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Agronegócio

Sorriso (MT) Lidera Produção Nacional de Etanol de Milho: R$ 98 por Saca Impulsionam Economia Local

Sorriso (MT) se Torna o Gigante do Etanol de Milho no Brasil, Transformando Grãos em Riqueza O Brasil alcançou a marca de 8,3 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/2025. Deste expressivo volume, a cidade de Sorriso, localizada em Mato Grosso, se destacou como líder absoluta, respondendo por nada menos que 1 bilhão de litros. Este feito, confirmado por dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e da secretaria de Agricultura do município, consolida a região como um polo fundamental na produção nacional deste biocombustível. O sucesso de Sorriso reflete um movimento mais amplo em Mato Grosso, que também conta com forte desempenho das usinas em Lucas do Rio Verde, Sinop e Primavera do Leste. O estado demonstrou sua força ao utilizar 12,5 milhões de toneladas de milho para a produção de etanol na última safra, com projeções otimistas de aumento para 13,5 milhões de toneladas na safra atual, segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem). A força de Mato Grosso no setor é inegável, abrigando 13 das 27 biorrefinarias de etanol de milho em operação no país. Goiás aparece em segundo lugar com cinco unidades, e a expansão continua, com outras 12 usinas previstas para se instalarem no território mato-grossense, conforme levantamento da Unem. Essa expansão promete impulsionar a produção nacional para 16,63 bilhões de litros em 2034, um crescimento significativo. O Milho Ganha Novo Valor com a Indústria do Etanol A instalação de novas usinas em Sorriso e região tem um impacto direto e positivo no mercado do milho. O presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Clóvis Picolo Filho, destaca que mais de 40% do milho produzido localmente agora é direcionado às biorrefinarias. Isso cria uma concorrência saudável com mercados interestaduais e externos, elevando o valor do grão. O milho, que antes era apenas um grão, agora assume um papel estratégico ao passar por processamento industrial. Em Sorriso, a transformação do milho em etanol e coprodutos, como DDG (grãos secos de destilaria) e óleo, eleva o preço final da matéria-prima e gera novas receitas. Esse avanço impulsiona o desenvolvimento em toda a região, como explica Picolo Filho. Etánol de Milho e a Política Energética Nacional O crescimento da produção de etanol de milho acompanha a política de mistura obrigatória do biocombustível na gasolina, atualmente fixada em 30%. O presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, aponta que o volume de investimentos e a crescente produção viabilizam o aumento dessa mistura para 35%. Esta meta, aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tem implementação prevista a partir de 2029. DDG: Um Coproduto Valioso para a Cadeia Produtiva Um dos coprodutos gerados no processo de fabricação do etanol de milho são os DDGS (grãos secos de destilaria). Este insumo, rico em proteínas, fibras, gorduras e minerais, ganha cada vez mais espaço na alimentação animal, sendo utilizado na formulação de rações para bovinos, suínos e aves. A produção nacional de DDGS já supera 4 milhões de toneladas

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Serra da Ibiapaba no Ceará: Esperança para Produção Nacional de Pistache, a Especiaria Milenar e Cara do Mundo

