine Heredia, de ocultarem o recebimento de US$ 3 milhões da Odebrecht em 2011, segundo declarações do ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, aos procuradores peruanos. De acordo com a denúncia, na campanha de 2006, o casal também teria desviado quase US$ 200 mil enviados pelo então líder da Venezuela, Hugo Chávez, por meio de uma empresa venezuelana. Tanto Humala quanto Heredia sempre negaram as acusações. Nadine Heredia, esposa de Humala, também condenada e em busca de asilo A esposa de Ollanta Humala, Nadine Heredia, também foi condenada a 15 anos de prisão pela mesma acusação de lavagem de dinheiro. Após a sentença, ela buscou asilo no Brasil, onde reside atualmente. O caso de ambos esteve ligado ao vasto escândalo de corrupção da Odebrecht, que afetou diversos países da América Latina. A empreiteira brasileira admitiu em 2016 ter pago dezenas de milhões de dólares em subornos e doações eleitorais ilegais no Peru desde o início dos anos 2000. O Tribunal Constitucional e a Anulação do Processo A decisão do Tribunal Constitucional de anular o processo contra Ollanta Humala baseou-se na alegação de que o financiamento de campanha recebido de terceiros não era considerado crime na época dos fatos. A corte declarou a ação procedente, ao considerar comprovada a violação dos princípios da legalidade e da tipicidade, que estão ligados ao direito à liberdade pessoal. Humala estava preso desde abril de 2025.

Leia mais

Crise Migratória em Ceuta: 60 mil Chegam em Massa e Tensão Aumenta com o Marrocos

Ceuta em Alerta Máximo: Crise Migratória Sem Precedentes Desafia Espanha e União Europeia A cidade autônoma espanhola de Ceuta, localizada no norte da África, tornou-se o epicentro de uma grave crise migratória. Nos últimos dias, um fluxo massivo de aproximadamente 60 mil migrantes, vindos do Marrocos, adentrou o território, sobrecarregando a infraestrutura local e gerando tensões políticas significativas para o governo espanhol. Este evento sem precedentes representa um desafio colossal, testando os limites da capacidade de resposta da Espanha e levantando questões sobre a soberania territorial e as relações diplomáticas com o país vizinho. A situação exige uma análise aprofundada das causas e das possíveis soluções. Conforme informações divulgadas por veículos de imprensa internacionais, a chegada em massa de migrantes a Ceuta desencadeou uma crise que ultrapassa as fronteiras da cidade, impactando toda a Europa e gerando reações de diversos países europeus, que buscam entender e conter o fluxo migratório. O Volume da Chegada e o Impacto em Ceuta O presidente da cidade autônoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas, relatou que cerca de 60 mil pessoas entraram na cidade, um número que representa aproximadamente 70% dos 84 mil habitantes locais. Segundo o jornalista Ignacio Cembrero, especialista em política do Magrebe, a entrada ocorria em um ritmo alarmante de 200 pessoas por minuto em determinado momento. O governo espanhol informou que, até o fim da sexta-feira (31), a maioria, cerca de 48 mil, já havia retornado ao Marrocos. Este contingente é substancialmente maior que o registrado em maio de 2021, quando cerca de 12 mil pessoas chegaram a Ceuta em apenas dois dias. A magnitude da recente chegada destaca a intensidade e a urgência da situação. O Papel do Marrocos na Crise Migratória Especialistas consultados apontam para a possibilidade de o Marrocos ter facilitado a entrada dos migrantes. Cembrero afirma que as forças de segurança marroquinas estariam agindo de forma passiva, permitindo a passagem em direção a Ceuta. Ele ressalta que, para chegar à fronteira, existem barreiras policiais, e a entrada em massa só seria possível com a permissão dessas forças. Carlos Echeverría, diretor do Observatório de Ceuta e Melilla, considera o termo “invasão” aplicável à situação, dada a travessia ilegal de milhares de pessoas e a pressão exercida sobre um país vizinho. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou o ocorrido como uma “violação e ataque à integridade territorial”. Uma das explicações para essa movimentação, segundo especialistas, é a decisão do Supremo Tribunal da Espanha, de 8 de julho, que determina que as “devoluções imediatas” não se aplicam a casos de chegada por via marítima. Sánchez sugere que “máfias que traficam seres humanos” interpretaram essa decisão de forma conveniente. A sentença especifica que a “devolução expressa” se aplica apenas a quem ultrapassa barreiras físicas, não a quem chega pelo mar. Cembrero, no entanto, pondera que, embora a decisão judicial tenha tido influência, ela não explica o nível de mobilização observado. Outras hipóteses incluem a recente regularização de migrantes anunciada pelo governo espanhol ou a expectativa de uma mudança de governo que

