Julgamento de Russell Brand expõe relatos perturbadores de supostos crimes sexuais contra seis mulheres
O ator e comediante Russell Brand está no centro de um julgamento em Londres, enfrentando acusações graves de crimes sexuais. Seis mulheres apresentaram depoimentos detalhados, gravados pela polícia, descrevendo supostos estupros, agressões sexuais e importunação sexual. Os incidentes teriam ocorrido ao longo de uma década, entre 1999 e 2009, período em que Brand ascendeu de comediante a estrela de Hollywood.
Brand nega veementemente todas as acusações, afirmando nunca ter mantido relações ou praticado atos sexuais sem consentimento. A defesa do ator espera um desfecho positivo para todas as partes envolvidas, enquanto o julgamento, que começou no Tribunal da Coroa de Southwark, segue com a expectativa de terminar em dezembro. A promotoria, por sua vez, descreveu Brand como um “predador sexual implacável, calculista e manipulador”.
Conforme informações divulgadas pelo g1, os depoimentos das denunciantes traçam um quadro sombrio, detalhando momentos de medo, coerção e tratamento desrespeitoso. As alegações incluem desde pedidos para fotografias íntimas até ser arrastada para banheiros. Russell Brand tem comparecido ao tribunal acompanhado de sua esposa, Laura Brand, durante as sessões.
Fotos íntimas e medo no hotel: o primeiro relato chocante
Uma das denunciantes relatou ter sido estuprada em um quarto de hotel em 1999. Segundo seu depoimento, tudo começou quando Brand a pediu para tirar fotos dele seminú. A situação tomou um rumo assustador quando ela começou a sentir medo, sendo então empurrada na cama e tendo suas roupas retiradas à força. Mesmo tentando se afastar, ela não conseguiu, declarando explicitamente que disse “não”.
Após o suposto estupro, a vítima contou que Brand agiu como se nada tivesse acontecido. O medo a levou a trancar a porta do quarto com uma cadeira, receosa de que ele retornasse. Ela passou horas se lavando, sentindo-se “suja” e culpando a si mesma pelo ocorrido, um relato que evidencia o impacto psicológico do suposto crime.
Arrastada para o banheiro: a agressão em local de trabalho
Outra mulher descreveu um incidente perturbador em seu local de trabalho. Ela afirmou ter sido arrastada por Russell Brand para dentro de uma cabine de banheiro. Após trocarem “brincadeiras”, a atitude do ator mudou drasticamente, tornando-se, segundo ela, “um maníaco de olhos arregalados tentando me puxar”. Apesar da força com que ele apertou seu braço, ela conseguiu se soltar.
“Ele me segurou pelo braço e começou a me puxar, dizendo, ‘vamos, entre comigo’”, relatou a denunciante. Ela acrescentou que ele começou a “quase implorar”, pedindo que ela entrasse. O incidente, que durou cerca de 20 segundos, foi minimizado pela defesa de Brand, que sugeriu que a denunciante mudou seu depoimento após assistir a um documentário sobre as acusações.
Tratada “como um animal”: o depoimento de 2009
Uma terceira mulher contou em depoimento que Russell Brand a tratou “como um animal” durante um encontro em 2009, em sua casa. Ela conheceu o comediante após um show e tiveram contato sexual pela primeira vez. No entanto, em um encontro posterior, ela alega que houve uma relação sexual sem consentimento, pois ela havia concordado apenas com um tipo específico de intimidade.
Após o ocorrido, ela recebeu mensagens de Brand seis meses depois. Chateada, ela respondeu que ele a havia tratado “como um animal”. A resposta do ator, segundo o relato, foi um simples “Desculpe”. Este depoimento destaca a alegação de manipulação e desrespeito aos limites estabelecidos pela denunciante.





