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Saúde e bem estar

Canetas Emagrecedoras no SUS: Governo Pede Inclusão Urgente na Conitec Após Queda de Preços e Aumento da Obesidade

Ministério da Saúde solicita à Conitec a incorporação de canetas emagrecedoras no SUS, visando combater o aumento da obesidade no país. O Ministério da Saúde deu um passo importante ao solicitar formalmente à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1, no rol de tratamentos oferecidos pelo SUS. A medida surge em resposta ao alarmante crescimento dos índices de obesidade no Brasil. A pasta argumenta que o percentual de pessoas com obesidade saltou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024, evidenciando a necessidade urgente de intervenções. O tratamento prolongado com esses medicamentos é visto como essencial para reduzir a mortalidade, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e, consequentemente, otimizar os gastos do sistema de saúde a longo prazo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda o tratamento da obesidade a longo prazo com terapias como as canetas emagrecedoras, alertando que a falta de políticas claras pode acentuar as desigualdades em saúde. O Ministério da Saúde, ao protocolar o pedido, busca alinhar o SUS a essas diretrizes globais e garantir acesso equitativo a tratamentos eficazes. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde. Queda expressiva nos custos impulsiona nova análise da Conitec Um dos fatores cruciais para a nova solicitação do Ministério da Saúde é a significativa redução de custos dos medicamentos GLP-1 no Brasil. Segundo a pasta, a ampliação da concorrência no mercado nacional levou a uma queda de cerca de 70% nos preços em menos de um ano. Essa diminuição torna a incorporação ao SUS financeiramente mais viável. Em agosto, a Conitec havia rejeitado a inclusão desses medicamentos devido ao alto impacto financeiro. No entanto, o cenário atual é distinto. O Ministério destaca que já existem 25 canetas emagrecedoras registradas no país, sendo 14 delas em 2023, reflexo de estratégias de fomento do Ministério e da Anvisa. Essa diversidade de produtos, incluindo versões nacionais e genéricos, contribuiu para fazer do Brasil o país com maior variedade do produto globalmente e para a queda nos preços no varejo. Critérios de acesso e uso responsável no SUS A eventual incorporação das canetas emagrecedoras no SUS virá acompanhada de critérios rigorosos de acesso. O objetivo é garantir que o tratamento com GLP-1 seja destinado a pacientes em que o controle da obesidade possa gerar benefícios de saúde relevantes, como a redução de complicações ou a menor necessidade de procedimentos médicos mais complexos e onerosos. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já havia sinalizado a intenção de usar a medicação “de forma responsável” no SUS. Ele ressaltou a queda expressiva nos preços, que antes giravam em torno de R$ 1,7 mil a R$ 2 mil e agora podem ser encontrados entre R$ 300 e R$ 400, aumentando o acesso para muitas pessoas. A meta é transformar esse acesso em um direito garantido pelo sistema público de saúde. Entenda o papel da Conitec na decisão Criada em 2011, a Conitec é o órgão fundamental para a constituição e

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Alerta Anvisa: Tirzepatida em Pó Vendida Ilegalmente na Internet Causa Preocupação e Riscos à Saúde

Anvisa emite alerta sobre venda irregular de tirzepatida em pó na internet A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um comunicado urgente nesta quarta-feira (23) sobre a crescente oferta de tirzepatida em pó nas redes sociais. Esta substância, que é o princípio ativo de medicamentos injetáveis utilizados para controle de peso, como o Mounjaro, está sendo comercializada de forma irregular e sem os devidos controles sanitários. A agência enfatiza os sérios riscos à saúde associados ao uso de produtos não regulamentados. A tirzepatida, quando aprovada pela Anvisa, é destinada à venda em farmácias ou farmácias de manipulação, sempre com prescrição e acompanhamento médico. O alerta da Anvisa foca na venda de tirzepatida em pó, que, segundo a agência, tem sido apresentada em vídeos tutoriais na internet, onde usuários ensinam a diluir e aplicar a substância em casa, sem qualquer garantia de esterilidade ou qualidade. A comercialização ilegal de medicamentos é uma preocupação constante, e a Anvisa reforça que a manipulação e o uso de substâncias que não foram produzidas em ambientes estéreis, livres de microrganismos como bactérias e fungos, representam um perigo iminente. A falta de avaliação e controle de qualidade impede a comprovação da presença do princípio ativo, sua concentração, e a existência de impurezas ou contaminantes, conforme detalhado em nota oficial. Riscos da manipulação e uso caseiro de tirzepatida em pó A injeção de substâncias diretamente no organismo, sem os devidos cuidados, pode levar a infecções graves. A Anvisa alerta que a crença de que misturar um produto em pó com água ou outra solução e aplicá-lo com uma seringa torna a mistura segura é um equívoco perigoso, especialmente quando não há garantia de que o produto seja estéril. Contaminantes invisíveis a olho nu podem estar presentes, e mesmo um produto com aparência limpa e lacrado pode não ser seguro. O risco de contaminação é ainda maior devido ao preparo em ambiente doméstico, que não oferece os padrões de higiene necessários para produtos injetáveis. Por essas razões, a Anvisa recomenda que apenas produtos fabricados especificamente para uso injetável, sob rígidos controles de qualidade e esterilidade, devem ser administrados por esta via. Outras substâncias sob investigação e alerta da Anvisa Além da tirzepatida em pó, a Anvisa também chamou a atenção para a divulgação e indicação de uso do CBL-514 em perfis de redes sociais. Esta substância é apresentada como tendo potencial para redução de gordura localizada. Contudo, o CBL-514 é um peptídeo sintético que ainda se encontra em fase 2 de estudos clínicos e não possui registro ou autorização para venda no Brasil. Nesta fase de estudo, a segurança, eficácia e qualidade do CBL-514 ainda estão sendo avaliadas. A agência ressalta que, nessas condições, não há garantias de que os benefícios esperados superem possíveis danos à saúde, reforçando a importância de consumir apenas medicamentos aprovados e regulamentados.

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Saúde Yanomami: Expedição do Ministério da Saúde leva atendimento especializado e esperança ao Polo Base Surucucu em Roraima

Expedição do Ministério da Saúde leva atendimento especializado a indígenas Yanomami em Roraima O Ministério da Saúde deu início a uma nova e importante expedição de atenção especializada à saúde indígena no território Yanomami, em Roraima. A ação, que começou nesta quarta-feira (23) e se estenderá até o dia 30, concentra seus esforços no Polo Base Surucucu, uma região que enfrenta desafios logísticos significativos para o acesso à saúde. A iniciativa busca oferecer um amplo leque de serviços, com a previsão de realizar cerca de 750 procedimentos. Estes incluem consultas em pediatria, clínica médica e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias, tudo voltado para as necessidades específicas da população Yanomami. A meta é garantir que avaliações, diagnósticos e acompanhamentos possam ser realizados diretamente no território, diminuindo a necessidade de deslocamentos para outras localidades. O objetivo principal da estratégia é **reduzir remoções evitáveis** e, ao mesmo tempo, **fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde indígena** local. Conforme informado pelo Ministério da Saúde, a expedição também visa apoiar a investigação de casos mais complexos, diminuir os agravos decorrentes de diagnósticos tardios e aprimorar a comunicação entre os diferentes níveis de atendimento, assegurando uma maior continuidade do cuidado para os indígenas. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde. Públicos prioritários e desafios geográficos A expedição prioriza o atendimento a grupos de maior vulnerabilidade, como **crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções recorrentes e desnutrição**. Gestantes, mulheres em idade reprodutiva, pessoas com doenças crônicas e pacientes com agravos respiratórios também são foco principal. Indígenas com malária, especialmente aqueles com complicações, recorrência da doença ou necessidade de avaliação complementar, terão atenção especial. O Polo Base Surucucu, localizado no município de Alto Alegre (RR), integra o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana. O território abriga aproximadamente 2.544 indígenas, distribuídos em 33 comunidades, majoritariamente do povo Yanomami. O ministério destaca que as **áreas serranas, a dispersão das comunidades e o forte isolamento geográfico** impõem desafios únicos à assistência de saúde na região. Logística complexa e busca por resolutividade O deslocamento para o Polo Base Surucucu é predominantemente realizado por via aérea, especialmente por helicóptero. Essa condição logística, segundo o Ministério da Saúde, **interfere diretamente na mobilidade das equipes, no transporte de insumos essenciais, nas remoções sanitárias e na própria continuidade da assistência** aos indígenas. A expedição busca suprir essas lacunas, oferecendo serviços no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em comunidades próximas. A proposta, como ressaltado pela pasta, é **dar maior resolutividade à assistência local**. Isso significa buscar soluções e tratamentos eficazes no próprio território, favorecendo a continuidade do cuidado em articulação com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena. A ação é fundamental para garantir que os pacientes recebam o acompanhamento especializado necessário, sem a necessidade de remoções que poderiam ser evitadas. Fortalecendo a rede e garantindo o cuidado A expedição também se dedica a atender pacientes que aguardam acompanhamento especializado, encaminhamentos ou remoções. O objetivo é otimizar esses processos e garantir que a transição entre

