Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Marcos Sacramento ‘Sambear’: O Palco Vira Roda de Samba com Alma Afro-Brasileira e Vibração no Circo Voador

Marcos Sacramento celebra a essência do samba em show vibrante que une tradição e ancestralidade no Rio de Janeiro.

Na noite de sexta-feira, 18 de setembro, o Circo Voador, no Rio de Janeiro, foi palco da estreia do show “Sambear”, de Marcos Sacramento. A apresentação é uma fiel transposição da roda de samba “Samba do Sacramento”, conhecida por reunir o cantor com seu público em espaços do centro da cidade.

O espetáculo, que abriu com o tradicional ponto de umbanda “O sino da igrejinha”, carrega uma forte carga de afro-brasilidade e espiritualidade. Marcos Sacramento demonstra sua fé inabalável no samba e na identidade do povo brasileiro, transformando o palco em um altar de celebração.

A musicalidade e a política se entrelaçam em um repertório que passeia por clássicos e pérolas do samba. Acompanhado por uma banda de peso, Sacramento emocionou a plateia com canções que ecoam a resistência e a alegria de um povo, conforme informações divulgadas sobre o evento.

A força da ancestralidade e a poesia do samba

Desde a emocionante interpretação de “Canto das três raças”, de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, um hino que completa 50 anos de sua gravação por Clara Nunes, até a potente “A batucada dos nossos tantãs”, de Sereno, Adilson Gavião e Robson Guimarães, o show “Sambear” é um manifesto. O samba se revela como ferramenta de resistência e celebração da vida.

O palco do Circo Voador se encheu de vida com a presença de Marcos Sacramento, que correu de um lado para o outro, dando voz a um repertório cuidadosamente selecionado. A banda que o acompanhava, com a força de uma orquestra, proporcionou arranjos primorosos, com cordas, sopros e percussões.

Virtuosismo musical e entrega teatral

Músicos como o violonista Luiz Flávio Alcofra, o multi-instrumentista Elísio Freitas e o cavaquinhista Lucas Machado brilharam em suas performances. O solo de guitarra de Freitas em “Você me vira a cabeça (Me tira do sério)”, de Chico Roque e Paulo Sérgio Valle, intensificou a entrega emocional de Sacramento. Já Machado conquistou o público com seus improvisos de partideiro em “Alguém me avisou”, de Dona Ivone Lara.

Apesar de uma noite com outros eventos gratuitos na Lapa, o que pode ter impactado o público presente, Marcos Sacramento não se intimidou. Ele entregou um show quente, impulsionado pela sua performance e pelos arranjos caprichados da banda. A vibração vinha, em grande parte, do palco.

Um repertório que atravessa gerações

O show “Sambear” é uma jornada pela história do samba, reverenciando seus pioneiros e celebrando suas vertentes. Sacremento homenageou os bambas do Estácio com sambas como “Se você jurar” e “Nem é bom falar”, de Ismael Silva e Nilton Bastos. A diva Clementina de Jesus foi lembrada com “Yaô” e “Benguelê”, de Pixinguinha e Gastão Viana.

A linha temporal do samba se estendeu até as contemporâneas Manu da Cuíca e Marina Iris, parceiras no samba “Virada” (2021). O show também incluiu a força ideológica de Jorge Aragão, com “Identidade”, um manifesto de orgulho negro, e encerrou com o clássico “Vou festejar”, de Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias, deixando uma impressão positiva e a sensação de que “Sambear” tem potencial para voos ainda maiores.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos