Trump Expulsa CNN e Politico da Casa Branca, Intensificando Guerra Contra a Imprensa Crítica
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (18) uma medida drástica ao banir permanentemente da Casa Branca veículos de imprensa considerados críticos ao seu governo. A decisão afeta inicialmente a emissora CNN, o site Politico e a rede MS NOW, com o republicano deixando em aberto a possibilidade de estender a proibição a outros veículos.
A justificativa apresentada pelo presidente para a expulsão é a acusação de que essas mídias estariam publicando consistentemente “notícias falsas” e “mentiras” sobre sua gestão. Trump expressou seu cansaço com o que considera um acúmulo de reportagens negativas e direcionadas a prejudicar os republicanos.
A medida, que visa restringir o acesso de jornalistas que cobrem o governo de forma crítica, surge em um momento delicado, a poucas semanas das eleições de meio de mandato. A decisão já gerou reações fortes dos veículos atingidos, que classificaram o ato como um ataque à liberdade de imprensa e prometeram defender seus direitos constitucionais.
CNN e Politico Reagem Fortemente ao Banimento Presidencial
A CNN classificou o banimento como um “ataque ilegal” à liberdade de imprensa, reafirmando que sua cobertura é “justa e precisa” e protegida pela Constituição dos Estados Unidos. Em nota, a emissora declarou que uma proibição seria um “ataque ilegal a esse direito fundamental e constitucionalmente protegido”.
Por sua vez, o Politico também reforçou a garantia constitucional que salvaguarda o trabalho jornalístico, prometendo “defender vigorosamente” seus direitos e afirmando que “continuará a noticiar de forma justa sobre esta Casa Branca e as futuras”. O veículo ainda refutou categoricamente as acusações de Trump de ter recebido subsídios governamentais.
Acusações Infundadas e Histórico de Ataques à Mídia
Donald Trump acusou o Politico de ter recebido US$ 8 milhões do governo americano durante a gestão de Joe Biden, alegações que foram negadas pelo site. Sem apresentar exemplos concretos do que considera “notícia falsa”, o presidente reiterou que “os veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou noticiar FICÇÃO e MENTIRAS constantemente quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos ou o governo Trump”.
O republicano admitiu que a decisão foi tomada devido ao “acúmulo de histórias” negativas nos últimos dois anos. Ele declarou que a imprensa “escreve notícias negativas de propósito porque querem tentar diminuir os republicanos e uma gestão republicana”.
Um Padrão de Confronto com a Imprensa
Este não é o primeiro ataque de Trump à imprensa. Em março de 2025, ele já havia classificado meios de comunicação críticos como “ilegais e corruptos”, direcionando críticas à CNN e à MSNBC, que ele acusou de serem “braços políticos do Partido Democrata”. Na ocasião, Trump chegou a dizer que o que faziam “é ilegal”.
Desde seu primeiro mandato (2017-2021), Trump tem atacado a imprensa com intensidade sem precedentes, chamando jornalistas de “inimigos do povo” e “produtores de fake news”. Questionado sobre a possibilidade de a nova medida ser contestada judicialmente, ele respondeu: “Vamos ver. Acho que é bom deixar isso claro, sobreviva ou não [na Justiça]”.
Ameaças à Democracia e Perda de Status Liberal
A postura de Trump em relação à imprensa tem sido um dos motivos para a perda de status dos EUA como “democracia liberal”, passando a ser considerada apenas uma “democracia eleitoral” pelo instituto V-Dem. O relatório de 2025 alertou para o “rápido declínio da democracia americana” sob o republicano, evidenciando a preocupação internacional com as restrições impostas à liberdade de expressão e ao trabalho jornalístico no país.





