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Economia

Governo Lula estuda banir bets: Risco de R$ 9,9 bilhões em arrecadação e ações bilionárias contra União

Governo Lula avalia banir casas de apostas online, mas enfrenta dilema com perdas bilionárias e riscos jurídicos. O governo do presidente Lula considera a possibilidade de endurecer as regras ou até mesmo proibir o funcionamento das casas de apostas online no Brasil. A decisão, que estaria sendo avaliada para o final de setembro de 2026, busca responder a preocupações sociais crescentes. No entanto, a medida esbarra em um complexo cenário de **impactos financeiros e jurídicos**, que podem custar bilhões aos cofres públicos. A potencial proibição das bets no país é um tema delicado, que envolve não apenas o desejo de conter problemas sociais como o vício em jogos e o impacto no orçamento familiar, mas também a necessidade de ponderar as severas **consequências econômicas e legais** que essa decisão acarretaria. A União se vê diante de um cálculo complexo, onde o apelo popular pode colidir com a realidade de uma arrecadação significativa e a segurança jurídica de investimentos já realizados. Especialistas alertam que, embora a intenção seja combater os efeitos negativos das apostas, a proibição pode gerar um efeito contrário, deslocando o problema para a ilegalidade e **prejudicando a capacidade de fiscalização e controle** do governo. A análise detalhada dos riscos e benefícios é crucial antes que uma decisão final seja tomada, conforme apurado pela equipe de reportagem da Gazeta do Povo. Impacto financeiro: A perda de R$ 9,9 bilhões e mais em arrecadação A decisão de proibir as casas de apostas online representa uma **interrupção imediata de um fluxo financeiro bilionário** para o governo. Somente entre janeiro e agosto de 2026, a arrecadação federal com o setor atingiu a marca de R$ 9,9 bilhões, um crescimento expressivo de quase 70% em relação ao ano anterior. Além disso, a União já havia arrecadado cerca de R$ 2,5 bilhões com a venda de 85 licenças de operação. O fechamento desse mercado significaria a perda de impostos fundamentais, como o IRPJ e o PIS/Cofins. Esses tributos são essenciais para o financiamento de áreas vitais para o país, incluindo o **esporte, a segurança pública, o turismo, a saúde e a seguridade social**. A ausência dessa receita teria um impacto direto na capacidade do governo de manter e expandir serviços públicos essenciais. Riscos jurídicos: A União exposta a indenizações bilionárias A criação recente de um marco legal para o setor de apostas atraiu investimentos significativos de grupos nacionais e estrangeiros, que operam sob **regras claras e estabelecidas**. Cada empresa investiu cerca de R$ 30 milhões na aquisição de licenças válidas por cinco anos, além de aportes em infraestrutura, contratação de pessoal e desenvolvimento tecnológico. Especialistas alertam que a extinção desse mercado antes do prazo previsto exporia a União a **ações de indenização de grande magnitude**. As empresas poderiam buscar na Justiça o ressarcimento dos investimentos realizados e, adicionalmente, o pagamento de lucros cessantes, que correspondem aos ganhos que deixariam de obter devido ao encerramento forçado de suas operações. Esses valores podem somar bilhões de reais. O vício em apostas: Proibição agrava o problema? A

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Finlândia Impulsiona Brasil: Computador Quântico, 6G e Inovações Chegam para Revolucionar a Indústria

Brasil e Finlândia Expandem Cooperação para Tecnologia de Ponta O Brasil se prepara para receber em 2025 seu primeiro computador quântico, um marco significativo impulsionado por uma parceria estratégica com a Finlândia. A colaboração, que se estende a setores como redes 6G, satélites de geointeligência e inovações na indústria de papel e celulose, visa **elevar a competitividade industrial brasileira** a novos patamares. A informação foi destacada pelo embaixador finlandês, Antti Kaski, durante visita a Curitiba. Essa aproximação demonstra a evolução da relação bilateral para áreas de alta tecnologia, com potencial para transformar diversos setores da economia nacional. A chegada de tecnologias avançadas, como a computação quântica, abre portas para pesquisas e desenvolvimentos inéditos em solo brasileiro, posicionando o país na vanguarda da inovação global. A cooperação não se limita apenas a equipamentos de ponta, mas também abrange o compartilhamento de conhecimento e expertise em áreas cruciais para o desenvolvimento sustentável e a eficiência industrial. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, essa sinergia tecnológica promete gerar **impactos positivos e duradouros para o Brasil**. O Salto Quântico para a América do Sul A instalação do computador quântico IQM Spark pelo Instituto de Pesquisas Eldorado, em Campinas, prevista para o início de 2025, representa um **avanço tecnológico inédito para a América do Sul**. Diferentemente dos computadores convencionais, que operam com bits (0 ou 1), os computadores quânticos utilizam qubits, permitindo a realização simultânea de cálculos complexos em velocidades inimagináveis. O sistema será disponibilizado para universidades e centros de pesquisa testarem algoritmos em áreas vitais como o desenvolvimento de novos materiais químicos, avanços em inteligência artificial e otimização de processos industriais de alta performance. Essa capacidade de processamento abre novas fronteiras para a **pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico** no Brasil. Conexões de Nova Geração e Monitoramento Estratégico A parceria finlandesa também fortalece a infraestrutura de telecomunicações e monitoramento do Brasil. Pesquisadores brasileiros já colaboram na Finlândia em um projeto conjunto entre a Nokia e a Universidade de Oulu para o desenvolvimento do **6G**, a próxima geração de redes móveis. Essa iniciativa é fundamental para garantir a conectividade do futuro. Adicionalmente, o Brasil estabeleceu uma relação estratégica com a startup ICEYE, fornecedora de satélites pequenos e flexíveis. Esses equipamentos são cruciais para a **geointeligência**, permitindo o monitoramento preciso do território para fins civis e militares. O Brasil foi o primeiro comprador internacional fora da União Europeia, demonstrando a confiança na tecnologia finlandesa. Inovação Finlandesa Transforma a Indústria de Papel e Celulose A expertise finlandesa em automação e sustentabilidade tem um impacto direto na indústria brasileira de papel e celulose. Empresas como a Valmet, referência mundial no setor, desempenharam um papel central no Projeto Puma da Klabin, no Paraná. A companhia forneceu máquinas modernas para a produção do Eukaliner, o **primeiro papel kraft do mundo feito com fibras de eucalipto**. Essa cooperação é considerada essencial para manter a competitividade brasileira no mercado global. Com o apoio dessas tecnologias, o Brasil superou a marca de 20 milhões de toneladas de celulose exportadas no último ano,

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Supermercados Podem Abrir em Feriados Sem Convenção Coletiva Após Decisão Judicial da ABRAS

Justiça Federal autoriza supermercados a funcionar em feriados sem convenção coletiva Uma decisão liminar proferida pela desembargadora federal Monica Nobre, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), trouxe um novo cenário para o setor supermercadista no Brasil. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) obteve sucesso em seu pedido para que os estabelecimentos do ramo possam operar em feriados, independentemente da celebração de convenções coletivas de trabalho (CCT) com sindicatos. Essa decisão suspende, provisoriamente, os efeitos de duas portarias do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que antes impediam o funcionamento sem acordo prévio ou adequação à legislação local. A norma em questão, com exceção de setores considerados essenciais, exigia que o trabalho em feriados fosse formalizado por meio de CCT. Agora, a Justiça garantiu uma autorização permanente para o trabalho nesses dias, afastando a possibilidade de sanções ou restrições às empresas. A ABRAS argumentou que a restrição imposta pelas portarias prejudicava a manutenção e a criação de empregos, além de gerar aumento nos custos de mão de obra. A entidade destacou a importância socioeconômica do setor, responsável pela comercialização de 93% dos gêneros de largo consumo e empregando cerca de 3,2 milhões de trabalhadores direta e indiretamente. Conforme informação divulgada pela ABRAS, a decisão visa garantir a segurança jurídica e o livre exercício da atividade econômica. Fundamentação da Decisão Judicial A relatora da decisão, desembargadora Monica Nobre, baseou sua liminar na **probabilidade do direito**. Ela ressaltou que a regulamentação administrativa mantinha outras atividades comerciais sob autorização permanente, tornando “injustificável” qualquer tratamento diferenciado ou exclusão seletiva dos supermercados. A magistrada também ponderou sobre o **perigo de dano**, apontando o caráter essencial do segmento supermercadista. Entre os riscos destacados estão os prejuízos financeiros imediatos para as empresas, o potencial impacto negativo no abastecimento da população e a interferência no livre exercício da atividade econômica. A decisão busca, portanto, equilibrar os interesses econômicos e sociais envolvidos na operação dos supermercados em feriados. Impacto no Setor e no Emprego A ABRAS defende que a permissão de funcionamento em feriados é crucial para a **manutenção e criação de empregos** no setor. A entidade argumenta que restrições podem levar a um aumento nos custos de mão de obra e, consequentemente, a uma redução na oferta de vagas. A relevância socioeconômica do setor supermercadista, que comercializa a vasta maioria dos gêneros de largo consumo no país, foi um ponto central na argumentação. O funcionamento em feriados é visto como essencial para atender à demanda dos consumidores e garantir a disponibilidade de produtos essenciais. A decisão da Justiça Federal da 3ª Região visa, portanto, proporcionar um ambiente mais favorável para o setor, que é um grande empregador no Brasil. Próximos Passos da Decisão É importante ressaltar que esta decisão é uma **medida provisória**. Ela vigorará até que o recurso seja processado, a União Federal se manifeste e o Ministério Público Federal (MPF) apresente seu parecer. Somente após essas etapas o colegiado da 4ª Turma poderá reavaliar a liminar. Enquanto isso, os supermercados podem operar em feriados sem

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Justiça do Trabalho proíbe Luciano Hang de discursos políticos na Havan e garante liberdade de voto em eleições

Justiça do Trabalho impõe restrições a discursos políticos de Luciano Hang na Havan e assegura direito de voto A Justiça do Trabalho decidiu, em caráter liminar, proibir o empresário Luciano Hang de realizar ou divulgar discursos de cunho político-eleitoral em eventos, reuniões ou canais institucionais das lojas Havan. A decisão atende, em parte, a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT). A ação civil pública foi protocolada após um discurso de Hang contra o fim da escala 6×1, proferido durante a inauguração de uma unidade em Caldas Novas (GO). O MPT chegou a pedir uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. A juíza Glenda Maria Coelho Ribeiro, da 14ª Vara do Trabalho de Goiânia, determinou que Hang e a Havan se abstenham de manifestações políticas no ambiente corporativo. A empresa poderá ser multada em R$ 50 mil por cada evento ou publicação que desrespeite a ordem, conforme informado pelo MPT. Liberdade de voto garantida aos funcionários Em outra frente, a magistrada determinou que a Havan garanta a liberação de seus empregados e terceirizados para que possam exercer o direito ao voto nas eleições de 2026. A liberação deverá ser pelo tempo necessário para o deslocamento e o voto, com duração mínima de quatro horas contínuas. Essa liberação deve ocorrer sem prejuízos salariais ou a inclusão de registros negativos no histórico dos trabalhadores. O descumprimento desta determinação acarretará multa de R$ 1 mil por trabalhador prejudicado, com um limite de R$ 200 mil por turno. Comunicação oficial e prazos para Havan A empresa tem um prazo de cinco dias para comunicar a todos os seus colaboradores sobre essa decisão. Além disso, a Havan deverá afixar em local visível em cada filial, até 26 de outubro de 2026, um comunicado oficial esclarecendo o direito de todos à livre convicção política e ao voto sem retaliações trabalhistas. A multa por não cumprir esta exigência é de R$ 10 mil diários. A juíza optou por adiar a análise de pedidos de maior impacto, como a exigência de um vídeo de retratação pública de Hang, a criação de um canal independente de denúncias e a exibição compulsória de documentos. A defesa da Havan e de seu proprietário terá cinco dias úteis para se manifestar sobre esses pontos pendentes. Posicionamento de Luciano Hang e críticas ao MPT Em declarações anteriores, Luciano Hang classificou a proposta pelo fim da escala 6×1 como “estelionato eleitoral”, argumentando que isso levaria os trabalhadores a “subempregos”. Ele negou ter praticado assédio eleitoral, afirmando ter o direito de expressar sua opinião sem mencionar candidatos ou partidos, e sem pedir votos. Hang também criticou a iniciativa do MPT, defendendo que a Justiça não deve ser parcial nem prejudicar empresários que geram empregos. “Quando um empresário se posiciona, fala o que pensa e defende o caminho que acredita ser melhor para o Brasil, passa a ser perseguido”, declarou o empresário em nota oficial. O empresário reiterou que não pode abrir mão de sua liberdade de expressão e que uma opinião

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Petrobras rebate MPF sobre foz do Amazonas: Exploração na Margem Equatorial é vital para o futuro energético do Brasil, diz empresa

Petrobras e MPF em rota de colisão sobre exploração na foz do Amazonas: entenda o embate A Petrobras negou firmemente ter causado impactos socioambientais diretos em comunidades tradicionais devido às suas atividades de pesquisa na foz do Rio Amazonas. A declaração surge como resposta direta à solicitação do Ministério Público Federal (MPF) para a suspensão da licença de perfuração no Amapá. O MPF argumenta que há riscos significativos à pesca e ao modo de vida de povos indígenas e quilombolas na costa do Pará. A controvérsia gira em torno do potencial exploratório da chamada Margem Equatorial, considerada pela Petrobras como peça fundamental para garantir a produção energética do país no futuro. A disputa levanta questões cruciais sobre o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental, especialmente em ecossistemas sensíveis como o da foz do Amazonas. Acompanhe os detalhes deste embate que pode definir os próximos passos da exploração de petróleo em uma das fronteiras energéticas mais promissoras do Brasil. Petrobras: Pesquisa exploratória e cumprimento da legislação ambiental são os pilares da defesa A principal defesa da Petrobras para a continuidade de suas atividades na região reside no fato de que o trabalho atual está estritamente restrito à fase de pesquisa exploratória. O objetivo é identificar o potencial de petróleo no bloco FZA-M-59. Segundo a companhia, todos os estudos realizados até o momento **não apontaram danos diretos** às terras indígenas ou aos povoados locais. A estatal reforça seu compromisso com o cumprimento rigoroso da legislação ambiental. O Ibama, órgão responsável pela fiscalização ambiental, já autorizou a ampliação das pesquisas no início de setembro. A Petrobras vê a Margem Equatorial como um ativo estratégico, **essencial para garantir a produção brasileira de energia e gás natural** após o esgotamento das reservas atuais. MPF: Riscos à pesca e comunidades tradicionais motivam pedido de interrupção Em contrapartida, o Ministério Público Federal manifesta profunda preocupação com os potenciais impactos do projeto. O órgão busca **interromper as operações** até que novas exigências sejam cumpridas. O MPF alega que 17 municípios do Pará podem sofrer consequências diretas das atividades petrolíferas. Reclamações de pescadores, quilombolas e indígenas detalham problemas como o afastamento de peixes, a potencial destruição de redes de pesca e os riscos associados ao intenso tráfego de embarcações de apoio. Para os promotores, é **indispensável ouvir previamente as comunidades** da costa paraense e realizar estudos específicos sobre o impacto econômico na atividade pesqueira local. Onde ocorrem as perfurações e a distância do rio Amazonas A polêmica se concentra no poço Morpho, localizado em águas ultraprofundas, a cerca de **175 quilômetros da costa do Amapá**. Um ponto que tem gerado debate é que, embora integre a Bacia da Foz do Amazonas, este poço está a aproximadamente **500 quilômetros de distância da desembocadura real do rio**. Recentemente, a Petrobras confirmou a descoberta de petróleo de boa qualidade na área, o que intensificou o interesse em perfurar novos poços, como Manga e Crotalus. Esta região representa uma **nova fronteira energética** para o Brasil, situada no litoral norte do