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Doe Órgãos: Cartórios Digitais Facilitam Manifestação da Vontade em Vida e Reduzem Recusa Familiar

Doe Órgãos: Cartórios Digitais Facilitam Manifestação da Vontade em Vida e Reduzem Recusa Familiar Em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante, a doação de órgãos ganha destaque durante o Setembro Verde, mês de conscientização sobre o tema. Uma ferramenta inovadora tem facilitado a manifestação formal do desejo de ser doador: a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), disponível em cartórios de notas. Desde o lançamento da plataforma em 2024, mais de 32 mil brasileiros já utilizaram os serviços online para registrar sua intenção de doar órgãos. O procedimento, totalmente gratuito e realizado pela internet, visa simplificar o processo e aumentar o número de doações, em um cenário de alta demanda por transplantes. A iniciativa, promovida pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), busca superar um dos maiores obstáculos para a doação: a autorização familiar. Com a Aedo, o cidadão garante que sua vontade seja conhecida e respeitada, além de incentivar conversas importantes dentro do núcleo familiar sobre este ato de solidariedade. Conforme informação divulgada pelo CNB/CF, mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Aedo. Aedo: Como Formalizar o Desejo de Doar Órgãos Online O processo para manifestar a intenção de doar órgãos através da Aedo é simples e acessível. O interessado deve acessar a plataforma e-Notariado, preencher seus dados e selecionar um cartório de notas de sua preferência. Em seguida, participa de uma videoconferência com o tabelião, que confirmará sua identidade e seu desejo de ser um doador. O documento é assinado eletronicamente e, a partir daí, passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos. Profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes podem consultar essa central para verificar a manifestação de vontade do doador. É importante ressaltar que o cidadão pode especificar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e tem a liberdade de revogar essa autorização a qualquer momento. Desafios da Doação de Órgãos no Brasil e o Papel da Aedo Apesar dos avanços, a doação de órgãos no Brasil ainda enfrenta desafios significativos. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que mais de 49 mil pessoas estão na fila por um transplante, sendo a maioria (cerca de 45 mil) à espera de um rim. A fila por córneas também é expressiva, com 37.719 pessoas, um aumento de 15% em relação a dezembro de 2025, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Um dos principais entraves é a autorização familiar, que, mesmo com a manifestação em vida do doador, ainda é necessária. A taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, frequentemente motivada pelo desconhecimento da vontade do potencial doador ou por dúvidas sobre o procedimento. A Aedo surge como uma ferramenta crucial para mitigar essas barreiras, tornando a vontade do indivíduo formal e mais conhecida pela família. Números e Distribuição Geográfica da Adesão à Aedo Desde a sua criação, a Aedo registrou uma expressiva adesão em todo o

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Adeus a Paulo Roberto Teixeira, o Gigante da Luta Contra Aids no Brasil e no Mundo

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência na luta contra a Aids no Brasil e defensor incansável do acesso universal à saúde. Paulo Roberto Teixeira, figura proeminente e essencial no combate à Aids no Brasil, faleceu, deixando um legado marcado por sua dedicação à saúde pública e aos direitos humanos. Sua trajetória é sinônimo de luta pela dignidade e pelo acesso universal ao tratamento, especialmente em tempos de grande estigma e desconhecimento sobre a doença. Desde os primórdios da epidemia no país, Teixeira esteve na linha de frente, moldando as primeiras respostas governamentais e defendendo políticas pautadas no respeito e na garantia do direito à saúde. Sua visão abrangente incluiu a prevenção, a assistência e o fundamental acesso aos medicamentos antirretrovirais, sempre em parceria com a sociedade civil. O Ministério da Saúde, em nota oficial, lamentou profundamente a perda, reconhecendo Paulo Teixeira como um dos “nomes fundamentais da resposta do país à epidemia” e destacando que ele “dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento”. As informações são do Ministério da Saúde. Pioneirismo na Criação da Primeira Resposta Governamental à Aids A atuação de Paulo Roberto Teixeira foi **crucial na criação da primeira resposta do governo brasileiro à Aids, em 1983**. Naquela época, a doença era pouco conhecida e envolta em um pesado estigma. Teixeira, que já liderava o programa de hanseníase no estado de São Paulo, utilizou sua experiência com uma doença também marcada pela exclusão para desenhar uma política para a Aids. Essa política foi firmemente baseada no **direito à saúde e ao respeito**, contemplando a prevenção, a assistência e o acesso aos medicamentos. A colaboração com a sociedade civil foi um pilar central desde o início de seu trabalho. A Luta pela Quebra de Patentes e o Acesso Universal aos Medicamentos No ano 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira iniciou uma **denúncia contundente sobre os preços proibitivos dos medicamentos antirretrovirais**. Ele ressaltou que esses valores inviabilizavam o acesso universal ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sua defesa da **quebra de patentes de laboratórios farmacêuticos** tornou-se uma bandeira. Teixeira argumentou que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, representava um obstáculo ao acesso à saúde. Para contornar essa situação, ele organizou um programa internacional de transferência de tecnologia, incentivando a produção de antirretrovirais genéricos por países do Sul global. Impacto Global e a Estratégia 3 by 5 da OMS Esse movimento liderado por Paulo Roberto Teixeira foi **fundamental para que, em 2001, a Organização Mundial do Comércio (OMC) reconhecesse que o direito à saúde se sobrepõe às regras de propriedade intelectual**. Essa conquista fortaleceu a luta de países pobres pelo direito de acesso ao tratamento, um marco histórico. Sua atuação pelo acesso universal ao tratamento continuou na Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2003, ao assumir o Departamento de HIV/Aids da OMS, ele lançou a **estratégia “3 by 5″**, que estabeleceu a ambiciosa meta de

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Cannabis Medicinal no Brasil: Associações Pedem Clareza em Normas e Criticam Insegurança Jurídica

