Terremoto de magnitude 7,7 atinge Panamá, deixando rastro de destruição e feridos
Um forte terremoto de magnitude 7,7 abalou o Panamá na sexta-feira (9), deixando um saldo de pelo menos 27 pessoas feridas e causando significativos danos em diversas províncias do país. O tremor, sentido por quase um minuto, teve seu epicentro a dez quilômetros de Pitaloza Arriba, na província de Herrera, no centro-sul panamenho. As autoridades revisaram a magnitude inicial após diferentes estimativas, confirmando a força devastadora do sismo.
O desabamento de edifícios e a destruição de infraestruturas foram os principais impactos reportados, gerando pânico entre a população. Cidades como Penonomé, a 150 quilômetros da Cidade do Panamá, e Tonosí, com cerca de 9.000 habitantes, figuram entre as áreas mais severamente atingidas, com estradas e serviços básicos comprometidos.
Conforme informação divulgada pelas autoridades panamenhas, mais de cem tremores secundários foram registrados após o sismo principal, aumentando a apreensão e dificultando os trabalhos de resgate e avaliação de danos. A situação mobilizou esforços de ajuda humanitária e solidariedade internacional.
Danos generalizados e áreas mais afetadas pelo terremoto
As províncias de Los Santos, Herrera, Veraguas e Coclé foram as mais atingidas pelos efeitos do terremoto. Em Penonomé, Juana Alveo, 38 anos, relatou o terror vivido: “Foi horrível, algo que nunca tínhamos vivido. Minha filha ficou presa na escola. Graças a Deus estamos bem”. Os danos se estenderam a residências, centros educacionais, hospitais, igrejas, prédios governamentais, pontes e rodovias, com algumas estradas descritas como “totalmente destruídas” ou “completamente colapsadas” pelo presidente panamenho, José Raúl Mulino.
Resposta emergencial e ajuda internacional
O Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc) confirmou que 27 pessoas sofreram ferimentos leves em todo o país. Felizmente, não há registros de mortos. Em resposta à catástrofe, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) anunciou a doação de US$ 250 mil para atenção humanitária imediata, além de disponibilizar outros US$ 50 milhões em linhas de financiamento para emergências. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também informou que o departamento está mobilizando recursos e funcionários para prestar assistência.
Impacto nas operações do Canal e aeroportos
Apesar da magnitude do evento, as autoridades do Canal do Panamá asseguraram que a operação da via marítima, crucial para o comércio internacional, segue normal. Contudo, o aeroporto de Tocumen, um importante hub aéreo na América Latina, teve suas operações temporariamente suspensas, com alguns voos sendo desviados. A cidade de Tonosí, em particular, ficou incomunicável por via terrestre, segundo o ministro da Saúde, Fernando Boyd.
Solidariedade internacional se manifesta
Diversos líderes latino-americanos expressaram solidariedade ao Panamá e ofereceram ajuda. Os presidentes da Colômbia, Abelardo de la Espriella, do Equador, Daniel Noboa, e da Guatemala, Bernardo Arévalo, juntamente com outros governos, manifestaram disposição para enviar apoio em caso de necessidade, demonstrando a união regional diante de desastres naturais.