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Embraer Desafia Gigantes: Como a Brasileira Conquista o Mercado Aéreo Regional e Supera Boeing e Airbus

Embraer acelera em mercado aéreo regional e mira crescimento, superando Boeing e Airbus em entregas A fabricante brasileira Embraer atingiu um marco significativo ao entregar seu 2.000º E-Jet para a Azul no início de setembro de 2026. Com sede em São José dos Campos, a empresa se estabeleceu como a **terceira maior família de jatos comerciais do mundo**, liderando o segmento de até 150 assentos. A Embraer está capitalizando as dificuldades de produção e os atrasos enfrentados por gigantes como Boeing e Airbus para expandir sua presença e carteira de pedidos globalmente. O sucesso da Embraer se deve, em grande parte, a uma reordenação estratégica no setor aéreo. Enquanto Boeing e Airbus enfrentam longas filas de espera, com prazos de até dez anos para novas aeronaves, a Embraer consegue entregar seus modernos E-Jets da família E2 em menos de dois anos. Esse dinamismo foi impulsionado pela pandemia, que levou companhias aéreas a buscarem aeronaves menores e mais flexíveis. Além disso, a fabricante brasileira se beneficiou de crises enfrentadas por suas principais concorrentes. A Boeing lidou com problemas de segurança, enquanto a Airbus enfrentou gargalos produtivos. Esses fatores permitiram à Embraer acumular uma carteira de pedidos recorde de **US$ 34,5 bilhões em julho de 2026**, com suas ações valorizando dez vezes desde 2021, conforme informações divulgadas pela Gazeta do Povo. E-Jets e o domínio regional impulsionam o crescimento da Embraer Os **E-Jets** são os grandes protagonistas do sucesso da Embraer, tendo transportado mais de 2,8 bilhões de passageiros em 90 companhias aéreas de 60 países. Nos Estados Unidos, o modelo **E175** domina o mercado de aviação regional, sendo o único a atender às rigorosas regras trabalhistas dos pilotos locais. Este nicho de mercado tem sido crucial para a expansão da fabricante. Além do transporte de passageiros, a Embraer também se destaca no setor militar com o cargueiro **KC-390 Millennium**, que já foi selecionado por 13 países, incluindo a Colômbia. A empresa também olha para o futuro da mobilidade com a subsidiária Eve, cujo ‘carro voador’ realizou voos horizontais com sucesso em agosto de 2026, demonstrando um compromisso com a inovação. Desafios na cadeia de suprimentos limitam o ritmo de entregas Apesar do cenário favorável nas vendas, a Embraer enfrenta desafios na **cadeia de suprimentos global**, que limitam o ritmo de produção de suas fábricas. A **falta de motores** é um dos pontos mais críticos, com previsão de restrição nas entregas de jatos comerciais para cerca de 85 unidades em 2026, mesmo com a capacidade instalada para mais de 100. Outros obstáculos incluem a escassez de componentes eletrônicos, peças forjadas de alta temperatura e a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. As oscilações nos preços dos combustíveis e contratos antigos, firmados com margens baixas durante a pandemia, também representam desafios adicionais. Esses fatores exigem uma gestão cuidadosa para manter a lucratividade e a capacidade de expansão. Embraer avalia entrada em mercado de aviões maiores e mira expansão internacional A Embraer estuda o desenvolvimento de um **jato de corredor único de maior

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Bolsa Família: Governo Lula Anuncia Reajuste de 15% às vésperas do 2º Turno e Gera Debate sobre Contas Públicas

Governo Lula eleva valor do Bolsa Família às vésperas do segundo turno O governo federal anunciou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o benefício mínimo para R$ 691. A medida, que entra em vigor com pagamentos a partir de 19 de outubro, uma semana antes da votação decisiva, busca recompor a inflação acumulada. Essa decisão, no entanto, tem gerado intensos debates sobre o impacto nas contas públicas e o momento escolhido para o anúncio, levantando questões sobre a sustentabilidade fiscal a longo prazo e o uso de programas sociais em períodos eleitorais. A medida, que terá um custo de R$ 5,8 bilhões em 2026, conforme divulgado pelo governo, busca garantir o poder de compra dos beneficiários. No entanto, especialistas alertam para os desafios financeiros que se apresentarão a partir de 2027. Impacto Financeiro Imediato e Novos Valores O custo imediato do reajuste do Bolsa Família para o restante de 2026 está estimado em R$ 5,8 bilhões. Para contextualizar, esse valor seria suficiente para financiar quase 20 mil empreendimentos do Novo PAC Saúde, como unidades médicas e aquisição de ambulâncias. O montante poderia viabilizar a construção de 2.500 postos de saúde ou a compra de mais de 16 mil ambulâncias do Samu. O governo assegura que há espaço no orçamento atual para cobrir essa despesa sem infringir as regras fiscais, utilizando sobras orçamentárias e remanejamentos. Com o aumento de 15,04%, o benefício mínimo sobe de R$ 600 para R$ 691. O valor médio recebido pelas famílias deve saltar de R$ 675 para R$ 777. Atualmente, o Bolsa Família atende mais de 19 milhões de lares em todo o Brasil. Para ser elegível, a família precisa ter uma renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Uma ‘regra de proteção’ garante que famílias que tiveram um leve aumento de renda continuem recebendo metade do auxílio por até um ano, desde que a renda por pessoa não ultrapasse R$ 706, facilitando a transição para quem encontra emprego. Preocupações Econômicas para 2027 O grande desafio fiscal surge em 2027, quando o custo anual total do reajuste atingirá R$ 22,7 bilhões. Como esse aumento não estava previsto no projeto de orçamento enviado ao Congresso, o governo precisará realizar cortes significativos em outras áreas para não ultrapassar o limite de despesas. Especialistas apontam que, para cumprir as metas fiscais, o governo pode ser obrigado a contingenciar até R$ 57,7 bilhões em gastos no próximo ano. A ausência de um corte efetivo em despesas correntes eleva o risco de o governo recorrer a manobras contábeis ou a um aumento na arrecadação para equilibrar as contas públicas. Questionamentos sobre o Momento do Anúncio Economistas questionam a demora do governo em aplicar a correção, que, segundo eles, já seria justificada pela inflação acumulada desde o início do ano. Se o reajuste tivesse sido implementado em janeiro, o impacto no poder de compra das famílias estaria distribuído ao longo de todo o ano. A decisão de iniciar os pagamentos uma semana antes do segundo turno presidencial gera a

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Brasil e EUA marcam reunião presencial para negociar tarifas de importação em Milwaukee