Leia mais

PRTB lança Leonardo Avalanche como candidato à Presidência em 2026: Conheça o analista de sistemas e bacharel em Direito de Goiás

PRTB oficializa Leonardo Avalanche como pré-candidato à Presidência da República O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) deu um passo importante em sua estratégia eleitoral ao oficializar a candidatura de Leonardo Avalanche para a Presidência da República. A decisão foi tomada durante a convenção nacional do partido, realizada em Goiânia na última quarta-feira (29). A convenção marcou o lançamento oficial de Leonardo Avalanche, que atualmente preside o PRTB em âmbito nacional. Nascido em Anápolis, Goiás, ele possui formação como analista de sistemas e é bacharel em Direito, apresentando um perfil técnico e jurídico para a disputa presidencial. Esta oficialização representa um marco para o PRTB, pois é a primeira vez desde 2014 que o partido decide lançar um nome próprio para concorrer ao cargo máximo do Executivo federal. Naquela ocasião, o candidato foi Levy Fidelix, e agora a sigla deposita suas esperanças em Leonardo Avalanche para buscar espaço no cenário político nacional. O caminho para a Presidência: histórico e expectativas do PRTB A trajetória do PRTB nas eleições presidenciais tem sido pontuada por candidaturas que buscam imprimir uma identidade forte. Em 2014, a aposta foi em Levy Fidelix, e agora, a renovação vem com Leonardo Avalanche. O partido ainda não divulgou quem será o candidato a vice-presidente na chapa, um nome que será crucial para a composição e o alcance da candidatura. A escolha de um nome como Leonardo Avalanche, com formação em áreas distintas como tecnologia e direito, pode sinalizar uma estratégia de atrair diferentes segmentos do eleitorado. A busca por um vice que complemente esse perfil é um dos próximos passos importantes para a legenda. Calendário eleitoral: outras convenções definem seus rumos Enquanto o PRTB definiu seu candidato, a Agência Brasil segue atenta ao desenrolar das convenções nacionais de outros partidos. A sexta-feira, 31 de julho, já tem eventos agendados, com as convenções do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e do Partido Verde (PV). O calendário de convenções continua intenso nas semanas seguintes. O Partido da Causa Operária (PCO) realizará sua convenção no dia 1º de agosto, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em 2 de agosto. Esses eventos são fundamentais para a definição dos candidatos que disputarão as eleições presidenciais e outros cargos em todo o país.

Leia mais

Carro Elétrico ou a Combustão: Saiba Qual Perde Mais Valor na Revenda em 2026 e Entenda o Mercado