Novas Regras para Cannabis Medicinal Geram Dúvidas e Insegurança para Associações de Pacientes no Brasil As associações de pacientes que utilizam cannabis medicinal no Brasil celebram os avanços na regulamentação, mas apontam que o cenário atual ainda deixa importantes pontos em aberto. Questões cruciais como o cultivo da planta, o controle sanitário e sua inclusão na agricultura familiar carecem de definições mais concretas, gerando um clima de incerteza para o setor. O debate sobre esses desafios ganhou destaque durante a 2ª edição da feira Febre de Arte, realizada em Fortaleza. Representantes de diversas associações compartilharam suas preocupações, mencionando casos recentes de apreensões de encomendas e a destruição de plantações destinadas à produção de insumos para medicamentos. A paralisação nos debates e a falta de andamentos concretos desde a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) têm sido um obstáculo significativo. Conforme avaliação dos participantes do II Encontro Nacional Nordestino de Associações Canábicas (II Enac), a ausência de diretrizes claras sobre o cultivo de cannabis e seus desdobramentos contribui para a insegurança jurídica enfrentada pelas entidades. Insegurança e o Papel da Polícia na Regulamentação da Cannabis Maurício Gomes, diretor jurídico da Associação Canábica Florescer (Acaflor), de João Pessoa, ressalta que o prazo de cinco anos para adaptação das associações ao novo cenário regulatório, estabelecido pelo Poder Judiciário, transferiu a responsabilidade de solução para a Anvisa. No entanto, ele aponta que a realidade é outra: “Quem está batendo na nossa porta não é a vigilância sanitária, é a polícia”, declarou, evidenciando a falta de clareza nas ações de fiscalização. Antônio Carlos Araújo Fraga, técnico da coordenadoria de vigilância sanitária do Ceará, expressou preocupação com a relutância de alguns colegas em fiscalizar adequadamente. Ele concorda que a falta de subsídios e orientações práticas por parte do órgão gera um “jogo de empurra-empurra” e um vazio nas diretrizes. “Mesmo sem a regulamentação, não vai se saber o que fazer”, afirmou. Anvisa e a Participação Social na Construção de Normas A Anvisa, por sua vez, garante ter promovido a participação social no processo de elaboração das resoluções, com um total de 29 consultas realizadas a associações de pacientes e à comunidade científica, além da análise de experiências internacionais. Segundo a agência, foram recebidos e considerados 47 trabalhos científicos de 139 pesquisadores. A agência destaca que o marco regulatório é um resultado dos movimentos sociais e que não há como realizar fiscalização sem diálogo com tais movimentos, sugerindo que as associações busquem apresentar suas reivindicações diretamente à Anvisa por meio de audiências. Comunidade Canábica Questiona Critérios e Busca Clareza no Cultivo A comunidade canábica, representada por entidades como a Kaya Mind, questiona os critérios de seleção dos materiais compilados pela WeCann Academy, que organiza o WeCann Summit. A Kaya Mind levantou pontos cruciais que ainda carecem de definição, como o modelo definitivo de cultivo, quem poderá cultivar, os critérios técnicos a serem adotados, os limites de THC permitidos e a data de vigência efetiva da regulamentação. Akemy Viana Pinheiro, colaboradora

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Renda de PCDs é 70% menor que a de pessoas sem deficiência, revela Censo 2022 do IBGE

Desigualdade Salarial: Pessoas com Deficiência Ganham Significativamente Menos no Brasil Uma análise detalhada dos dados do Censo 2022, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), expõe uma **realidade preocupante sobre a renda de pessoas com deficiência (PCDs)** no mercado de trabalho brasileiro. Os números indicam que o rendimento médio de um trabalhador com deficiência alcança apenas 70% do valor recebido por aqueles sem deficiência, evidenciando uma **persistente disparidade salarial**. Essa diferença se manifesta em todos os setores da economia, com PCDs frequentemente encontrando-se em ocupações que oferecem **salários mais baixos**. A pesquisa também aponta para uma concentração de trabalhadores com deficiência em áreas como serviços domésticos, agropecuária, alojamento e alimentação, setores tradicionalmente associados a remunerações menores. Ainda que existam segmentos com rendimentos mais elevados, como administração pública e saúde, onde PCDs recebem cerca de 78% do valor de pessoas sem deficiência, a **tendência geral é de inferioridade salarial**. Esses dados, coletados pelo IBGE, servem como um importante alerta para a necessidade de políticas mais eficazes que promovam a **inclusão e a igualdade de oportunidades** no ambiente de trabalho. Rendimentos Mínimos e Setores Críticos para PCDs O rendimento médio de um trabalhador com deficiência, segundo o Censo 2022, foi de **R$ 2.053**. Em contrapartida, o rendimento médio de um trabalhador sem deficiência atingiu **R$ 2.890**. Essa diferença substancial, de aproximadamente R$ 837, sublinha a **vulnerabilidade econômica** enfrentada por esse grupo. O pesquisador do IBGE, João Hallak Neto, ressalta que essa disparidade ocorre em todos os grupos de atividades econômicas. Ele explica que as pessoas com deficiência não só recebem menos, mas também estão **mais concentradas em atividades que remuneram menos**. Isso inclui setores como serviços domésticos, agropecuária, alojamento e alimentação, que historicamente oferecem salários mais baixos. Setor Público e Serviços Sociais: Onde os Melhores Rendimentos se Concentram O segmento de administração pública, educação, saúde e serviços sociais apresenta os **melhores rendimentos médios** para pessoas com deficiência. Nesse setor, os rendimentos chegam a **R$ 3.223**, o que ainda representa apenas 78% do valor recebido por pessoas sem deficiência no mesmo segmento, que é de R$ 4.146. Apesar de ser o setor com melhor remuneração para PCDs, a diferença percentual em relação aos sem deficiência se mantém significativa. Isso sugere que mesmo em áreas de maior prestígio e melhor remuneração, a **desigualdade salarial persiste**, demandando atenção e ações corretivas. Impacto na Renda Domiciliar e Nível de Ocupação Nos lares com a presença de um morador com deficiência, a renda proveniente do trabalho representa apenas **55,7% do rendimento médio total do domicílio**. Os outros 44,3% vêm de outras fontes, indicando uma maior dependência de rendas não laborais. Em contraste, nos lares sem pessoas com deficiência, a renda do trabalho responde por uma parcela muito maior, **78,4% do rendimento total**, com apenas 21,6% vindo de outras fontes. Essa diferença ressalta o **impacto financeiro da deficiência no núcleo familiar**. Baixo Nível de Ocupação e Desafios Específicos O nível de ocupação entre pessoas com deficiência é de apenas **29%**, o que significa que apenas três

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Saúde revoluciona tratamento renal no SUS: novas terapias e foco em transplante para prevenir doença crônica