O Brasil Importa Todo o Pistache que Consome, Mas a Serra da Ibiapaba no Ceará Pode Mudar Esse Cenário O Brasil, um grande consumidor de pistache, atualmente importa 100% dessa iguaria, um hábito que tem crescido significativamente nos últimos anos. No entanto, um projeto ambicioso visa mudar essa realidade, explorando o potencial da Serra da Ibiapaba, no Ceará, para iniciar uma produção nacional, ainda que tímida. Pesquisadores e agricultores apontam a região como promissora para o cultivo dessa especiaria milenar. A Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec) tem a ambição de transformar o estado em pioneiro no cultivo de pistache no país. A ideia é estabelecer um campo experimental para desenvolver a cultura e consolidar o Ceará como o primeiro produtor nacional dessa oleaginosa exótica, conforme afirma o presidente da Faec, Amilcar Silveira. A expectativa é de que essa iniciativa possa reduzir a dependência das importações e agregar valor à produção agrícola local. Com origem em regiões montanhosas do Oriente Médio, como a antiga Pérsia, o pistache é citado em textos bíblicos como um dos “melhores produtos da nossa terra”. Sua história remonta a milhares de anos, consolidando-se como um ingrediente valioso na culinária mundial. Agora, a Serra da Ibiapaba entra no radar como um possível novo lar para essa planta, conforme informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Desafios Climáticos e Pesquisa em Andamento Apesar do entusiasmo, o cultivo de pistache no Brasil enfrenta desafios significativos, principalmente relacionados ao clima. Segundo a Embrapa, o pistacheiro necessita de períodos contínuos de frio, com temperaturas abaixo de 10°C, algo que difere do clima quente e constante de outras culturas tropicais como a mangueira e o cajueiro. O chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, explica que, embora a noite na Serra da Ibiapaba possa atingir 15°C, isso ainda não é o ideal para a planta. A Embrapa planeja iniciar um cultivo experimental de pistache no Ceará em 2027. Contudo, o desenvolvimento de variedades adaptadas às condições da região deve demandar um longo período de pesquisa, estimado entre dez e 15 anos. Etapas cruciais incluem a obtenção de material genético nos Estados Unidos e a liberação de autorizações de importação junto ao Ministério da Agricultura. Crescimento da Importação e Fiscalização Rigorosa Enquanto a produção nacional é um objetivo a longo prazo, a importação de pistache pelo Brasil tem apresentado um crescimento expressivo. Dados da plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que o país comprou mais de mil toneladas em 2024, um aumento considerável em relação às 350 toneladas de 2022. Os Estados Unidos lideram como principal fornecedor, respondendo por grande parte do volume importado. O pistache importado passa por um rigoroso controle de qualidade antes de chegar ao consumidor brasileiro. A fiscalização é realizada através da coleta de amostras em pontos estratégicos de entrada no país. Essas amostras são submetidas a análises laboratoriais para garantir a conformidade sanitária, com foco especial na detecção de aflatoxinas, substâncias que podem representar riscos à saúde humana,

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ArcelorMittal Impulsiona Futuro Verde do Brasil com Aporte de R$ 5,8 Bilhões em Energia Renovável, Transformando a Matriz Energética Nacional

A ArcelorMittal Brasil deu um passo significativo em sua jornada de sustentabilidade e eficiência energética, anunciando a conclusão de um robusto programa de investimentos em autogeração de energia renovável no país. Este movimento estratégico reforça o compromisso da empresa com um futuro mais verde para a indústria brasileira. O ponto culminante deste aporte foi a entrada em operação de um novo e moderno parque solar no Complexo Babilônia Centro, localizado em Várzea Nova, na Bahia. Com uma capacidade instalada impressionante, a nova planta é um marco na busca por fontes de energia limpa e renovável. A iniciativa faz parte de um investimento total de R$ 5,8 bilhões da ArcelorMittal em autogeração de energia renovável, conforme informações divulgadas pela assessoria de imprensa da empresa. O Coração Solar do Nordeste: Complexo Babilônia Centro O recém-inaugurado parque solar na Bahia é um dos pilares da estratégia de energia renovável da ArcelorMittal. Com 365 mil painéis solares, a planta possui uma capacidade instalada de 200 MW, representando um avanço notável na geração de energia limpa. Para a construção deste parque solar específico, foram destinados cerca de R$ 700 milhões em aportes. Este investimento demonstra a escala e a seriedade do projeto em contribuir para a transição energética do Brasil. O Complexo Babilônia Centro, onde o parque solar está inserido, é fruto de uma joint venture entre a ArcelorMittal e a Casa dos Ventos. A construção total do complexo demandou aportes de R$ 4,8 bilhões, consolidando uma infraestrutura robusta para a produção de energia renovável. Rumo à Autossuficiência Energética e Sustentabilidade Com a operação plena do parque solar, a ArcelorMittal Brasil projeta um aumento substancial em sua autogeração de energia renovável. A estimativa é que a empresa eleve seu patamar de 61% para 85% até 2030, um salto ambicioso em direção à autossuficiência energética. Este crescimento na capacidade de autogeração é crucial para reduzir a pegada de carbono da empresa e fortalecer sua posição como líder em práticas sustentáveis na indústria siderúrgica. O investimento total de R$ 5,8 bilhões em energia renovável é um testemunho desse compromisso. A busca por fontes de energia limpa é uma prioridade global, e a ArcelorMittal se posiciona na vanguarda dessa transformação, investindo em tecnologias que garantem um futuro mais sustentável para suas operações e para o país. Parceria Estratégica para um Futuro Mais Verde A colaboração com a Casa dos Ventos no Complexo Babilônia Centro exemplifica a importância das parcerias estratégicas para a concretização de projetos de grande escala em energia renovável. A união de expertises e recursos é fundamental para impulsionar a inovação. Essas alianças permitem que grandes empresas como a ArcelorMittal acelerem seus planos de descarbonização e contribuam ativamente para a matriz energética brasileira. A joint venture é um modelo de sucesso na implementação de soluções de energia limpa. O Impacto da Energia Limpa na Indústria Siderúrgica Para a indústria siderúrgica, que é intensiva em energia, o investimento em energia renovável é mais do que uma questão ambiental, é também uma estratégia de competitividade e resiliência. Reduzir