Brasil e EUA definem encontro presencial para discutir tarifas de importação em Milwaukee Representantes do governo brasileiro e dos Estados Unidos se reunirão presencialmente para negociar as tarifas de importação que foram impostas pelo governo de Donald Trump em julho deste ano. A reunião acontecerá em Milwaukee, nos Estados Unidos, durante o encontro de ministros de Comércio do G20. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mário Elias Rosa, confirmou a agenda e afirmou que a expectativa é de um diálogo produtivo para buscar soluções para as sobretaxas que afetam produtos brasileiros. A conversa inicial por videoconferência em agosto já sinalizou a disposição para a continuidade das tratativas. O encontro presencial em Milwaukee, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, representa um passo importante na busca por um acordo. A expectativa é que as discussões aprofundem os pontos levantados anteriormente e avancem na revisão das medidas unilaterais. Conforme informação divulgada pelo ministro Mário Elias Rosa, a reunião será realizada à margens do encontro de ministros de Comércio do G20. Detalhes do encontro e o contexto das tarifas O ministro Mário Elias Rosa e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participarão da reunião em Milwaukee. Lá, eles terão um encontro com Jamieson Greer, o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Esta será uma oportunidade crucial para o Brasil defender seus interesses e buscar a reversão das sobretaxas. Em julho, o governo de Donald Trump aplicou sobretaxas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, com a possibilidade de somas dependendo do item. Essa medida gerou preocupação no setor produtivo nacional e motivou a busca por diálogo bilateral. Posição do Brasil e os próximos passos nas negociações O governo brasileiro já manifestou sua discordância em relação às medidas unilaterais impostas pelos Estados Unidos. Em videoconferência realizada no dia 31 de agosto, os ministros Mauro Vieira e Mário Elias Rosa reiteraram que as sobretaxas não estão em conformidade com as regras multilaterais de comércio. Eles destacaram que o Brasil não concorda com essas ações. Na ocasião, foi acordado que uma nova reunião seria agendada para avaliar o progresso das negociações e das reuniões técnicas. O ministro Elias Rosa reforçou que, no momento, as equipes estão empenhadas na troca de documentos e na preparação para o próximo encontro, visando um avanço nas tratativas. A importância do diálogo bilateral para o comércio A reunião presencial em Milwaukee é vista como um momento chave para **reacender o diálogo comercial** entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa é que as discussões permitam um entendimento mútuo e a busca por soluções que beneficiem ambos os países, **evitando prejuízos econômicos** decorrentes das tarifas impostas. O Brasil tem defendido a importância do multilateralismo e das regras estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para garantir um ambiente de comércio justo e previsível. A participação no G20 reforça o compromisso do país com a cooperação internacional e a busca por soluções conjuntas para os desafios globais.

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Governo Lula busca R$ 7 bilhões para Correios: Socorro financeiro pode deixar conta para próximo presidente em meio a crise histórica

Os Correios atravessam uma das mais graves crises financeiras de sua história, levando o atual governo a negociar um empréstimo de R$ 7 bilhões com um consórcio de bancos internacionais. O objetivo é reforçar o caixa da estatal e garantir a continuidade das operações no curto prazo. No entanto, a complexidade da situação financeira da empresa indica que parte significativa dessa dívida, e a responsabilidade por sua quitação, poderá recair sobre o próximo governo. A operação, que prevê o desembolso em duas parcelas, uma ainda em 2026 e outra em 2027, busca mitigar os impactos imediatos, mas adia a solução definitiva. A empresa, que não distribui dividendos à União há quatro anos, registrou um prejuízo expressivo de R$ 2,39 bilhões no segundo trimestre de 2026 e acumula um déficit de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre do mesmo ano. Esses números evidenciam a profundidade do rombo financeiro que assola a estatal. ### Risco de herdar dívida bilionária As negociações com as instituições financeiras estrangeiras estão em fase avançada, segundo informações do Valor Econômico. A necessidade de um aporte externo tão vultoso reflete a dificuldade dos Correios em gerar receita suficiente para cobrir suas despesas operacionais e honrar seus compromissos financeiros. Para manter suas atividades funcionando no curto prazo, a estatal precisará utilizar recursos próprios. Atualmente, as demonstrações contábeis do segundo trimestre apontam para uma disponibilidade de R$ 4,9 bilhões em caixa e aplicações financeiras, um montante que, apesar de parecer considerável, não se traduz em retorno para o acionista controlador, a União. ### Correios: Sem dividendos desde 2022 A ausência de pagamento de dividendos pela estatal é um reflexo direto da deterioração de suas contas. A última vez que os Correios destinaram recursos aos cofres públicos nessa modalidade foi em maio de 2022, com um repasse de R$ 310,8 milhões ao Tesouro Nacional. Desde então, enquanto outras empresas estatais transferiram R$ 255,9 bilhões ao governo federal, os Correios permaneceram sem remunerar o acionista. Essa situação se agrava quando comparada a outros períodos, onde a empresa mantinha uma trajetória de lucros. O prejuízo acumulado desde 2023 é alarmante, com um resultado negativo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025, valor que superou em três vezes o registrado no ano anterior. O primeiro trimestre de 2026 não apresentou melhora, com um prejuízo de R$ 3,16 bilhões. ### Fatores que explicam o prejuízo dos Correios Diversos fatores contribuem para o rombo financeiro dos Correios. A empresa, 100% controlada pela União, tem enfrentado pressões crescentes em seus resultados, fluxo de caixa e patrimônio. Entre os principais motivos citados pela própria estatal estão a queda na receita dos serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais e as provisões para passivos judiciais de períodos anteriores. Além disso, a crescente concorrência no segmento logístico e o custo para manter a capilaridade exigida pelo serviço postal universal, que obriga a empresa a atender localidades remotas e de baixa densidade populacional, também pesam significativamente no balanço. ### Medidas para estabilizar as finanças No fim do primeiro semestre de

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Flávio Augusto: De dívidas no cheque especial a bilionário, a jornada do fundador da Wise Up no Brasil

Flávio Augusto: a saga de um empreendedor que transformou desafios em império bilionário no Brasil A história de Flávio Augusto, aos 54 anos, é um verdadeiro estudo de caso sobre resiliência e visão de negócios no Brasil. Hoje, com o grupo educacional Wiser e a escola de inglês Wise Up consolidados, o caminho para o sucesso foi pavimentado com apostas arriscadas, recomeços e uma notável capacidade de adaptação. O jovem Flávio Augusto, que um dia viajava de ônibus pelo Rio de Janeiro para vender cursos de inglês e usava telefones públicos para prospectar clientes, personifica a superação. Sua trajetória desmistifica a ideia de um caminho linear para o topo, mostrando que os desvios e as dificuldades podem ser os maiores catalisadores do sucesso. A busca por estabilidade, que o levou a tentar a carreira militar no Colégio Naval, foi frustrada por sua própria natureza inquieta e insubordinada. Essa experiência, no entanto, se tornou um ensinamento fundamental: a estabilidade, para ele, é uma ilusão. A faculdade de Ciência da Computação também ficou pelo caminho, mas as vendas, inicialmente um meio, tornaram-se o fim. Uma aposta audaciosa no cheque especial para fundar a Wise Up Em 1995, Flávio Augusto e sua esposa deram um passo ousado: recorreram a R$ 20 mil do cheque especial, com juros exorbitantes de 12% ao mês, para abrir a primeira unidade da Wise Up. O valor mal cobria os custos iniciais de reforma, aluguel e contratação de equipe. Um detalhe curioso é que o próprio Flávio Augusto não falava inglês fluentemente na época, delegando a parte acadêmica a profissionais contratados, enquanto focava em vendas e análise de mercado. A tese por trás do negócio era clara: com a economia brasileira se abrindo e a chegada de multinacionais, havia uma demanda crescente por comunicação em inglês para ascensão profissional, e o público não queria esperar anos para aprender. A Wise Up propôs um programa de 18 meses, rompendo com o padrão do mercado. A história do cheque especial é uma das mais emblemáticas de sua carreira, mas Flávio Augusto ressalva a estratégia. Conforme relatado à Folha de S. Paulo em 2014, ele não aconselharia ninguém a repetir o feito, considerando-o “tecnicamente desaconselhável”. O sucesso inicial foi estrondoso. Em um ano, a primeira unidade já contava com mil alunos, e em oito meses uma filial foi aberta na Avenida Paulista. Em apenas três anos, a rede somava 24 escolas próprias e mais de mil funcionários. O modelo de franquias, implementado em 2000, expandiu a operação para 396 unidades antes de sua venda. Da aquisição de um time de futebol à recompra do próprio negócio A expansão, contudo, não foi isenta de percalços. Em 2008, já com patrimônio considerável, Flávio Augusto sofreu uma perda de cerca de R$ 12 milhões na Bolsa de Valores devido à crise financeira, de um patrimônio estimado em R$ 15 milhões na época. Em 2013, a Wise Up foi vendida para a Abril Educação por R$ 877 milhões. A redução drástica na carga de trabalho

