Sain, filho de Marcelo D2, revoluciona o hip hop com “Última Mesa da Lapa”, um álbum que celebra a cultura do rádio
O rapper carioca Sain está prestes a lançar seu mais novo trabalho, o álbum “Última Mesa da Lapa”, com lançamento marcado para hoje, quinta-feira, 15 de outubro. Em seu novo projeto, Sain não apenas explora as batidas do hip hop, mas também mergulha profundamente no universo radiofônico, recriando a experiência de sintonizar uma emissora.
O álbum se destaca pela estrutura criativa, onde as 18 faixas são sequenciadas como uma programação contínua de rádio. Sain, que também assina a produção musical, é o responsável por 17 das 18 batidas apresentadas, delegando apenas uma faixa ao duo paulistano Deekapz. A proposta é imersiva, repleta de vinhetas, conversas, ruídos e, claro, muita música.
Além de ser o maestro sonoro, Sain assume o papel de apresentador dessa rádio imaginária. Conforme divulgado, o artista recebe uma lista impressionante de convidados para participações especiais ao longo do disco. Entre eles estão BK, Leall, Luccas Carlos, Akilla, Ca$hline, DG, Jxnv$, Matchola, Murica Sujão, Peres e Rare Gnxt, enriquecendo ainda mais a diversidade sonora.
O Rádio como Palco Principal
A concepção de “Última Mesa da Lapa” vai além da música, transformando o álbum em uma verdadeira experiência radiofônica. Sain utiliza elementos como vinhetas, vozes e até ruídos para construir a atmosfera de uma estação de rádio fictícia. O radialista Leandro Resende marca presença como locutor, adicionando autenticidade à proposta.
Intervenções de artistas como MC Carol de Niterói, João Gomes, Di Melo e Kib7 também foram incorporadas ao disco, funcionando como vinhetas e momentos de transição que aprofundam a imersão. Essa abordagem inovadora promete cativar os ouvintes e oferecer uma nova perspectiva sobre a produção musical no gênero.
Diversidade de Ritmos e Influências
A frequência principal de “Última Mesa da Lapa” é, sem dúvida, o hip hop, mas Sain demonstra maestria ao transitar por uma variedade de outros gêneros musicais. O álbum passeia com fluidez pelo boom bap, R&B, samba e até MPB, mostrando a amplitude artística do rapper e produtor.
Faixas como “Bloco 7”, “Profecias profanas”, “Guerreiros no jardim”, “Luz acesa”, “Abismo”, “Nada mudou”, “Febre desgraçada”, “Palermo”, “Chablis e vieiras”, “Preciso”, “Balada sem nome”, “Melhorei”, “Papo na lógica”, “Gangsta”, “Passaporte cheio”, “Jogo sujo”, “Última mesa da Lapa” e “Late checkout” são exemplos dessa rica mistura de estilos e temáticas que compõem o trabalho.
Herança Musical e Busca pela Batida Perfeita
Sain segue os passos de seu pai, o icônico Marcelo D2, na busca incessante pela batida perfeita. A dedicação à produção musical é evidente em “Última Mesa da Lapa”, onde o rapper assume a responsabilidade pela sonoridade de quase todas as faixas. Essa autonomia criativa reflete um amadurecimento artístico e uma visão clara para o projeto.
A influência da cultura do rádio, tão presente na obra de D2, parece ter sido absorvida e reinventada por Sain em seu novo álbum. A proposta de transformar um disco em uma programação de rádio completa é um feito notável e demonstra a originalidade de seu trabalho, consolidando-o como um nome promissor na cena do hip hop brasileiro.