Saúde qualifica assistência para prevenir progressão de doença renal crônica no SUS O Ministério da Saúde anunciou uma **ampliação e qualificação significativa no cuidado especializado** para pessoas com doença renal crônica no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo principal é garantir que os pacientes recebam assistência em tempo adequado, **evitando a progressão da doença** e diminuindo a incidência de casos graves. Essa nova organização do cuidado, implementada através do programa Agora Tem Especialistas, integra consultas, exames e procedimentos em pacotes coesos. Essa abordagem visa otimizar o atendimento e, em alguns casos, os valores pagos por esses serviços foram aumentados em até 360%, como exemplificado pela preparação para hemodiálise, cujo valor subiu de R$ 940,22 para R$ 3.000,63. A iniciativa, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, busca reduzir o tempo de espera entre as diferentes etapas do tratamento, assegurar um acompanhamento contínuo e preparar os pacientes para a terapia renal substitutiva no momento mais oportuno. Essa estratégia é fundamental para o manejo eficaz da doença renal crônica. Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) agilizam o tratamento renal A nova estrutura de atendimento opera por meio das chamadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs). Cada OCI reúne, em um único pacote, todos os cuidados essenciais que um paciente com doença renal crônica necessita, levando em consideração o estágio da doença e suas particularidades. Isso inclui consultas com especialistas, exames laboratoriais e de imagem essenciais, além de acompanhamento multiprofissional e outros procedimentos necessários. O foco é criar um fluxo de atendimento mais eficiente, **reduzindo a fragmentação do cuidado**. Ao ter as diferentes etapas da assistência reunidas, o paciente tem maior segurança e o tratamento se torna mais contínuo e eficaz, prevenindo complicações e a necessidade de intervenções mais drásticas. Atualização no tratamento da anemia em pacientes renais Paralelamente à reorganização do cuidado, o Ministério da Saúde também atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Anemia na Doença Renal Crônica. Essa atualização incorpora ao SUS novas e importantes opções terapêuticas para combater a anemia associada à doença renal, como a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica. Esses novos tratamentos representam um avanço no manejo de uma das complicações mais comuns e debilitantes da doença renal. Transplante renal ganha destaque na linha de cuidado O transplante renal é uma parte crucial da linha de cuidado para pessoas com doença renal crônica. Com as novas OCIs, o acompanhamento especializado tem o potencial de identificar e encaminhar pacientes com indicação para avaliação de transplante ainda antes de iniciarem a diálise. As regras do Sistema Nacional de Transplantes já preveem que pacientes em estágio avançado da doença renal, mesmo sem diálise, sejam informados sobre a possibilidade de transplante e tenham acesso à avaliação especializada. Essa abordagem proativa, focada no cuidado pré-diálise, é fundamental para otimizar as chances de sucesso do transplante e para preparar os pacientes adequadamente. O ministério reforça que o cuidado antes da diálise contribui significativamente para identificar e encaminhar pacientes que podem se beneficiar de um transplante renal, oferecendo uma nova perspectiva de vida.

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Fiocruz revela 42 Destaques Regionais da 13ª Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente; veja os trabalhos selecionados

Fiocruz anuncia os talentos da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, inspirando jovens cientistas A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou os 42 trabalhos que foram selecionados como Destaques Regionais na 13ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). Estes trabalhos, escolhidos por comissões avaliadoras em sete regionais, avançam automaticamente para a etapa nacional da competição. A solenidade de premiação nacional está marcada para o dia 30 de novembro, e acontecerá no Campus Manguinhos da Fiocruz, localizado no Rio de Janeiro. A iniciativa busca aproximar a ciência da realidade escolar e incentivar a curiosidade e a criatividade dos jovens. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, a 13ª Obsma atraiu cerca de 1,5 mil trabalhos inscritos, envolvendo 9 mil alunos e quase 3 mil professores de escolas públicas e privadas de todo o país. A competição, que ocorre a cada dois anos, corresponde ao biênio 2025-2026 e celebrou a participação estudantil em diferentes categorias, como Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências. Ciência e Juventude em Foco: A Abordagem da Obsma Os 42 trabalhos selecionados como Destaques Regionais apresentam uma rica diversidade de abordagens para os desafios ambientais, sociais e de saúde. O diferencial é que todas as propostas surgem a partir do olhar e das experiências vivenciadas pelos próprios estudantes, demonstrando um forte engajamento com as questões que afetam suas comunidades. As comissões avaliadoras foram compostas por um time multidisciplinar, reunindo pesquisadores, professores, jornalistas, designers, cineastas e outros profissionais. Essa diversidade de perspectivas garantiu uma análise aprofundada e abrangente de cada projeto submetido à competição da Obsma. Formando Gerações com Consciência Científica Cristina Araripe, coordenadora nacional da Obsma e coordenadora de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic) da Fiocruz, ressalta a importância da iniciativa. “A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é uma iniciativa fundamental porque aproxima a ciência da escola e mostra, desde cedo, que meninas e meninos podem ocupar esse espaço”, afirma Araripe. Ela complementa que, ao valorizar a curiosidade, a criatividade e a participação ativa dos estudantes, a Obsma contribui significativamente para a formação de uma nova geração. “Essa geração será capaz de olhar para os desafios da sociedade e construir soluções por meio da ciência”, conclui a coordenadora, destacando o papel da Obsma no desenvolvimento científico juvenil. Como Consultar os Trabalhos Selecionados A lista completa com os 42 trabalhos selecionados como Destaques Regionais da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) já está disponível. Os interessados podem consultar os nomes das escolas e os trabalhos premiados por cada região do país diretamente no Campus Virtual da Fiocruz. Em breve, a Fiocruz também anunciará os trabalhos que receberam Menção Honrosa, ampliando o reconhecimento às iniciativas inovadoras dos estudantes na Obsma. A Fundação reitera o compromisso em promover a educação científica e a conscientização ambiental entre os jovens brasileiros.

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Fundação Pró-Sangue Alerta: Estoques Críticos de Sangue O Negativo e Outros Tipos Pedem Doação Urgente em SP

Fundação Pró-Sangue apela por doações de sangue diante de estoques em nível crítico A Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo emitiu um alerta urgente sobre a queda significativa nos estoques de determinados tipos sanguíneos nas últimas semanas. A situação é considerada crítica, especialmente para os tipos O positivo, O negativo, A negativo e B negativo, que se encontram em níveis preocupantes. A preocupação é ainda maior com os tipos sanguíneos negativos, que, segundo especialistas da instituição, são **fundamentais para o atendimento de emergência e para pacientes em estado grave**. A escassez desses tipos pode comprometer diretamente o tratamento de vidas em situações de risco. A Fundação Pró-Sangue reforça a importância da solidariedade e do ato de doar sangue, que salva vidas diariamente. A instituição pede o apoio da população para reverter esse quadro e garantir que todos os pacientes recebam o tratamento necessário. As informações foram divulgadas pela própria Fundação Pró-Sangue. Fatores que Agravam a Baixa nos Estoques Historicamente, as baixas temperaturas do inverno contribuem para uma diminuição no número de doações de sangue. No entanto, a Fundação Pró-Sangue aponta que este cenário tem sido agravado por outros fatores que **desestimulam ou impedem temporariamente a doação**. Um exemplo recente é a vacina contra o sarampo, que exige um período de espera de quatro semanas para que a pessoa possa doar sangue após a imunização. Da mesma forma, a vacina da gripe também impõe um período de impedimento de 48 horas para doadores. Esses intervalos, embora necessários para a segurança do doador e do receptor, impactam diretamente a disponibilidade de bolsas de sangue nos hemocentros. A Fundação Pró-Sangue orienta que as pessoas aptas a doar e que ainda não se vacinaram contra o sarampo **priorizem a doação de sangue antes de receber a vacina**, para ajudar a manter os estoques equilibrados. O Impacto da Falta de Sangue e a Importância do Tipo O Negativo A compatibilidade sanguínea é um fator crucial para a realização de transfusões seguras e eficazes. A falta de um tipo específico de sangue pode desencadear um **efeito dominó**, levando à queda nos estoques de outros tipos sanguíneos. Essa interdependência ressalta a necessidade de manter todos os estoques em níveis adequados. A escassez do tipo **O negativo** é particularmente grave, pois este tipo sanguíneo é conhecido como o **doador universal**, podendo ser transfundido para pacientes de todos os outros tipos. Sua disponibilidade é vital em situações de emergência onde o tempo é essencial e a identificação do tipo sanguíneo do paciente pode ser demorada. Onde e Como Doar Sangue em São Paulo A Fundação Pró-Sangue disponibiliza diversos postos de coleta para facilitar o acesso dos doadores. Entre eles, destacam-se o Posto Clínicas, localizado no Hospital das Clínicas, próximo às estações Clínicas e Oscar Freire do metrô; o Posto Dante Pazzanese, no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, na região do Parque do Ibirapuera (metrô Ana Rosa); e o Posto Mandaqui, no Hospital do Mandaqui, na Zona Norte da capital paulista. Há também postos em Osasco e Barueri. O agendamento