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Governo Lula estuda banir bets: Risco de R$ 9,9 bilhões em arrecadação e ações bilionárias contra União

Governo Lula avalia banir casas de apostas online, mas enfrenta dilema com perdas bilionárias e riscos jurídicos. O governo do presidente Lula considera a possibilidade de endurecer as regras ou até mesmo proibir o funcionamento das casas de apostas online no Brasil. A decisão, que estaria sendo avaliada para o final de setembro de 2026, busca responder a preocupações sociais crescentes. No entanto, a medida esbarra em um complexo cenário de **impactos financeiros e jurídicos**, que podem custar bilhões aos cofres públicos. A potencial proibição das bets no país é um tema delicado, que envolve não apenas o desejo de conter problemas sociais como o vício em jogos e o impacto no orçamento familiar, mas também a necessidade de ponderar as severas **consequências econômicas e legais** que essa decisão acarretaria. A União se vê diante de um cálculo complexo, onde o apelo popular pode colidir com a realidade de uma arrecadação significativa e a segurança jurídica de investimentos já realizados. Especialistas alertam que, embora a intenção seja combater os efeitos negativos das apostas, a proibição pode gerar um efeito contrário, deslocando o problema para a ilegalidade e **prejudicando a capacidade de fiscalização e controle** do governo. A análise detalhada dos riscos e benefícios é crucial antes que uma decisão final seja tomada, conforme apurado pela equipe de reportagem da Gazeta do Povo. Impacto financeiro: A perda de R$ 9,9 bilhões e mais em arrecadação A decisão de proibir as casas de apostas online representa uma **interrupção imediata de um fluxo financeiro bilionário** para o governo. Somente entre janeiro e agosto de 2026, a arrecadação federal com o setor atingiu a marca de R$ 9,9 bilhões, um crescimento expressivo de quase 70% em relação ao ano anterior. Além disso, a União já havia arrecadado cerca de R$ 2,5 bilhões com a venda de 85 licenças de operação. O fechamento desse mercado significaria a perda de impostos fundamentais, como o IRPJ e o PIS/Cofins. Esses tributos são essenciais para o financiamento de áreas vitais para o país, incluindo o **esporte, a segurança pública, o turismo, a saúde e a seguridade social**. A ausência dessa receita teria um impacto direto na capacidade do governo de manter e expandir serviços públicos essenciais. Riscos jurídicos: A União exposta a indenizações bilionárias A criação recente de um marco legal para o setor de apostas atraiu investimentos significativos de grupos nacionais e estrangeiros, que operam sob **regras claras e estabelecidas**. Cada empresa investiu cerca de R$ 30 milhões na aquisição de licenças válidas por cinco anos, além de aportes em infraestrutura, contratação de pessoal e desenvolvimento tecnológico. Especialistas alertam que a extinção desse mercado antes do prazo previsto exporia a União a **ações de indenização de grande magnitude**. As empresas poderiam buscar na Justiça o ressarcimento dos investimentos realizados e, adicionalmente, o pagamento de lucros cessantes, que correspondem aos ganhos que deixariam de obter devido ao encerramento forçado de suas operações. Esses valores podem somar bilhões de reais. O vício em apostas: Proibição agrava o problema? A

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Finlândia Impulsiona Brasil: Computador Quântico, 6G e Inovações Chegam para Revolucionar a Indústria

Brasil e Finlândia Expandem Cooperação para Tecnologia de Ponta O Brasil se prepara para receber em 2025 seu primeiro computador quântico, um marco significativo impulsionado por uma parceria estratégica com a Finlândia. A colaboração, que se estende a setores como redes 6G, satélites de geointeligência e inovações na indústria de papel e celulose, visa **elevar a competitividade industrial brasileira** a novos patamares. A informação foi destacada pelo embaixador finlandês, Antti Kaski, durante visita a Curitiba. Essa aproximação demonstra a evolução da relação bilateral para áreas de alta tecnologia, com potencial para transformar diversos setores da economia nacional. A chegada de tecnologias avançadas, como a computação quântica, abre portas para pesquisas e desenvolvimentos inéditos em solo brasileiro, posicionando o país na vanguarda da inovação global. A cooperação não se limita apenas a equipamentos de ponta, mas também abrange o compartilhamento de conhecimento e expertise em áreas cruciais para o desenvolvimento sustentável e a eficiência industrial. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, essa sinergia tecnológica promete gerar **impactos positivos e duradouros para o Brasil**. O Salto Quântico para a América do Sul A instalação do computador quântico IQM Spark pelo Instituto de Pesquisas Eldorado, em Campinas, prevista para o início de 2025, representa um **avanço tecnológico inédito para a América do Sul**. Diferentemente dos computadores convencionais, que operam com bits (0 ou 1), os computadores quânticos utilizam qubits, permitindo a realização simultânea de cálculos complexos em velocidades inimagináveis. O sistema será disponibilizado para universidades e centros de pesquisa testarem algoritmos em áreas vitais como o desenvolvimento de novos materiais químicos, avanços em inteligência artificial e otimização de processos industriais de alta performance. Essa capacidade de processamento abre novas fronteiras para a **pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico** no Brasil. Conexões de Nova Geração e Monitoramento Estratégico A parceria finlandesa também fortalece a infraestrutura de telecomunicações e monitoramento do Brasil. Pesquisadores brasileiros já colaboram na Finlândia em um projeto conjunto entre a Nokia e a Universidade de Oulu para o desenvolvimento do **6G**, a próxima geração de redes móveis. Essa iniciativa é fundamental para garantir a conectividade do futuro. Adicionalmente, o Brasil estabeleceu uma relação estratégica com a startup ICEYE, fornecedora de satélites pequenos e flexíveis. Esses equipamentos são cruciais para a **geointeligência**, permitindo o monitoramento preciso do território para fins civis e militares. O Brasil foi o primeiro comprador internacional fora da União Europeia, demonstrando a confiança na tecnologia finlandesa. Inovação Finlandesa Transforma a Indústria de Papel e Celulose A expertise finlandesa em automação e sustentabilidade tem um impacto direto na indústria brasileira de papel e celulose. Empresas como a Valmet, referência mundial no setor, desempenharam um papel central no Projeto Puma da Klabin, no Paraná. A companhia forneceu máquinas modernas para a produção do Eukaliner, o **primeiro papel kraft do mundo feito com fibras de eucalipto**. Essa cooperação é considerada essencial para manter a competitividade brasileira no mercado global. Com o apoio dessas tecnologias, o Brasil superou a marca de 20 milhões de toneladas de celulose exportadas no último ano,

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Supermercados Podem Abrir em Feriados Sem Convenção Coletiva Após Decisão Judicial da ABRAS