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De Fruta da Vovó a Ouro Verde: Minas Gerais Vira Potência na Exportação de Avocado e Conquista o Mundo

Minas Gerais se destaca como polo de excelência na produção e exportação de avocado, impulsionando a economia e o agronegócio brasileiro. O abacate, fruta que antes era vista apenas em vitaminas e sobremesas caseiras, está se tornando um dos novos protagonistas do agronegócio brasileiro. Minas Gerais, em particular, tem se destacado como uma verdadeira potência na produção e exportação dessa fruta, com o tipo Hass, conhecido mundialmente como avocado, liderando essa ascensão. Com um clima favorável e investimento em tecnologia, o estado mineiro tem expandido suas lavouras e aprimorado a qualidade de seus abacates, conquistando mercados exigentes ao redor do globo. A fruta, antes um item comum nos quintais, agora representa um importante motor econômico. A expectativa para os próximos anos é de crescimento ainda mais expressivo, consolidando o Brasil, e especialmente Minas Gerais, como um player fundamental no cenário mundial de exportação de avocado. Conforme dados da Associação Abacates do Brasil, a projeção é de um aumento significativo na produção e destinação para o mercado externo. Essa expansão reforça o peso da fruticultura no desenvolvimento nacional e na geração de divisas, como divulgado pela Associação Abacates do Brasil. Minas Gerais: Um Gigante na Produção de Avocado Minas Gerais se consolida como um dos principais estados produtores de abacate no Brasil. Em 2024, o estado registrou uma produção expressiva de 135.624 toneladas, cultivadas em 8.053 hectares, segundo dados do IBGE. A produção mineira se concentra em cinco regiões, com destaque para o Alto Paranaíba, que liderou com 57.440 toneladas, representando 42,35% do total estadual. O Sul de Minas vem em seguida, com 47.798 toneladas (35,24%), seguido pelo Triângulo Mineiro, Zona da Mata e Região Central. Essa distribuição geográfica demonstra a capilaridade da cultura no estado, que possui mais de 12 mil hectares dedicados à fruta. O sucesso de Minas Gerais no mercado de avocado é um reflexo direto das condições climáticas ideais e do investimento em técnicas de cultivo avançadas. O Avocado Hass: O Queridinho da Exportação Dentre as diversas variedades de abacate cultivadas em Minas Gerais, como Breda, Fortuna e Quintal, o tipo Hass, popularmente conhecido como avocado, é o principal foco da exportação. As demais variedades, classificadas como “tropicais”, são majoritariamente consumidas no mercado interno. A preferência pelo Hass no mercado internacional se deve às suas características únicas: tamanho menor, casca mais grossa e maturação mais lenta. Essa combinação garante maior resistência durante o transporte em contêineres, facilitando a logística para mercados distantes. O coordenador técnico de fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, reforça que a demanda internacional é específica pelo Hass, pois as frutas menores atendem à tendência de consumo em famílias menores e pessoas que moram sozinhas. Além disso, o avocado Hass possui um percentual de gordura maior e sabor mais intenso, características que o tornam ideal para receitas salgadas, formato mais apreciado em países da América Latina e Europa. A maturação controlada, por ser uma fruta climatérica, permite que o abacate permaneça na gôndola por mais tempo, uma vantagem competitiva significativa. Inovação em Altitude e Logística