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Canetas Emagrecedoras no SUS: Governo Pede Inclusão Urgente na Conitec Após Queda de Preços e Aumento da Obesidade

Ministério da Saúde solicita à Conitec a incorporação de canetas emagrecedoras no SUS, visando combater o aumento da obesidade no país. O Ministério da Saúde deu um passo importante ao solicitar formalmente à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1, no rol de tratamentos oferecidos pelo SUS. A medida surge em resposta ao alarmante crescimento dos índices de obesidade no Brasil. A pasta argumenta que o percentual de pessoas com obesidade saltou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024, evidenciando a necessidade urgente de intervenções. O tratamento prolongado com esses medicamentos é visto como essencial para reduzir a mortalidade, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e, consequentemente, otimizar os gastos do sistema de saúde a longo prazo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda o tratamento da obesidade a longo prazo com terapias como as canetas emagrecedoras, alertando que a falta de políticas claras pode acentuar as desigualdades em saúde. O Ministério da Saúde, ao protocolar o pedido, busca alinhar o SUS a essas diretrizes globais e garantir acesso equitativo a tratamentos eficazes. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde. Queda expressiva nos custos impulsiona nova análise da Conitec Um dos fatores cruciais para a nova solicitação do Ministério da Saúde é a significativa redução de custos dos medicamentos GLP-1 no Brasil. Segundo a pasta, a ampliação da concorrência no mercado nacional levou a uma queda de cerca de 70% nos preços em menos de um ano. Essa diminuição torna a incorporação ao SUS financeiramente mais viável. Em agosto, a Conitec havia rejeitado a inclusão desses medicamentos devido ao alto impacto financeiro. No entanto, o cenário atual é distinto. O Ministério destaca que já existem 25 canetas emagrecedoras registradas no país, sendo 14 delas em 2023, reflexo de estratégias de fomento do Ministério e da Anvisa. Essa diversidade de produtos, incluindo versões nacionais e genéricos, contribuiu para fazer do Brasil o país com maior variedade do produto globalmente e para a queda nos preços no varejo. Critérios de acesso e uso responsável no SUS A eventual incorporação das canetas emagrecedoras no SUS virá acompanhada de critérios rigorosos de acesso. O objetivo é garantir que o tratamento com GLP-1 seja destinado a pacientes em que o controle da obesidade possa gerar benefícios de saúde relevantes, como a redução de complicações ou a menor necessidade de procedimentos médicos mais complexos e onerosos. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já havia sinalizado a intenção de usar a medicação “de forma responsável” no SUS. Ele ressaltou a queda expressiva nos preços, que antes giravam em torno de R$ 1,7 mil a R$ 2 mil e agora podem ser encontrados entre R$ 300 e R$ 400, aumentando o acesso para muitas pessoas. A meta é transformar esse acesso em um direito garantido pelo sistema público de saúde. Entenda o papel da Conitec na decisão Criada em 2011, a Conitec é o órgão fundamental para a constituição e

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Alerta Anvisa: Tirzepatida em Pó Vendida Ilegalmente na Internet Causa Preocupação e Riscos à Saúde

Anvisa emite alerta sobre venda irregular de tirzepatida em pó na internet A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um comunicado urgente nesta quarta-feira (23) sobre a crescente oferta de tirzepatida em pó nas redes sociais. Esta substância, que é o princípio ativo de medicamentos injetáveis utilizados para controle de peso, como o Mounjaro, está sendo comercializada de forma irregular e sem os devidos controles sanitários. A agência enfatiza os sérios riscos à saúde associados ao uso de produtos não regulamentados. A tirzepatida, quando aprovada pela Anvisa, é destinada à venda em farmácias ou farmácias de manipulação, sempre com prescrição e acompanhamento médico. O alerta da Anvisa foca na venda de tirzepatida em pó, que, segundo a agência, tem sido apresentada em vídeos tutoriais na internet, onde usuários ensinam a diluir e aplicar a substância em casa, sem qualquer garantia de esterilidade ou qualidade. A comercialização ilegal de medicamentos é uma preocupação constante, e a Anvisa reforça que a manipulação e o uso de substâncias que não foram produzidas em ambientes estéreis, livres de microrganismos como bactérias e fungos, representam um perigo iminente. A falta de avaliação e controle de qualidade impede a comprovação da presença do princípio ativo, sua concentração, e a existência de impurezas ou contaminantes, conforme detalhado em nota oficial. Riscos da manipulação e uso caseiro de tirzepatida em pó A injeção de substâncias diretamente no organismo, sem os devidos cuidados, pode levar a infecções graves. A Anvisa alerta que a crença de que misturar um produto em pó com água ou outra solução e aplicá-lo com uma seringa torna a mistura segura é um equívoco perigoso, especialmente quando não há garantia de que o produto seja estéril. Contaminantes invisíveis a olho nu podem estar presentes, e mesmo um produto com aparência limpa e lacrado pode não ser seguro. O risco de contaminação é ainda maior devido ao preparo em ambiente doméstico, que não oferece os padrões de higiene necessários para produtos injetáveis. Por essas razões, a Anvisa recomenda que apenas produtos fabricados especificamente para uso injetável, sob rígidos controles de qualidade e esterilidade, devem ser administrados por esta via. Outras substâncias sob investigação e alerta da Anvisa Além da tirzepatida em pó, a Anvisa também chamou a atenção para a divulgação e indicação de uso do CBL-514 em perfis de redes sociais. Esta substância é apresentada como tendo potencial para redução de gordura localizada. Contudo, o CBL-514 é um peptídeo sintético que ainda se encontra em fase 2 de estudos clínicos e não possui registro ou autorização para venda no Brasil. Nesta fase de estudo, a segurança, eficácia e qualidade do CBL-514 ainda estão sendo avaliadas. A agência ressalta que, nessas condições, não há garantias de que os benefícios esperados superem possíveis danos à saúde, reforçando a importância de consumir apenas medicamentos aprovados e regulamentados.

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Saúde Yanomami: Expedição do Ministério da Saúde leva atendimento especializado e esperança ao Polo Base Surucucu em Roraima

Expedição do Ministério da Saúde leva atendimento especializado a indígenas Yanomami em Roraima O Ministério da Saúde deu início a uma nova e importante expedição de atenção especializada à saúde indígena no território Yanomami, em Roraima. A ação, que começou nesta quarta-feira (23) e se estenderá até o dia 30, concentra seus esforços no Polo Base Surucucu, uma região que enfrenta desafios logísticos significativos para o acesso à saúde. A iniciativa busca oferecer um amplo leque de serviços, com a previsão de realizar cerca de 750 procedimentos. Estes incluem consultas em pediatria, clínica médica e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias, tudo voltado para as necessidades específicas da população Yanomami. A meta é garantir que avaliações, diagnósticos e acompanhamentos possam ser realizados diretamente no território, diminuindo a necessidade de deslocamentos para outras localidades. O objetivo principal da estratégia é **reduzir remoções evitáveis** e, ao mesmo tempo, **fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde indígena** local. Conforme informado pelo Ministério da Saúde, a expedição também visa apoiar a investigação de casos mais complexos, diminuir os agravos decorrentes de diagnósticos tardios e aprimorar a comunicação entre os diferentes níveis de atendimento, assegurando uma maior continuidade do cuidado para os indígenas. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde. Públicos prioritários e desafios geográficos A expedição prioriza o atendimento a grupos de maior vulnerabilidade, como **crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções recorrentes e desnutrição**. Gestantes, mulheres em idade reprodutiva, pessoas com doenças crônicas e pacientes com agravos respiratórios também são foco principal. Indígenas com malária, especialmente aqueles com complicações, recorrência da doença ou necessidade de avaliação complementar, terão atenção especial. O Polo Base Surucucu, localizado no município de Alto Alegre (RR), integra o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana. O território abriga aproximadamente 2.544 indígenas, distribuídos em 33 comunidades, majoritariamente do povo Yanomami. O ministério destaca que as **áreas serranas, a dispersão das comunidades e o forte isolamento geográfico** impõem desafios únicos à assistência de saúde na região. Logística complexa e busca por resolutividade O deslocamento para o Polo Base Surucucu é predominantemente realizado por via aérea, especialmente por helicóptero. Essa condição logística, segundo o Ministério da Saúde, **interfere diretamente na mobilidade das equipes, no transporte de insumos essenciais, nas remoções sanitárias e na própria continuidade da assistência** aos indígenas. A expedição busca suprir essas lacunas, oferecendo serviços no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em comunidades próximas. A proposta, como ressaltado pela pasta, é **dar maior resolutividade à assistência local**. Isso significa buscar soluções e tratamentos eficazes no próprio território, favorecendo a continuidade do cuidado em articulação com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena. A ação é fundamental para garantir que os pacientes recebam o acompanhamento especializado necessário, sem a necessidade de remoções que poderiam ser evitadas. Fortalecendo a rede e garantindo o cuidado A expedição também se dedica a atender pacientes que aguardam acompanhamento especializado, encaminhamentos ou remoções. O objetivo é otimizar esses processos e garantir que a transição entre