Justiça Federal autoriza supermercados a funcionar em feriados sem convenção coletiva Uma decisão liminar proferida pela desembargadora federal Monica Nobre, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), trouxe um novo cenário para o setor supermercadista no Brasil. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) obteve sucesso em seu pedido para que os estabelecimentos do ramo possam operar em feriados, independentemente da celebração de convenções coletivas de trabalho (CCT) com sindicatos. Essa decisão suspende, provisoriamente, os efeitos de duas portarias do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que antes impediam o funcionamento sem acordo prévio ou adequação à legislação local. A norma em questão, com exceção de setores considerados essenciais, exigia que o trabalho em feriados fosse formalizado por meio de CCT. Agora, a Justiça garantiu uma autorização permanente para o trabalho nesses dias, afastando a possibilidade de sanções ou restrições às empresas. A ABRAS argumentou que a restrição imposta pelas portarias prejudicava a manutenção e a criação de empregos, além de gerar aumento nos custos de mão de obra. A entidade destacou a importância socioeconômica do setor, responsável pela comercialização de 93% dos gêneros de largo consumo e empregando cerca de 3,2 milhões de trabalhadores direta e indiretamente. Conforme informação divulgada pela ABRAS, a decisão visa garantir a segurança jurídica e o livre exercício da atividade econômica. Fundamentação da Decisão Judicial A relatora da decisão, desembargadora Monica Nobre, baseou sua liminar na **probabilidade do direito**. Ela ressaltou que a regulamentação administrativa mantinha outras atividades comerciais sob autorização permanente, tornando “injustificável” qualquer tratamento diferenciado ou exclusão seletiva dos supermercados. A magistrada também ponderou sobre o **perigo de dano**, apontando o caráter essencial do segmento supermercadista. Entre os riscos destacados estão os prejuízos financeiros imediatos para as empresas, o potencial impacto negativo no abastecimento da população e a interferência no livre exercício da atividade econômica. A decisão busca, portanto, equilibrar os interesses econômicos e sociais envolvidos na operação dos supermercados em feriados. Impacto no Setor e no Emprego A ABRAS defende que a permissão de funcionamento em feriados é crucial para a **manutenção e criação de empregos** no setor. A entidade argumenta que restrições podem levar a um aumento nos custos de mão de obra e, consequentemente, a uma redução na oferta de vagas. A relevância socioeconômica do setor supermercadista, que comercializa a vasta maioria dos gêneros de largo consumo no país, foi um ponto central na argumentação. O funcionamento em feriados é visto como essencial para atender à demanda dos consumidores e garantir a disponibilidade de produtos essenciais. A decisão da Justiça Federal da 3ª Região visa, portanto, proporcionar um ambiente mais favorável para o setor, que é um grande empregador no Brasil. Próximos Passos da Decisão É importante ressaltar que esta decisão é uma **medida provisória**. Ela vigorará até que o recurso seja processado, a União Federal se manifeste e o Ministério Público Federal (MPF) apresente seu parecer. Somente após essas etapas o colegiado da 4ª Turma poderá reavaliar a liminar. Enquanto isso, os supermercados podem operar em feriados sem

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Justiça do Trabalho proíbe Luciano Hang de discursos políticos na Havan e garante liberdade de voto em eleições

Justiça do Trabalho impõe restrições a discursos políticos de Luciano Hang na Havan e assegura direito de voto A Justiça do Trabalho decidiu, em caráter liminar, proibir o empresário Luciano Hang de realizar ou divulgar discursos de cunho político-eleitoral em eventos, reuniões ou canais institucionais das lojas Havan. A decisão atende, em parte, a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT). A ação civil pública foi protocolada após um discurso de Hang contra o fim da escala 6×1, proferido durante a inauguração de uma unidade em Caldas Novas (GO). O MPT chegou a pedir uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. A juíza Glenda Maria Coelho Ribeiro, da 14ª Vara do Trabalho de Goiânia, determinou que Hang e a Havan se abstenham de manifestações políticas no ambiente corporativo. A empresa poderá ser multada em R$ 50 mil por cada evento ou publicação que desrespeite a ordem, conforme informado pelo MPT. Liberdade de voto garantida aos funcionários Em outra frente, a magistrada determinou que a Havan garanta a liberação de seus empregados e terceirizados para que possam exercer o direito ao voto nas eleições de 2026. A liberação deverá ser pelo tempo necessário para o deslocamento e o voto, com duração mínima de quatro horas contínuas. Essa liberação deve ocorrer sem prejuízos salariais ou a inclusão de registros negativos no histórico dos trabalhadores. O descumprimento desta determinação acarretará multa de R$ 1 mil por trabalhador prejudicado, com um limite de R$ 200 mil por turno. Comunicação oficial e prazos para Havan A empresa tem um prazo de cinco dias para comunicar a todos os seus colaboradores sobre essa decisão. Além disso, a Havan deverá afixar em local visível em cada filial, até 26 de outubro de 2026, um comunicado oficial esclarecendo o direito de todos à livre convicção política e ao voto sem retaliações trabalhistas. A multa por não cumprir esta exigência é de R$ 10 mil diários. A juíza optou por adiar a análise de pedidos de maior impacto, como a exigência de um vídeo de retratação pública de Hang, a criação de um canal independente de denúncias e a exibição compulsória de documentos. A defesa da Havan e de seu proprietário terá cinco dias úteis para se manifestar sobre esses pontos pendentes. Posicionamento de Luciano Hang e críticas ao MPT Em declarações anteriores, Luciano Hang classificou a proposta pelo fim da escala 6×1 como “estelionato eleitoral”, argumentando que isso levaria os trabalhadores a “subempregos”. Ele negou ter praticado assédio eleitoral, afirmando ter o direito de expressar sua opinião sem mencionar candidatos ou partidos, e sem pedir votos. Hang também criticou a iniciativa do MPT, defendendo que a Justiça não deve ser parcial nem prejudicar empresários que geram empregos. “Quando um empresário se posiciona, fala o que pensa e defende o caminho que acredita ser melhor para o Brasil, passa a ser perseguido”, declarou o empresário em nota oficial. O empresário reiterou que não pode abrir mão de sua liberdade de expressão e que uma opinião

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Petrobras rebate MPF sobre foz do Amazonas: Exploração na Margem Equatorial é vital para o futuro energético do Brasil, diz empresa

Petrobras e MPF em rota de colisão sobre exploração na foz do Amazonas: entenda o embate A Petrobras negou firmemente ter causado impactos socioambientais diretos em comunidades tradicionais devido às suas atividades de pesquisa na foz do Rio Amazonas. A declaração surge como resposta direta à solicitação do Ministério Público Federal (MPF) para a suspensão da licença de perfuração no Amapá. O MPF argumenta que há riscos significativos à pesca e ao modo de vida de povos indígenas e quilombolas na costa do Pará. A controvérsia gira em torno do potencial exploratório da chamada Margem Equatorial, considerada pela Petrobras como peça fundamental para garantir a produção energética do país no futuro. A disputa levanta questões cruciais sobre o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental, especialmente em ecossistemas sensíveis como o da foz do Amazonas. Acompanhe os detalhes deste embate que pode definir os próximos passos da exploração de petróleo em uma das fronteiras energéticas mais promissoras do Brasil. Petrobras: Pesquisa exploratória e cumprimento da legislação ambiental são os pilares da defesa A principal defesa da Petrobras para a continuidade de suas atividades na região reside no fato de que o trabalho atual está estritamente restrito à fase de pesquisa exploratória. O objetivo é identificar o potencial de petróleo no bloco FZA-M-59. Segundo a companhia, todos os estudos realizados até o momento **não apontaram danos diretos** às terras indígenas ou aos povoados locais. A estatal reforça seu compromisso com o cumprimento rigoroso da legislação ambiental. O Ibama, órgão responsável pela fiscalização ambiental, já autorizou a ampliação das pesquisas no início de setembro. A Petrobras vê a Margem Equatorial como um ativo estratégico, **essencial para garantir a produção brasileira de energia e gás natural** após o esgotamento das reservas atuais. MPF: Riscos à pesca e comunidades tradicionais motivam pedido de interrupção Em contrapartida, o Ministério Público Federal manifesta profunda preocupação com os potenciais impactos do projeto. O órgão busca **interromper as operações** até que novas exigências sejam cumpridas. O MPF alega que 17 municípios do Pará podem sofrer consequências diretas das atividades petrolíferas. Reclamações de pescadores, quilombolas e indígenas detalham problemas como o afastamento de peixes, a potencial destruição de redes de pesca e os riscos associados ao intenso tráfego de embarcações de apoio. Para os promotores, é **indispensável ouvir previamente as comunidades** da costa paraense e realizar estudos específicos sobre o impacto econômico na atividade pesqueira local. Onde ocorrem as perfurações e a distância do rio Amazonas A polêmica se concentra no poço Morpho, localizado em águas ultraprofundas, a cerca de **175 quilômetros da costa do Amapá**. Um ponto que tem gerado debate é que, embora integre a Bacia da Foz do Amazonas, este poço está a aproximadamente **500 quilômetros de distância da desembocadura real do rio**. Recentemente, a Petrobras confirmou a descoberta de petróleo de boa qualidade na área, o que intensificou o interesse em perfurar novos poços, como Manga e Crotalus. Esta região representa uma **nova fronteira energética** para o Brasil, situada no litoral norte do