Carro Elétrico vs. Combustão: A Batalha da Desvalorização no Mercado de Usados em 2026 A desvalorização de carros elétricos usados tem sido um ponto de atenção crescente para consumidores brasileiros. Dados recentes revelam um mercado em constante transformação, onde alguns elétricos, especialmente os modelos mais novos, mostram um comportamento de revenda surpreendentemente similar aos veículos a combustão. Levantamentos de junho de 2026 indicam que os elétricos lançados nos últimos anos enfrentam perdas mais acentuadas em comparação com seus equivalentes a combustão. Essa tendência, no entanto, não é uniforme e varia significativamente entre modelos e segmentos. Com o objetivo de esclarecer essa questão, analisamos dados do IBV Auto, do banco BV, e da consultoria Indicata, além de pesquisas do Google Trends. As informações compiladas oferecem um panorama detalhado sobre a desvalorização, liquidez e as preocupações dos consumidores com carros elétricos usados. Conforme divulgado pelo IBV Auto e pela Autoesporte, o mercado de elétricos usados apresenta nuances importantes a serem consideradas. Desvalorização Média: Elétricos em Desvantagem em Lançamentos Recentes Um estudo do IBV Auto, divulgado em junho de 2026, apontou que veículos elétricos lançados nos últimos anos perderam, em média, mais valor do que modelos a combustão equivalentes. Para carros lançados em 2022, a desvalorização média dos elétricos atingiu 49,3%, contrastando com os 13,4% dos modelos a combustão. Já em 2023, a diferença persistiu, com perdas de 45,6% para elétricos contra 20% para os a combustão. Segundo o banco BV, a redução nos preços de carros elétricos novos e o aumento da concorrência entre fabricantes pressionaram o valor dos seminovos. A chegada de modelos mais acessíveis e as frequentes alterações nas tabelas de preços impactaram principalmente os veículos lançados antes desses ajustes, elevando a desvalorização. Liquidez e Modelos de Entrada: Um Cenário de Otimismo para Alguns Elétricos Apesar do cenário geral de desvalorização, indicadores de liquidez mostram que alguns carros elétricos usados já encontram maior facilidade na revenda. Um levantamento da consultoria Indicata, divulgado pela Autoesporte, revelou que os veículos elétricos a bateria (BEV) registraram, em janeiro de 2026, o menor Market Day Supply (MDS) entre os grupos analisados. O MDS mede a relação entre estoque e volume de vendas, indicando que quanto menor o índice, maior a velocidade de giro dos veículos. Em janeiro de 2026, os elétricos apresentaram um MDS de 47, inferior aos modelos flex (53) e híbridos plenos (54). Essa maior liquidez foi concentrada principalmente em modelos de entrada, como o BYD Dolphin e o BYD Dolphin Mini. Veículos mais caros, contudo, ainda enfrentam maior pressão na revenda, demonstrando que a desvalorização varia consideravelmente conforme o modelo e o segmento. Variação por Modelo: BYD Dolphin Mini e o Comportamento de Compactos Uma análise da Gazeta do Povo, comparando preços de lançamento com valores da Tabela FIPE de julho de 2026, mostra que alguns elétricos recentes têm desvalorização próxima à de veículos a combustão. O BYD Dolphin Mini (2024), por exemplo, apresentou uma perda de valor de 15,4%, com preço de lançamento de R$ 115,8 mil e valor FIPE

Leia mais

Dentista Karyna Shuliak: A Mulher Que Pode Herdar US$ 100 Milhões de Jeffrey Epstein e Seu Anel de Diamante de 33 Quilates

Karyna Shuliak, a Namorada de Jeffrey Epstein, Pode Receber Milhões e um Diamante Histórico do Espólio do Criminoso A vida de Karyna Shuliak, uma dentista de 37 anos, ganhou os holofotes após a divulgação de documentos investigativos sobre Jeffrey Epstein. Ela foi a última pessoa com quem o criminoso sexual falou antes de morrer em 2019. Agora, Shuliak pode herdar uma fortuna de até US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 507 milhões), incluindo um anel de diamante de 33 quilates, conforme registros federais. O relacionamento de quase oito anos entre Shuliak e Epstein, que começou quando ela tinha 21 anos e ele 58, é detalhado em milhares de e-mails e fotografias divulgados pelo Departamento de Justiça. Shuliak, natural de Belarus, não se considera vítima nem foi apontada como cúmplice no tráfico sexual de Epstein. Sua história, no entanto, é marcada pela influência e pelo apoio financeiro e profissional do bilionário. Apesar de Epstein controlar o relacionamento, Shuliak se beneficiou significativamente, com acesso a um cartão de crédito ilimitado, viagens pelo mundo e quase US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) em pagamentos diretos. Ele também enviou dezenas de milhares de dólares para os pais dela em Belarus. A divulgação dos arquivos trouxe à tona como Epstein a ajudou a ingressar na faculdade de odontologia da Universidade Columbia e a obter a cidadania americana, inclusive sugerindo um casamento arranjado. A Ascensão de Karyna Shuliak com o Apoio de Epstein Karyna Shuliak chegou a Nova York em 2011 com um visto temporário de estudante, trabalhando como assistente de dentista e buscando formas de continuar seus estudos em odontologia, que havia iniciado em Belarus. Foi apresentada a Epstein por uma conhecida que, segundo relatos, era incumbida de recrutar jovens para Epstein. Inicialmente, Shuliak demonstrou relutância em aceitar a ajuda de Epstein, expressando preocupações éticas após ler informações sobre ele. Epstein, no entanto, persistiu. Ele a presenteou com ingressos para shows, jantares e passeios, além de viagens para suas propriedades. Em 2012, com a ajuda de Epstein, Shuliak conseguiu ser admitida na Faculdade de Medicina Dentária de Columbia. Epstein fez uma doação substancial à universidade e utilizou sua influência para garantir a admissão dela, que também recebeu auxílio para obter a cidadania americana através de um casamento arranjado com uma mulher indicada por ele. O casamento, realizado em 2013, foi apontado em um relatório democrata do Congresso como potencialmente

Leia mais

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!