Rock in Rio 2026: Os 10 melhores shows e as 5 maiores decepções, de Elton John a Nelly
A Cidade do Rock se despediu de mais uma edição memorável do Rock in Rio neste domingo (13). Com mais de 120 atrações espalhadas por sete dias de festival, o evento celebrou a diversidade musical, do metal ao k-pop, reunindo centenas de milhares de fãs apaixonados.
O g1 acompanhou de perto todos os shows dos palcos principais, Mundo e Sunset, e compilou listas dos 10 melhores e 5 piores momentos. Os critérios de avaliação levaram em conta não apenas o talento e a relevância de cada artista, mas também a performance no festival, a reação do público, a escolha do setlist, a execução das músicas e a qualidade técnica da apresentação.
Confira agora os destaques e as decepções que marcaram o Rock in Rio 2026, de acordo com a análise do g1.
Os 10 melhores shows do Rock in Rio 2026: Uma celebração de talento e energia
Abrindo a lista dos melhores, o veterano Elton John emocionou o público em sua terceira vinda ao Rock in Rio, tornando-se o headliner mais velho da história do festival. Com um repertório repleto de hinos românticos e clássicos do rock radiofônico, como “I Guess That’s Why They Call It the Blues” e “Goodbye Yellow Brick Road”, ele provou que seu legado musical permanece inabalável.
A estreia histórica do k-pop no festival teve em Hwasa um de seus grandes triunfos. A cantora sul-coreana, integrante do girlgroup Mamamoo, consolidou sua carreira solo com uma performance poderosa, marcada pela autoestima, empoderamento e sensualidade, quebrando moldes do k-pop com canções como “Chili” e “Maria”.
Outro destaque do k-pop foi o grupo Stray Kids, que, apesar de ter a plateia como um dos maiores espetáculos, entregou coreografias precisas e momentos de interação, como a performance de “Domino” e a surpresa ao cantar um trecho de “Ai se eu te pego”.
Bring Me The Horizon agitou a galera com um show enérgico, que incluiu a participação de um fã no palco e a celebração de músicas do primeiro álbum, mesmo com o vocalista Oli Sykes confundindo Rio de Janeiro com São Paulo.
A banda britânica Jamiroquai, mesmo tocando no Palco Sunset antes do k-pop no Palco Mundo, conquistou o público com seu groove atemporal, misturando funk, soul e disco. A performance fez até mesmo as crianças presentes dançarem.
Foo Fighters entregou uma performance segura, com Dave Grohl mostrando boa forma vocal. A banda emocionou ao dedicar “Aurora” ao falecido baterista Taylor Hawkins e incluiu a balada “Marigold” no setlist.
Marina Sena fez sua aguardada estreia solo no Rock in Rio, no Palco Sunset, explorando suas raízes mineiras com uma performance orgânica e visualmente rica, com destaque para “Coisas Naturais”.
Pedro Sampaio abriu a programação do Palco Mundo com um show vibrante, marcando uma nova fase em sua carreira e animando a multidão com sua energia contagiante.
João Gomes ampliou as fronteiras do piseiro e forró no festival, apresentando-se com a Orquestra Brasileira e contagiando o público com seu carisma.
Péricles canta Motown surpreendeu ao deixar o samba de lado e abraçar o soul e o R&B norte-americanos, entregando uma performance emocionante com hits do gênero.
As 5 maiores decepções do Rock in Rio 2026: Expectativas não atendidas
Na outra ponta do festival, algumas apresentações não corresponderam às expectativas. Nelly, que comandou uma festa nostálgica com DJ e hype man, foi apontado como a maior decepção. A performance enxuta, com pouca direção artística e versões curtas de hits de outros artistas, deixou a desejar, apesar de o público ter aprovado a ideia.
MGK enfrentou uma plateia dividida e hostil em alguns momentos, com fãs de Avenged Sevenfold demonstrando insatisfação. Apesar de tentar apostar em músicas mais pesadas, a performance não funcionou em uma noite voltada ao rock pesado.
A banda britânica Hot Milk, apesar de tocar em um horário privilegiado no Palco Sunset, encontrou um público modesto e pouco engajado. A frustração da vocalista Han Mee, que clamava por mais energia da plateia, foi palpável.
Luísa Sonza, que convidou Menescal, decepcionou com um show pop que dedicou um pequeno bloco à bossa nova. A baixa presença de público e o som embolado e estourado prejudicaram a apresentação.
J Balvin, estreante no Rock in Rio, apesar de ter mantido o público animado com a participação de Pedro Sampaio e Melody, foi menos engajado que outras atrações, não conseguindo sustentar o mesmo nível de energia antes de Demi Lovato e Maroon 5.