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Doe Órgãos: Cartórios Digitais Facilitam Manifestação da Vontade em Vida e Reduzem Recusa Familiar

Doe Órgãos: Cartórios Digitais Facilitam Manifestação da Vontade em Vida e Reduzem Recusa Familiar Em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante, a doação de órgãos ganha destaque durante o Setembro Verde, mês de conscientização sobre o tema. Uma ferramenta inovadora tem facilitado a manifestação formal do desejo de ser doador: a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), disponível em cartórios de notas. Desde o lançamento da plataforma em 2024, mais de 32 mil brasileiros já utilizaram os serviços online para registrar sua intenção de doar órgãos. O procedimento, totalmente gratuito e realizado pela internet, visa simplificar o processo e aumentar o número de doações, em um cenário de alta demanda por transplantes. A iniciativa, promovida pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), busca superar um dos maiores obstáculos para a doação: a autorização familiar. Com a Aedo, o cidadão garante que sua vontade seja conhecida e respeitada, além de incentivar conversas importantes dentro do núcleo familiar sobre este ato de solidariedade. Conforme informação divulgada pelo CNB/CF, mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Aedo. Aedo: Como Formalizar o Desejo de Doar Órgãos Online O processo para manifestar a intenção de doar órgãos através da Aedo é simples e acessível. O interessado deve acessar a plataforma e-Notariado, preencher seus dados e selecionar um cartório de notas de sua preferência. Em seguida, participa de uma videoconferência com o tabelião, que confirmará sua identidade e seu desejo de ser um doador. O documento é assinado eletronicamente e, a partir daí, passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos. Profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes podem consultar essa central para verificar a manifestação de vontade do doador. É importante ressaltar que o cidadão pode especificar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e tem a liberdade de revogar essa autorização a qualquer momento. Desafios da Doação de Órgãos no Brasil e o Papel da Aedo Apesar dos avanços, a doação de órgãos no Brasil ainda enfrenta desafios significativos. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que mais de 49 mil pessoas estão na fila por um transplante, sendo a maioria (cerca de 45 mil) à espera de um rim. A fila por córneas também é expressiva, com 37.719 pessoas, um aumento de 15% em relação a dezembro de 2025, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Um dos principais entraves é a autorização familiar, que, mesmo com a manifestação em vida do doador, ainda é necessária. A taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, frequentemente motivada pelo desconhecimento da vontade do potencial doador ou por dúvidas sobre o procedimento. A Aedo surge como uma ferramenta crucial para mitigar essas barreiras, tornando a vontade do indivíduo formal e mais conhecida pela família. Números e Distribuição Geográfica da Adesão à Aedo Desde a sua criação, a Aedo registrou uma expressiva adesão em todo o

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Adeus a Paulo Roberto Teixeira, o Gigante da Luta Contra Aids no Brasil e no Mundo

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência na luta contra a Aids no Brasil e defensor incansável do acesso universal à saúde. Paulo Roberto Teixeira, figura proeminente e essencial no combate à Aids no Brasil, faleceu, deixando um legado marcado por sua dedicação à saúde pública e aos direitos humanos. Sua trajetória é sinônimo de luta pela dignidade e pelo acesso universal ao tratamento, especialmente em tempos de grande estigma e desconhecimento sobre a doença. Desde os primórdios da epidemia no país, Teixeira esteve na linha de frente, moldando as primeiras respostas governamentais e defendendo políticas pautadas no respeito e na garantia do direito à saúde. Sua visão abrangente incluiu a prevenção, a assistência e o fundamental acesso aos medicamentos antirretrovirais, sempre em parceria com a sociedade civil. O Ministério da Saúde, em nota oficial, lamentou profundamente a perda, reconhecendo Paulo Teixeira como um dos “nomes fundamentais da resposta do país à epidemia” e destacando que ele “dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento”. As informações são do Ministério da Saúde. Pioneirismo na Criação da Primeira Resposta Governamental à Aids A atuação de Paulo Roberto Teixeira foi **crucial na criação da primeira resposta do governo brasileiro à Aids, em 1983**. Naquela época, a doença era pouco conhecida e envolta em um pesado estigma. Teixeira, que já liderava o programa de hanseníase no estado de São Paulo, utilizou sua experiência com uma doença também marcada pela exclusão para desenhar uma política para a Aids. Essa política foi firmemente baseada no **direito à saúde e ao respeito**, contemplando a prevenção, a assistência e o acesso aos medicamentos. A colaboração com a sociedade civil foi um pilar central desde o início de seu trabalho. A Luta pela Quebra de Patentes e o Acesso Universal aos Medicamentos No ano 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira iniciou uma **denúncia contundente sobre os preços proibitivos dos medicamentos antirretrovirais**. Ele ressaltou que esses valores inviabilizavam o acesso universal ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sua defesa da **quebra de patentes de laboratórios farmacêuticos** tornou-se uma bandeira. Teixeira argumentou que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, representava um obstáculo ao acesso à saúde. Para contornar essa situação, ele organizou um programa internacional de transferência de tecnologia, incentivando a produção de antirretrovirais genéricos por países do Sul global. Impacto Global e a Estratégia 3 by 5 da OMS Esse movimento liderado por Paulo Roberto Teixeira foi **fundamental para que, em 2001, a Organização Mundial do Comércio (OMC) reconhecesse que o direito à saúde se sobrepõe às regras de propriedade intelectual**. Essa conquista fortaleceu a luta de países pobres pelo direito de acesso ao tratamento, um marco histórico. Sua atuação pelo acesso universal ao tratamento continuou na Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2003, ao assumir o Departamento de HIV/Aids da OMS, ele lançou a **estratégia “3 by 5″**, que estabeleceu a ambiciosa meta de

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Cannabis Medicinal no Brasil: Associações Pedem Clareza em Normas e Criticam Insegurança Jurídica