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Sorriso (MT) Lidera Produção Nacional de Etanol de Milho: R$ 98 por Saca Impulsionam Economia Local

Sorriso (MT) se Torna o Gigante do Etanol de Milho no Brasil, Transformando Grãos em Riqueza O Brasil alcançou a marca de 8,3 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/2025. Deste expressivo volume, a cidade de Sorriso, localizada em Mato Grosso, se destacou como líder absoluta, respondendo por nada menos que 1 bilhão de litros. Este feito, confirmado por dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e da secretaria de Agricultura do município, consolida a região como um polo fundamental na produção nacional deste biocombustível. O sucesso de Sorriso reflete um movimento mais amplo em Mato Grosso, que também conta com forte desempenho das usinas em Lucas do Rio Verde, Sinop e Primavera do Leste. O estado demonstrou sua força ao utilizar 12,5 milhões de toneladas de milho para a produção de etanol na última safra, com projeções otimistas de aumento para 13,5 milhões de toneladas na safra atual, segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem). A força de Mato Grosso no setor é inegável, abrigando 13 das 27 biorrefinarias de etanol de milho em operação no país. Goiás aparece em segundo lugar com cinco unidades, e a expansão continua, com outras 12 usinas previstas para se instalarem no território mato-grossense, conforme levantamento da Unem. Essa expansão promete impulsionar a produção nacional para 16,63 bilhões de litros em 2034, um crescimento significativo. O Milho Ganha Novo Valor com a Indústria do Etanol A instalação de novas usinas em Sorriso e região tem um impacto direto e positivo no mercado do milho. O presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Clóvis Picolo Filho, destaca que mais de 40% do milho produzido localmente agora é direcionado às biorrefinarias. Isso cria uma concorrência saudável com mercados interestaduais e externos, elevando o valor do grão. O milho, que antes era apenas um grão, agora assume um papel estratégico ao passar por processamento industrial. Em Sorriso, a transformação do milho em etanol e coprodutos, como DDG (grãos secos de destilaria) e óleo, eleva o preço final da matéria-prima e gera novas receitas. Esse avanço impulsiona o desenvolvimento em toda a região, como explica Picolo Filho. Etánol de Milho e a Política Energética Nacional O crescimento da produção de etanol de milho acompanha a política de mistura obrigatória do biocombustível na gasolina, atualmente fixada em 30%. O presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, aponta que o volume de investimentos e a crescente produção viabilizam o aumento dessa mistura para 35%. Esta meta, aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tem implementação prevista a partir de 2029. DDG: Um Coproduto Valioso para a Cadeia Produtiva Um dos coprodutos gerados no processo de fabricação do etanol de milho são os DDGS (grãos secos de destilaria). Este insumo, rico em proteínas, fibras, gorduras e minerais, ganha cada vez mais espaço na alimentação animal, sendo utilizado na formulação de rações para bovinos, suínos e aves. A produção nacional de DDGS já supera 4 milhões de toneladas

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Serra da Ibiapaba no Ceará: Esperança para Produção Nacional de Pistache, a Especiaria Milenar e Cara do Mundo

