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Marina Sena choca o Rock in Rio ao rasgar boneco de pano em show místico e hipnotizante; entenda a performance

Marina Sena protagoniza momento teatral e avassalador no Rock in Rio, rasgando boneco de pano ao cantar sobre término

A cantora Marina Sena fez sua aguardada estreia solo no Palco Sunset do Rock in Rio neste domingo (13). Após passagens como convidada e em tributos, a artista mineira apresentou um show que mergulhou em suas raízes e identidade, com uma forte influência da cultura norte-mineira.

O espetáculo foi marcado por uma atmosfera orgânica, com instrumentos como rabeca e violões, além de elementos visuais que remetiam ao feito à mão e a símbolos das festas de agosto, típicas da região. A apresentação transitou entre o realismo mágico, a hipnose e até um toque de horror, culminando em um final explosivo.

Um dos momentos mais comentados foi a performance de “Ouro de Tolo”, onde Marina Sena declamou um poema para um boneco de pano e, em seguida, o despedaçou. A cena, que aconteceu após a cantora assumir o fim de um relacionamento, gerou interpretações diversas, embora ela tenha afirmado ao g1 que o ato “não foi uma indireta”. A informação é do g1.

Raízes e identidade norte-mineira em destaque no Palco Sunset

Marina Sena, natural de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais, utilizou o palco do Rock in Rio para explorar as temáticas de seu álbum “Coisas Naturais”, que aborda suas origens e identidade. Trechos de músicas como “Desentoado”, do Grupo Raízes, como “Eu sou fruta do Norte / No curral, sou boi de corte”, ecoaram a forte ligação da artista com sua terra.

A concepção visual e sonora do show buscou refletir essa brasilidade, com uma sonoridade que mesclava a tradição com a modernidade pop. O repertório incluiu singles como “Taiobeiras (Folha Grande)” e “Carta de Maria”, além de parcerias marcantes.

Participação de Céu e a força dos hits que aqueceram o público

A cantora paulistana Céu foi a convidada especial da noite, participando de “Varanda Suspensa” e “Malemolência”. Apesar da harmonia vocal entre as duas artistas, a participação de Céu foi considerada breve e o som baixo prejudicou a experiência, deixando parte do público disperso, conforme relatado.

O show ganhou força com a sequência de hits que animou a plateia, especialmente em uma noite chuvosa. Músicas como “Por Supuesto”, “Voltei Pra Mim” e “Lua Cheia” foram essenciais para engajar o público, que buscou aquecimento em meio ao clima frio.

Um final apoteótico entre horror e euforia

O encerramento do show foi teatral e impactante. A entrada de um enorme “monstro” no palco intensificou a atmosfera de mistério e euforia. Marina Sena finalizou sua apresentação com “Carnaval” e “Desmitificar”, em um momento de pura energia e transcendência.

A cantora gritou para a plateia: “Quero ver todo mundo transcendendo nessa p*rra”, convidando o público a se entregar à experiência mística e intensa proposta pelo espetáculo. A performance de Marina Sena resumiu sua habilidade em unir a mística brasileira com a música pop, sem perder a essência de nenhuma das duas vertentes.

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