Novas Regras para Cannabis Medicinal Geram Dúvidas e Insegurança para Associações de Pacientes no Brasil As associações de pacientes que utilizam cannabis medicinal no Brasil celebram os avanços na regulamentação, mas apontam que o cenário atual ainda deixa importantes pontos em aberto. Questões cruciais como o cultivo da planta, o controle sanitário e sua inclusão na agricultura familiar carecem de definições mais concretas, gerando um clima de incerteza para o setor. O debate sobre esses desafios ganhou destaque durante a 2ª edição da feira Febre de Arte, realizada em Fortaleza. Representantes de diversas associações compartilharam suas preocupações, mencionando casos recentes de apreensões de encomendas e a destruição de plantações destinadas à produção de insumos para medicamentos. A paralisação nos debates e a falta de andamentos concretos desde a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) têm sido um obstáculo significativo. Conforme avaliação dos participantes do II Encontro Nacional Nordestino de Associações Canábicas (II Enac), a ausência de diretrizes claras sobre o cultivo de cannabis e seus desdobramentos contribui para a insegurança jurídica enfrentada pelas entidades. Insegurança e o Papel da Polícia na Regulamentação da Cannabis Maurício Gomes, diretor jurídico da Associação Canábica Florescer (Acaflor), de João Pessoa, ressalta que o prazo de cinco anos para adaptação das associações ao novo cenário regulatório, estabelecido pelo Poder Judiciário, transferiu a responsabilidade de solução para a Anvisa. No entanto, ele aponta que a realidade é outra: “Quem está batendo na nossa porta não é a vigilância sanitária, é a polícia”, declarou, evidenciando a falta de clareza nas ações de fiscalização. Antônio Carlos Araújo Fraga, técnico da coordenadoria de vigilância sanitária do Ceará, expressou preocupação com a relutância de alguns colegas em fiscalizar adequadamente. Ele concorda que a falta de subsídios e orientações práticas por parte do órgão gera um “jogo de empurra-empurra” e um vazio nas diretrizes. “Mesmo sem a regulamentação, não vai se saber o que fazer”, afirmou. Anvisa e a Participação Social na Construção de Normas A Anvisa, por sua vez, garante ter promovido a participação social no processo de elaboração das resoluções, com um total de 29 consultas realizadas a associações de pacientes e à comunidade científica, além da análise de experiências internacionais. Segundo a agência, foram recebidos e considerados 47 trabalhos científicos de 139 pesquisadores. A agência destaca que o marco regulatório é um resultado dos movimentos sociais e que não há como realizar fiscalização sem diálogo com tais movimentos, sugerindo que as associações busquem apresentar suas reivindicações diretamente à Anvisa por meio de audiências. Comunidade Canábica Questiona Critérios e Busca Clareza no Cultivo A comunidade canábica, representada por entidades como a Kaya Mind, questiona os critérios de seleção dos materiais compilados pela WeCann Academy, que organiza o WeCann Summit. A Kaya Mind levantou pontos cruciais que ainda carecem de definição, como o modelo definitivo de cultivo, quem poderá cultivar, os critérios técnicos a serem adotados, os limites de THC permitidos e a data de vigência efetiva da regulamentação. Akemy Viana Pinheiro, colaboradora

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Renda de PCDs é 70% menor que a de pessoas sem deficiência, revela Censo 2022 do IBGE

Desigualdade Salarial: Pessoas com Deficiência Ganham Significativamente Menos no Brasil Uma análise detalhada dos dados do Censo 2022, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), expõe uma **realidade preocupante sobre a renda de pessoas com deficiência (PCDs)** no mercado de trabalho brasileiro. Os números indicam que o rendimento médio de um trabalhador com deficiência alcança apenas 70% do valor recebido por aqueles sem deficiência, evidenciando uma **persistente disparidade salarial**. Essa diferença se manifesta em todos os setores da economia, com PCDs frequentemente encontrando-se em ocupações que oferecem **salários mais baixos**. A pesquisa também aponta para uma concentração de trabalhadores com deficiência em áreas como serviços domésticos, agropecuária, alojamento e alimentação, setores tradicionalmente associados a remunerações menores. Ainda que existam segmentos com rendimentos mais elevados, como administração pública e saúde, onde PCDs recebem cerca de 78% do valor de pessoas sem deficiência, a **tendência geral é de inferioridade salarial**. Esses dados, coletados pelo IBGE, servem como um importante alerta para a necessidade de políticas mais eficazes que promovam a **inclusão e a igualdade de oportunidades** no ambiente de trabalho. Rendimentos Mínimos e Setores Críticos para PCDs O rendimento médio de um trabalhador com deficiência, segundo o Censo 2022, foi de **R$ 2.053**. Em contrapartida, o rendimento médio de um trabalhador sem deficiência atingiu **R$ 2.890**. Essa diferença substancial, de aproximadamente R$ 837, sublinha a **vulnerabilidade econômica** enfrentada por esse grupo. O pesquisador do IBGE, João Hallak Neto, ressalta que essa disparidade ocorre em todos os grupos de atividades econômicas. Ele explica que as pessoas com deficiência não só recebem menos, mas também estão **mais concentradas em atividades que remuneram menos**. Isso inclui setores como serviços domésticos, agropecuária, alojamento e alimentação, que historicamente oferecem salários mais baixos. Setor Público e Serviços Sociais: Onde os Melhores Rendimentos se Concentram O segmento de administração pública, educação, saúde e serviços sociais apresenta os **melhores rendimentos médios** para pessoas com deficiência. Nesse setor, os rendimentos chegam a **R$ 3.223**, o que ainda representa apenas 78% do valor recebido por pessoas sem deficiência no mesmo segmento, que é de R$ 4.146. Apesar de ser o setor com melhor remuneração para PCDs, a diferença percentual em relação aos sem deficiência se mantém significativa. Isso sugere que mesmo em áreas de maior prestígio e melhor remuneração, a **desigualdade salarial persiste**, demandando atenção e ações corretivas. Impacto na Renda Domiciliar e Nível de Ocupação Nos lares com a presença de um morador com deficiência, a renda proveniente do trabalho representa apenas **55,7% do rendimento médio total do domicílio**. Os outros 44,3% vêm de outras fontes, indicando uma maior dependência de rendas não laborais. Em contraste, nos lares sem pessoas com deficiência, a renda do trabalho responde por uma parcela muito maior, **78,4% do rendimento total**, com apenas 21,6% vindo de outras fontes. Essa diferença ressalta o **impacto financeiro da deficiência no núcleo familiar**. Baixo Nível de Ocupação e Desafios Específicos O nível de ocupação entre pessoas com deficiência é de apenas **29%**, o que significa que apenas três

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Saúde revoluciona tratamento renal no SUS: novas terapias e foco em transplante para prevenir doença crônica