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Embraer Desafia Gigantes: Como a Brasileira Conquista o Mercado Aéreo Regional e Supera Boeing e Airbus

Embraer acelera em mercado aéreo regional e mira crescimento, superando Boeing e Airbus em entregas A fabricante brasileira Embraer atingiu um marco significativo ao entregar seu 2.000º E-Jet para a Azul no início de setembro de 2026. Com sede em São José dos Campos, a empresa se estabeleceu como a **terceira maior família de jatos comerciais do mundo**, liderando o segmento de até 150 assentos. A Embraer está capitalizando as dificuldades de produção e os atrasos enfrentados por gigantes como Boeing e Airbus para expandir sua presença e carteira de pedidos globalmente. O sucesso da Embraer se deve, em grande parte, a uma reordenação estratégica no setor aéreo. Enquanto Boeing e Airbus enfrentam longas filas de espera, com prazos de até dez anos para novas aeronaves, a Embraer consegue entregar seus modernos E-Jets da família E2 em menos de dois anos. Esse dinamismo foi impulsionado pela pandemia, que levou companhias aéreas a buscarem aeronaves menores e mais flexíveis. Além disso, a fabricante brasileira se beneficiou de crises enfrentadas por suas principais concorrentes. A Boeing lidou com problemas de segurança, enquanto a Airbus enfrentou gargalos produtivos. Esses fatores permitiram à Embraer acumular uma carteira de pedidos recorde de **US$ 34,5 bilhões em julho de 2026**, com suas ações valorizando dez vezes desde 2021, conforme informações divulgadas pela Gazeta do Povo. E-Jets e o domínio regional impulsionam o crescimento da Embraer Os **E-Jets** são os grandes protagonistas do sucesso da Embraer, tendo transportado mais de 2,8 bilhões de passageiros em 90 companhias aéreas de 60 países. Nos Estados Unidos, o modelo **E175** domina o mercado de aviação regional, sendo o único a atender às rigorosas regras trabalhistas dos pilotos locais. Este nicho de mercado tem sido crucial para a expansão da fabricante. Além do transporte de passageiros, a Embraer também se destaca no setor militar com o cargueiro **KC-390 Millennium**, que já foi selecionado por 13 países, incluindo a Colômbia. A empresa também olha para o futuro da mobilidade com a subsidiária Eve, cujo ‘carro voador’ realizou voos horizontais com sucesso em agosto de 2026, demonstrando um compromisso com a inovação. Desafios na cadeia de suprimentos limitam o ritmo de entregas Apesar do cenário favorável nas vendas, a Embraer enfrenta desafios na **cadeia de suprimentos global**, que limitam o ritmo de produção de suas fábricas. A **falta de motores** é um dos pontos mais críticos, com previsão de restrição nas entregas de jatos comerciais para cerca de 85 unidades em 2026, mesmo com a capacidade instalada para mais de 100. Outros obstáculos incluem a escassez de componentes eletrônicos, peças forjadas de alta temperatura e a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. As oscilações nos preços dos combustíveis e contratos antigos, firmados com margens baixas durante a pandemia, também representam desafios adicionais. Esses fatores exigem uma gestão cuidadosa para manter a lucratividade e a capacidade de expansão. Embraer avalia entrada em mercado de aviões maiores e mira expansão internacional A Embraer estuda o desenvolvimento de um **jato de corredor único de maior

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Bolsa Família: Governo Lula Anuncia Reajuste de 15% às vésperas do 2º Turno e Gera Debate sobre Contas Públicas

Governo Lula eleva valor do Bolsa Família às vésperas do segundo turno O governo federal anunciou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o benefício mínimo para R$ 691. A medida, que entra em vigor com pagamentos a partir de 19 de outubro, uma semana antes da votação decisiva, busca recompor a inflação acumulada. Essa decisão, no entanto, tem gerado intensos debates sobre o impacto nas contas públicas e o momento escolhido para o anúncio, levantando questões sobre a sustentabilidade fiscal a longo prazo e o uso de programas sociais em períodos eleitorais. A medida, que terá um custo de R$ 5,8 bilhões em 2026, conforme divulgado pelo governo, busca garantir o poder de compra dos beneficiários. No entanto, especialistas alertam para os desafios financeiros que se apresentarão a partir de 2027. Impacto Financeiro Imediato e Novos Valores O custo imediato do reajuste do Bolsa Família para o restante de 2026 está estimado em R$ 5,8 bilhões. Para contextualizar, esse valor seria suficiente para financiar quase 20 mil empreendimentos do Novo PAC Saúde, como unidades médicas e aquisição de ambulâncias. O montante poderia viabilizar a construção de 2.500 postos de saúde ou a compra de mais de 16 mil ambulâncias do Samu. O governo assegura que há espaço no orçamento atual para cobrir essa despesa sem infringir as regras fiscais, utilizando sobras orçamentárias e remanejamentos. Com o aumento de 15,04%, o benefício mínimo sobe de R$ 600 para R$ 691. O valor médio recebido pelas famílias deve saltar de R$ 675 para R$ 777. Atualmente, o Bolsa Família atende mais de 19 milhões de lares em todo o Brasil. Para ser elegível, a família precisa ter uma renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Uma ‘regra de proteção’ garante que famílias que tiveram um leve aumento de renda continuem recebendo metade do auxílio por até um ano, desde que a renda por pessoa não ultrapasse R$ 706, facilitando a transição para quem encontra emprego. Preocupações Econômicas para 2027 O grande desafio fiscal surge em 2027, quando o custo anual total do reajuste atingirá R$ 22,7 bilhões. Como esse aumento não estava previsto no projeto de orçamento enviado ao Congresso, o governo precisará realizar cortes significativos em outras áreas para não ultrapassar o limite de despesas. Especialistas apontam que, para cumprir as metas fiscais, o governo pode ser obrigado a contingenciar até R$ 57,7 bilhões em gastos no próximo ano. A ausência de um corte efetivo em despesas correntes eleva o risco de o governo recorrer a manobras contábeis ou a um aumento na arrecadação para equilibrar as contas públicas. Questionamentos sobre o Momento do Anúncio Economistas questionam a demora do governo em aplicar a correção, que, segundo eles, já seria justificada pela inflação acumulada desde o início do ano. Se o reajuste tivesse sido implementado em janeiro, o impacto no poder de compra das famílias estaria distribuído ao longo de todo o ano. A decisão de iniciar os pagamentos uma semana antes do segundo turno presidencial gera a

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Brasil e EUA marcam reunião presencial para negociar tarifas de importação em Milwaukee

