Cataratas do Iguaçu atingem maior vazão de 2026, levando à interdição de passarela e alterando rotas turísticas
As majestosas Cataratas do Iguaçu registraram um impressionante volume de água nesta quarta-feira (14), alcançando a marca de 15,8 milhões de litros por segundo. Este é o maior fluxo registrado no ano de 2026 até o momento, demonstrando a força da natureza que molda esta maravilha mundial.
Essa elevação expressiva na vazão é uma consequência direta das intensas chuvas que têm atingido o estado do Paraná desde o último fim de semana. Diante desse cenário, a concessionária Urbia, responsável pela gestão do parque, ativou os protocolos de segurança para garantir a integridade dos visitantes e da estrutura.
Conforme informação divulgada pela gestão do parque, a situação levou ao fechamento de alguns circuitos e à retirada de grades de passarelas. Acompanhe os detalhes sobre as interdições e o funcionamento atual do parque, além de entender como funciona o monitoramento que define essas ações.
Impacto da Alta Vazão nas Cataratas do Iguaçu
A passarela das Cataratas, em frente ao Salto Floriano, encontra-se interditada desde o último domingo (11). Além disso, o trecho inferior do Espaço Naipi também está inacessível. Outras áreas como o Circuito São João e o Espaço Usina foram fechados na segunda-feira (12), com as grades da passarela das Cataratas sendo retiradas na terça-feira (13) para permitir a livre passagem do grande volume de água.
Do lado argentino, o Parque Nacional Iguazú permanece aberto, mas com suas três trilhas panorâmicas interditadas. Os circuitos Superior e Inferior foram fechados, e a famosa passarela argentina da Garganta do Diabo, desmontada em agosto, tem previsão de reabertura apenas em dezembro.
Monitoramento e Protocolos de Segurança em Ação
A equipe técnica do parque monitora o volume do Rio Iguaçu diariamente, intensificando o acompanhamento a cada hora em caso de temporais. O protocolo de fechamento da passarela das Cataratas é acionado quando a vazão ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e demonstra tendência de aumento. A retirada das grades ocorre a partir dos 9 milhões de litros por segundo, para facilitar o escoamento da água.
A reabertura da passarela e das trilhas depende da redução do volume para, no mínimo, 8,5 milhões de litros por segundo, além de uma avaliação criteriosa da equipe técnica e do engenheiro responsável. A vazão atual, mais de dez vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo, contrasta com o recorde de junho de 2014, quando atingiu 46,3 milhões de litros por segundo.
Previsão de Chuvas e Impacto Contínuo
As projeções meteorológicas indicam que o Paraná continuará sob influência de chuvas intensas até o final de outubro. Espera-se que grande parte do estado acumule entre 100 e 300 milímetros de água nas próximas semanas, com algumas previsões apontando para um volume de até 500 milímetros em certas regiões.
Apesar das interdições, a Trilha das Cataratas e seus mirantes permanecem abertos para visitação, permitindo que os turistas ainda possam apreciar a beleza das quedas, mesmo com as restrições pontuais. As autoridades reforçam a importância de seguir as orientações de segurança durante a visitação.