O Brasil Importa Todo o Pistache que Consome, Mas a Serra da Ibiapaba no Ceará Pode Mudar Esse Cenário O Brasil, um grande consumidor de pistache, atualmente importa 100% dessa iguaria, um hábito que tem crescido significativamente nos últimos anos. No entanto, um projeto ambicioso visa mudar essa realidade, explorando o potencial da Serra da Ibiapaba, no Ceará, para iniciar uma produção nacional, ainda que tímida. Pesquisadores e agricultores apontam a região como promissora para o cultivo dessa especiaria milenar. A Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec) tem a ambição de transformar o estado em pioneiro no cultivo de pistache no país. A ideia é estabelecer um campo experimental para desenvolver a cultura e consolidar o Ceará como o primeiro produtor nacional dessa oleaginosa exótica, conforme afirma o presidente da Faec, Amilcar Silveira. A expectativa é de que essa iniciativa possa reduzir a dependência das importações e agregar valor à produção agrícola local. Com origem em regiões montanhosas do Oriente Médio, como a antiga Pérsia, o pistache é citado em textos bíblicos como um dos “melhores produtos da nossa terra”. Sua história remonta a milhares de anos, consolidando-se como um ingrediente valioso na culinária mundial. Agora, a Serra da Ibiapaba entra no radar como um possível novo lar para essa planta, conforme informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Desafios Climáticos e Pesquisa em Andamento Apesar do entusiasmo, o cultivo de pistache no Brasil enfrenta desafios significativos, principalmente relacionados ao clima. Segundo a Embrapa, o pistacheiro necessita de períodos contínuos de frio, com temperaturas abaixo de 10°C, algo que difere do clima quente e constante de outras culturas tropicais como a mangueira e o cajueiro. O chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, explica que, embora a noite na Serra da Ibiapaba possa atingir 15°C, isso ainda não é o ideal para a planta. A Embrapa planeja iniciar um cultivo experimental de pistache no Ceará em 2027. Contudo, o desenvolvimento de variedades adaptadas às condições da região deve demandar um longo período de pesquisa, estimado entre dez e 15 anos. Etapas cruciais incluem a obtenção de material genético nos Estados Unidos e a liberação de autorizações de importação junto ao Ministério da Agricultura. Crescimento da Importação e Fiscalização Rigorosa Enquanto a produção nacional é um objetivo a longo prazo, a importação de pistache pelo Brasil tem apresentado um crescimento expressivo. Dados da plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que o país comprou mais de mil toneladas em 2024, um aumento considerável em relação às 350 toneladas de 2022. Os Estados Unidos lideram como principal fornecedor, respondendo por grande parte do volume importado. O pistache importado passa por um rigoroso controle de qualidade antes de chegar ao consumidor brasileiro. A fiscalização é realizada através da coleta de amostras em pontos estratégicos de entrada no país. Essas amostras são submetidas a análises laboratoriais para garantir a conformidade sanitária, com foco especial na detecção de aflatoxinas, substâncias que podem representar riscos à saúde humana,

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ArcelorMittal Impulsiona Futuro Verde do Brasil com Aporte de R$ 5,8 Bilhões em Energia Renovável, Transformando a Matriz Energética Nacional

A ArcelorMittal Brasil deu um passo significativo em sua jornada de sustentabilidade e eficiência energética, anunciando a conclusão de um robusto programa de investimentos em autogeração de energia renovável no país. Este movimento estratégico reforça o compromisso da empresa com um futuro mais verde para a indústria brasileira. O ponto culminante deste aporte foi a entrada em operação de um novo e moderno parque solar no Complexo Babilônia Centro, localizado em Várzea Nova, na Bahia. Com uma capacidade instalada impressionante, a nova planta é um marco na busca por fontes de energia limpa e renovável. A iniciativa faz parte de um investimento total de R$ 5,8 bilhões da ArcelorMittal em autogeração de energia renovável, conforme informações divulgadas pela assessoria de imprensa da empresa. O Coração Solar do Nordeste: Complexo Babilônia Centro O recém-inaugurado parque solar na Bahia é um dos pilares da estratégia de energia renovável da ArcelorMittal. Com 365 mil painéis solares, a planta possui uma capacidade instalada de 200 MW, representando um avanço notável na geração de energia limpa. Para a construção deste parque solar específico, foram destinados cerca de R$ 700 milhões em aportes. Este investimento demonstra a escala e a seriedade do projeto em contribuir para a transição energética do Brasil. O Complexo Babilônia Centro, onde o parque solar está inserido, é fruto de uma joint venture entre a ArcelorMittal e a Casa dos Ventos. A construção total do complexo demandou aportes de R$ 4,8 bilhões, consolidando uma infraestrutura robusta para a produção de energia renovável. Rumo à Autossuficiência Energética e Sustentabilidade Com a operação plena do parque solar, a ArcelorMittal Brasil projeta um aumento substancial em sua autogeração de energia renovável. A estimativa é que a empresa eleve seu patamar de 61% para 85% até 2030, um salto ambicioso em direção à autossuficiência energética. Este crescimento na capacidade de autogeração é crucial para reduzir a pegada de carbono da empresa e fortalecer sua posição como líder em práticas sustentáveis na indústria siderúrgica. O investimento total de R$ 5,8 bilhões em energia renovável é um testemunho desse compromisso. A busca por fontes de energia limpa é uma prioridade global, e a ArcelorMittal se posiciona na vanguarda dessa transformação, investindo em tecnologias que garantem um futuro mais sustentável para suas operações e para o país. Parceria Estratégica para um Futuro Mais Verde A colaboração com a Casa dos Ventos no Complexo Babilônia Centro exemplifica a importância das parcerias estratégicas para a concretização de projetos de grande escala em energia renovável. A união de expertises e recursos é fundamental para impulsionar a inovação. Essas alianças permitem que grandes empresas como a ArcelorMittal acelerem seus planos de descarbonização e contribuam ativamente para a matriz energética brasileira. A joint venture é um modelo de sucesso na implementação de soluções de energia limpa. O Impacto da Energia Limpa na Indústria Siderúrgica Para a indústria siderúrgica, que é intensiva em energia, o investimento em energia renovável é mais do que uma questão ambiental, é também uma estratégia de competitividade e resiliência. Reduzir

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De Fruta da Vovó a Ouro Verde: Minas Gerais Vira Potência na Exportação de Avocado e Conquista o Mundo

Minas Gerais se destaca como polo de excelência na produção e exportação de avocado, impulsionando a economia e o agronegócio brasileiro. O abacate, fruta que antes era vista apenas em vitaminas e sobremesas caseiras, está se tornando um dos novos protagonistas do agronegócio brasileiro. Minas Gerais, em particular, tem se destacado como uma verdadeira potência na produção e exportação dessa fruta, com o tipo Hass, conhecido mundialmente como avocado, liderando essa ascensão. Com um clima favorável e investimento em tecnologia, o estado mineiro tem expandido suas lavouras e aprimorado a qualidade de seus abacates, conquistando mercados exigentes ao redor do globo. A fruta, antes um item comum nos quintais, agora representa um importante motor econômico. A expectativa para os próximos anos é de crescimento ainda mais expressivo, consolidando o Brasil, e especialmente Minas Gerais, como um player fundamental no cenário mundial de exportação de avocado. Conforme dados da Associação Abacates do Brasil, a projeção é de um aumento significativo na produção e destinação para o mercado externo. Essa expansão reforça o peso da fruticultura no desenvolvimento nacional e na geração de divisas, como divulgado pela Associação Abacates do Brasil. Minas Gerais: Um Gigante na Produção de Avocado Minas Gerais se consolida como um dos principais estados produtores de abacate no Brasil. Em 2024, o estado registrou uma produção expressiva de 135.624 toneladas, cultivadas em 8.053 hectares, segundo dados do IBGE. A produção mineira se concentra em cinco regiões, com destaque para o Alto Paranaíba, que liderou com 57.440 toneladas, representando 42,35% do total estadual. O Sul de Minas vem em seguida, com 47.798 toneladas (35,24%), seguido pelo Triângulo Mineiro, Zona da Mata e Região Central. Essa distribuição geográfica demonstra a capilaridade da cultura no estado, que possui mais de 12 mil hectares dedicados à fruta. O sucesso de Minas Gerais no mercado de avocado é um reflexo direto das condições climáticas ideais e do investimento em técnicas de cultivo avançadas. O Avocado Hass: O Queridinho da Exportação Dentre as diversas variedades de abacate cultivadas em Minas Gerais, como Breda, Fortuna e Quintal, o tipo Hass, popularmente conhecido como avocado, é o principal foco da exportação. As demais variedades, classificadas como “tropicais”, são majoritariamente consumidas no mercado interno. A preferência pelo Hass no mercado internacional se deve às suas características únicas: tamanho menor, casca mais grossa e maturação mais lenta. Essa combinação garante maior resistência durante o transporte em contêineres, facilitando a logística para mercados distantes. O coordenador técnico de fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, reforça que a demanda internacional é específica pelo Hass, pois as frutas menores atendem à tendência de consumo em famílias menores e pessoas que moram sozinhas. Além disso, o avocado Hass possui um percentual de gordura maior e sabor mais intenso, características que o tornam ideal para receitas salgadas, formato mais apreciado em países da América Latina e Europa. A maturação controlada, por ser uma fruta climatérica, permite que o abacate permaneça na gôndola por mais tempo, uma vantagem competitiva significativa. Inovação em Altitude e Logística

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