Brasil e EUA definem encontro presencial para discutir tarifas de importação em Milwaukee Representantes do governo brasileiro e dos Estados Unidos se reunirão presencialmente para negociar as tarifas de importação que foram impostas pelo governo de Donald Trump em julho deste ano. A reunião acontecerá em Milwaukee, nos Estados Unidos, durante o encontro de ministros de Comércio do G20. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mário Elias Rosa, confirmou a agenda e afirmou que a expectativa é de um diálogo produtivo para buscar soluções para as sobretaxas que afetam produtos brasileiros. A conversa inicial por videoconferência em agosto já sinalizou a disposição para a continuidade das tratativas. O encontro presencial em Milwaukee, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, representa um passo importante na busca por um acordo. A expectativa é que as discussões aprofundem os pontos levantados anteriormente e avancem na revisão das medidas unilaterais. Conforme informação divulgada pelo ministro Mário Elias Rosa, a reunião será realizada à margens do encontro de ministros de Comércio do G20. Detalhes do encontro e o contexto das tarifas O ministro Mário Elias Rosa e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participarão da reunião em Milwaukee. Lá, eles terão um encontro com Jamieson Greer, o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Esta será uma oportunidade crucial para o Brasil defender seus interesses e buscar a reversão das sobretaxas. Em julho, o governo de Donald Trump aplicou sobretaxas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, com a possibilidade de somas dependendo do item. Essa medida gerou preocupação no setor produtivo nacional e motivou a busca por diálogo bilateral. Posição do Brasil e os próximos passos nas negociações O governo brasileiro já manifestou sua discordância em relação às medidas unilaterais impostas pelos Estados Unidos. Em videoconferência realizada no dia 31 de agosto, os ministros Mauro Vieira e Mário Elias Rosa reiteraram que as sobretaxas não estão em conformidade com as regras multilaterais de comércio. Eles destacaram que o Brasil não concorda com essas ações. Na ocasião, foi acordado que uma nova reunião seria agendada para avaliar o progresso das negociações e das reuniões técnicas. O ministro Elias Rosa reforçou que, no momento, as equipes estão empenhadas na troca de documentos e na preparação para o próximo encontro, visando um avanço nas tratativas. A importância do diálogo bilateral para o comércio A reunião presencial em Milwaukee é vista como um momento chave para **reacender o diálogo comercial** entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa é que as discussões permitam um entendimento mútuo e a busca por soluções que beneficiem ambos os países, **evitando prejuízos econômicos** decorrentes das tarifas impostas. O Brasil tem defendido a importância do multilateralismo e das regras estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para garantir um ambiente de comércio justo e previsível. A participação no G20 reforça o compromisso do país com a cooperação internacional e a busca por soluções conjuntas para os desafios globais.

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Governo Lula busca R$ 7 bilhões para Correios: Socorro financeiro pode deixar conta para próximo presidente em meio a crise histórica

Os Correios atravessam uma das mais graves crises financeiras de sua história, levando o atual governo a negociar um empréstimo de R$ 7 bilhões com um consórcio de bancos internacionais. O objetivo é reforçar o caixa da estatal e garantir a continuidade das operações no curto prazo. No entanto, a complexidade da situação financeira da empresa indica que parte significativa dessa dívida, e a responsabilidade por sua quitação, poderá recair sobre o próximo governo. A operação, que prevê o desembolso em duas parcelas, uma ainda em 2026 e outra em 2027, busca mitigar os impactos imediatos, mas adia a solução definitiva. A empresa, que não distribui dividendos à União há quatro anos, registrou um prejuízo expressivo de R$ 2,39 bilhões no segundo trimestre de 2026 e acumula um déficit de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre do mesmo ano. Esses números evidenciam a profundidade do rombo financeiro que assola a estatal. ### Risco de herdar dívida bilionária As negociações com as instituições financeiras estrangeiras estão em fase avançada, segundo informações do Valor Econômico. A necessidade de um aporte externo tão vultoso reflete a dificuldade dos Correios em gerar receita suficiente para cobrir suas despesas operacionais e honrar seus compromissos financeiros. Para manter suas atividades funcionando no curto prazo, a estatal precisará utilizar recursos próprios. Atualmente, as demonstrações contábeis do segundo trimestre apontam para uma disponibilidade de R$ 4,9 bilhões em caixa e aplicações financeiras, um montante que, apesar de parecer considerável, não se traduz em retorno para o acionista controlador, a União. ### Correios: Sem dividendos desde 2022 A ausência de pagamento de dividendos pela estatal é um reflexo direto da deterioração de suas contas. A última vez que os Correios destinaram recursos aos cofres públicos nessa modalidade foi em maio de 2022, com um repasse de R$ 310,8 milhões ao Tesouro Nacional. Desde então, enquanto outras empresas estatais transferiram R$ 255,9 bilhões ao governo federal, os Correios permaneceram sem remunerar o acionista. Essa situação se agrava quando comparada a outros períodos, onde a empresa mantinha uma trajetória de lucros. O prejuízo acumulado desde 2023 é alarmante, com um resultado negativo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025, valor que superou em três vezes o registrado no ano anterior. O primeiro trimestre de 2026 não apresentou melhora, com um prejuízo de R$ 3,16 bilhões. ### Fatores que explicam o prejuízo dos Correios Diversos fatores contribuem para o rombo financeiro dos Correios. A empresa, 100% controlada pela União, tem enfrentado pressões crescentes em seus resultados, fluxo de caixa e patrimônio. Entre os principais motivos citados pela própria estatal estão a queda na receita dos serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais e as provisões para passivos judiciais de períodos anteriores. Além disso, a crescente concorrência no segmento logístico e o custo para manter a capilaridade exigida pelo serviço postal universal, que obriga a empresa a atender localidades remotas e de baixa densidade populacional, também pesam significativamente no balanço. ### Medidas para estabilizar as finanças No fim do primeiro semestre de

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Flávio Augusto: De dívidas no cheque especial a bilionário, a jornada do fundador da Wise Up no Brasil

Flávio Augusto: a saga de um empreendedor que transformou desafios em império bilionário no Brasil A história de Flávio Augusto, aos 54 anos, é um verdadeiro estudo de caso sobre resiliência e visão de negócios no Brasil. Hoje, com o grupo educacional Wiser e a escola de inglês Wise Up consolidados, o caminho para o sucesso foi pavimentado com apostas arriscadas, recomeços e uma notável capacidade de adaptação. O jovem Flávio Augusto, que um dia viajava de ônibus pelo Rio de Janeiro para vender cursos de inglês e usava telefones públicos para prospectar clientes, personifica a superação. Sua trajetória desmistifica a ideia de um caminho linear para o topo, mostrando que os desvios e as dificuldades podem ser os maiores catalisadores do sucesso. A busca por estabilidade, que o levou a tentar a carreira militar no Colégio Naval, foi frustrada por sua própria natureza inquieta e insubordinada. Essa experiência, no entanto, se tornou um ensinamento fundamental: a estabilidade, para ele, é uma ilusão. A faculdade de Ciência da Computação também ficou pelo caminho, mas as vendas, inicialmente um meio, tornaram-se o fim. Uma aposta audaciosa no cheque especial para fundar a Wise Up Em 1995, Flávio Augusto e sua esposa deram um passo ousado: recorreram a R$ 20 mil do cheque especial, com juros exorbitantes de 12% ao mês, para abrir a primeira unidade da Wise Up. O valor mal cobria os custos iniciais de reforma, aluguel e contratação de equipe. Um detalhe curioso é que o próprio Flávio Augusto não falava inglês fluentemente na época, delegando a parte acadêmica a profissionais contratados, enquanto focava em vendas e análise de mercado. A tese por trás do negócio era clara: com a economia brasileira se abrindo e a chegada de multinacionais, havia uma demanda crescente por comunicação em inglês para ascensão profissional, e o público não queria esperar anos para aprender. A Wise Up propôs um programa de 18 meses, rompendo com o padrão do mercado. A história do cheque especial é uma das mais emblemáticas de sua carreira, mas Flávio Augusto ressalva a estratégia. Conforme relatado à Folha de S. Paulo em 2014, ele não aconselharia ninguém a repetir o feito, considerando-o “tecnicamente desaconselhável”. O sucesso inicial foi estrondoso. Em um ano, a primeira unidade já contava com mil alunos, e em oito meses uma filial foi aberta na Avenida Paulista. Em apenas três anos, a rede somava 24 escolas próprias e mais de mil funcionários. O modelo de franquias, implementado em 2000, expandiu a operação para 396 unidades antes de sua venda. Da aquisição de um time de futebol à recompra do próprio negócio A expansão, contudo, não foi isenta de percalços. Em 2008, já com patrimônio considerável, Flávio Augusto sofreu uma perda de cerca de R$ 12 milhões na Bolsa de Valores devido à crise financeira, de um patrimônio estimado em R$ 15 milhões na época. Em 2013, a Wise Up foi vendida para a Abril Educação por R$ 877 milhões. A redução drástica na carga de trabalho

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