Saúde qualifica assistência para prevenir progressão de doença renal crônica no SUS O Ministério da Saúde anunciou uma **ampliação e qualificação significativa no cuidado especializado** para pessoas com doença renal crônica no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo principal é garantir que os pacientes recebam assistência em tempo adequado, **evitando a progressão da doença** e diminuindo a incidência de casos graves. Essa nova organização do cuidado, implementada através do programa Agora Tem Especialistas, integra consultas, exames e procedimentos em pacotes coesos. Essa abordagem visa otimizar o atendimento e, em alguns casos, os valores pagos por esses serviços foram aumentados em até 360%, como exemplificado pela preparação para hemodiálise, cujo valor subiu de R$ 940,22 para R$ 3.000,63. A iniciativa, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, busca reduzir o tempo de espera entre as diferentes etapas do tratamento, assegurar um acompanhamento contínuo e preparar os pacientes para a terapia renal substitutiva no momento mais oportuno. Essa estratégia é fundamental para o manejo eficaz da doença renal crônica. Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) agilizam o tratamento renal A nova estrutura de atendimento opera por meio das chamadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs). Cada OCI reúne, em um único pacote, todos os cuidados essenciais que um paciente com doença renal crônica necessita, levando em consideração o estágio da doença e suas particularidades. Isso inclui consultas com especialistas, exames laboratoriais e de imagem essenciais, além de acompanhamento multiprofissional e outros procedimentos necessários. O foco é criar um fluxo de atendimento mais eficiente, **reduzindo a fragmentação do cuidado**. Ao ter as diferentes etapas da assistência reunidas, o paciente tem maior segurança e o tratamento se torna mais contínuo e eficaz, prevenindo complicações e a necessidade de intervenções mais drásticas. Atualização no tratamento da anemia em pacientes renais Paralelamente à reorganização do cuidado, o Ministério da Saúde também atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Anemia na Doença Renal Crônica. Essa atualização incorpora ao SUS novas e importantes opções terapêuticas para combater a anemia associada à doença renal, como a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica. Esses novos tratamentos representam um avanço no manejo de uma das complicações mais comuns e debilitantes da doença renal. Transplante renal ganha destaque na linha de cuidado O transplante renal é uma parte crucial da linha de cuidado para pessoas com doença renal crônica. Com as novas OCIs, o acompanhamento especializado tem o potencial de identificar e encaminhar pacientes com indicação para avaliação de transplante ainda antes de iniciarem a diálise. As regras do Sistema Nacional de Transplantes já preveem que pacientes em estágio avançado da doença renal, mesmo sem diálise, sejam informados sobre a possibilidade de transplante e tenham acesso à avaliação especializada. Essa abordagem proativa, focada no cuidado pré-diálise, é fundamental para otimizar as chances de sucesso do transplante e para preparar os pacientes adequadamente. O ministério reforça que o cuidado antes da diálise contribui significativamente para identificar e encaminhar pacientes que podem se beneficiar de um transplante renal, oferecendo uma nova perspectiva de vida.

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Fiocruz revela 42 Destaques Regionais da 13ª Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente; veja os trabalhos selecionados

Fiocruz anuncia os talentos da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, inspirando jovens cientistas A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou os 42 trabalhos que foram selecionados como Destaques Regionais na 13ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). Estes trabalhos, escolhidos por comissões avaliadoras em sete regionais, avançam automaticamente para a etapa nacional da competição. A solenidade de premiação nacional está marcada para o dia 30 de novembro, e acontecerá no Campus Manguinhos da Fiocruz, localizado no Rio de Janeiro. A iniciativa busca aproximar a ciência da realidade escolar e incentivar a curiosidade e a criatividade dos jovens. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, a 13ª Obsma atraiu cerca de 1,5 mil trabalhos inscritos, envolvendo 9 mil alunos e quase 3 mil professores de escolas públicas e privadas de todo o país. A competição, que ocorre a cada dois anos, corresponde ao biênio 2025-2026 e celebrou a participação estudantil em diferentes categorias, como Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências. Ciência e Juventude em Foco: A Abordagem da Obsma Os 42 trabalhos selecionados como Destaques Regionais apresentam uma rica diversidade de abordagens para os desafios ambientais, sociais e de saúde. O diferencial é que todas as propostas surgem a partir do olhar e das experiências vivenciadas pelos próprios estudantes, demonstrando um forte engajamento com as questões que afetam suas comunidades. As comissões avaliadoras foram compostas por um time multidisciplinar, reunindo pesquisadores, professores, jornalistas, designers, cineastas e outros profissionais. Essa diversidade de perspectivas garantiu uma análise aprofundada e abrangente de cada projeto submetido à competição da Obsma. Formando Gerações com Consciência Científica Cristina Araripe, coordenadora nacional da Obsma e coordenadora de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic) da Fiocruz, ressalta a importância da iniciativa. “A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é uma iniciativa fundamental porque aproxima a ciência da escola e mostra, desde cedo, que meninas e meninos podem ocupar esse espaço”, afirma Araripe. Ela complementa que, ao valorizar a curiosidade, a criatividade e a participação ativa dos estudantes, a Obsma contribui significativamente para a formação de uma nova geração. “Essa geração será capaz de olhar para os desafios da sociedade e construir soluções por meio da ciência”, conclui a coordenadora, destacando o papel da Obsma no desenvolvimento científico juvenil. Como Consultar os Trabalhos Selecionados A lista completa com os 42 trabalhos selecionados como Destaques Regionais da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) já está disponível. Os interessados podem consultar os nomes das escolas e os trabalhos premiados por cada região do país diretamente no Campus Virtual da Fiocruz. Em breve, a Fiocruz também anunciará os trabalhos que receberam Menção Honrosa, ampliando o reconhecimento às iniciativas inovadoras dos estudantes na Obsma. A Fundação reitera o compromisso em promover a educação científica e a conscientização ambiental entre os jovens brasileiros.

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Fundação Pró-Sangue Alerta: Estoques Críticos de Sangue O Negativo e Outros Tipos Pedem Doação Urgente em SP

Fundação Pró-Sangue apela por doações de sangue diante de estoques em nível crítico A Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo emitiu um alerta urgente sobre a queda significativa nos estoques de determinados tipos sanguíneos nas últimas semanas. A situação é considerada crítica, especialmente para os tipos O positivo, O negativo, A negativo e B negativo, que se encontram em níveis preocupantes. A preocupação é ainda maior com os tipos sanguíneos negativos, que, segundo especialistas da instituição, são **fundamentais para o atendimento de emergência e para pacientes em estado grave**. A escassez desses tipos pode comprometer diretamente o tratamento de vidas em situações de risco. A Fundação Pró-Sangue reforça a importância da solidariedade e do ato de doar sangue, que salva vidas diariamente. A instituição pede o apoio da população para reverter esse quadro e garantir que todos os pacientes recebam o tratamento necessário. As informações foram divulgadas pela própria Fundação Pró-Sangue. Fatores que Agravam a Baixa nos Estoques Historicamente, as baixas temperaturas do inverno contribuem para uma diminuição no número de doações de sangue. No entanto, a Fundação Pró-Sangue aponta que este cenário tem sido agravado por outros fatores que **desestimulam ou impedem temporariamente a doação**. Um exemplo recente é a vacina contra o sarampo, que exige um período de espera de quatro semanas para que a pessoa possa doar sangue após a imunização. Da mesma forma, a vacina da gripe também impõe um período de impedimento de 48 horas para doadores. Esses intervalos, embora necessários para a segurança do doador e do receptor, impactam diretamente a disponibilidade de bolsas de sangue nos hemocentros. A Fundação Pró-Sangue orienta que as pessoas aptas a doar e que ainda não se vacinaram contra o sarampo **priorizem a doação de sangue antes de receber a vacina**, para ajudar a manter os estoques equilibrados. O Impacto da Falta de Sangue e a Importância do Tipo O Negativo A compatibilidade sanguínea é um fator crucial para a realização de transfusões seguras e eficazes. A falta de um tipo específico de sangue pode desencadear um **efeito dominó**, levando à queda nos estoques de outros tipos sanguíneos. Essa interdependência ressalta a necessidade de manter todos os estoques em níveis adequados. A escassez do tipo **O negativo** é particularmente grave, pois este tipo sanguíneo é conhecido como o **doador universal**, podendo ser transfundido para pacientes de todos os outros tipos. Sua disponibilidade é vital em situações de emergência onde o tempo é essencial e a identificação do tipo sanguíneo do paciente pode ser demorada. Onde e Como Doar Sangue em São Paulo A Fundação Pró-Sangue disponibiliza diversos postos de coleta para facilitar o acesso dos doadores. Entre eles, destacam-se o Posto Clínicas, localizado no Hospital das Clínicas, próximo às estações Clínicas e Oscar Freire do metrô; o Posto Dante Pazzanese, no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, na região do Parque do Ibirapuera (metrô Ana Rosa); e o Posto Mandaqui, no Hospital do Mandaqui, na Zona Norte da capital paulista. Há também postos em Osasco e Barueri. O agendamento

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