Um tributo sonoro que resgata a essência afro-brasileira
Um ano após o lançamento dos singles ‘Atabaque chora’ e ‘Deixa a gira girar’, o coletivo Pra Gira Girar apresenta seu aguardado álbum de estreia, ‘Pra Gira Girar – Uma Celebração aos Tincoãs’. Lançado em 30 de outubro pelo selo Amor in Sound, o trabalho é uma profunda homenagem ao grupo Os Tincoãs, pioneiro na música afro-brasileira com forte carga ancestral e espiritual.
A obra, com arte de capa de Ilana Paterman, reúne 12 canções que celebram a rica discografia de Os Tincoãs, grupo baiano formado em Cachoeira (BA) em 1960 e que ganhou projeção nacional na década de 1970. A iniciativa busca reacender a memória e a influência deste grupo fundamental para a cultura brasileira.
Conforme informação divulgada pelo coletivo, o álbum é uma resposta à excelente recepção do show de tributo. “Esse disco é uma consequência do show, nada tínhamos planejado. No entanto, entendemos que essa obra era riquíssima e que pouca gente viu Os Tincoãs em cena”, explica Alvaro Lancellotti, mentor do projeto. A ideia era reapresentar o grupo para novas gerações.
Produção de peso e músicos renomados dão vida ao álbum
A produção musical de ‘Pra Gira Girar – Uma Celebração aos Tincoãs’ ficou a cargo de Mário Caldato, com a colaboração essencial do baixista Alexandre Kassin. O núcleo do coletivo Pra Gira Girar é formado por Alvaro Lancellotti (voz), Alan de Deus (voz), Michele Leal (voz) e Pedro Costa (guitarra), responsáveis por dar nova roupagem às canções.
O álbum conta ainda com a participação especial de Alexandre Kassin (baixo e coprodução), Anna Magalhães (percussão), Diogo Gomes (trompete) e Zé Manoel (piano e voz). O percussionista Zero Awá, falecido em 2025, também integra a ficha técnica em uma homenagem póstuma, com o disco editado em formato LP.
Repertório que evoca a ancestralidade e a espiritualidade
O repertório selecionado para o álbum abrange momentos marcantes da trajetória de Os Tincoãs. Estão presentes faixas como ‘A força da Jurema’ (1973), ‘Cordeiro de Nanã’ (1977), ‘Lamento à s águas’ (1977), ‘Na beira do mar’ (1973), ‘Oxossi te chama’ (1975) e ‘Salmo’ (1975).
Essas e outras composições foram escolhidas para representar a fase áurea dos Tincoãs, transmitindo a força e a profundidade de suas mensagens. O coletivo Pra Gira Girar se dedica a manter vivo o legado deste grupo, explorando a riqueza da música afro-brasileira e sua conexão com as raízes culturais do país.
Um convite à celebração e à redescoberta
O lançamento de ‘Pra Gira Girar – Uma Celebração aos Tincoãs’ não é apenas um disco, mas um convite para que o público conheça ou redescubra a obra de um grupo que moldou gerações. A sonoridade contemporânea aliada à reverência às origens promete encantar fãs de todas as idades.
O projeto do coletivo Pra Gira Girar reforça a importância de preservar e divulgar a música que carrega a história e a alma do Brasil. A celebração aos Tincoãs é, portanto, um ato de respeito à memória musical e espiritual do país.




