Obra-prima impressionista alcança valor astronômico em leilão histórico.
Um marco no mundo das artes foi estabelecido nesta quinta-feira (22) em Paris, com a venda da pintura “Íris”, de Claude Monet, por impressionantes 50 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 282,5 milhões. Este feito não apenas a consagra como a obra de arte mais cara já vendida na França, mas também coroa uma peça que permaneceu inédita para o público por décadas.
A disputa pelo quadro, pintado por Monet no final de sua vida, durou aproximadamente 45 minutos, mobilizando compradores por telefone em um leilão organizado pela renomada casa Sotheby’s. A obra, um exemplar notável do mestre impressionista, foi apresentada ao público pela primeira vez como parte da venda de uma coleção particular da família Schlumberger.
A tela, com dimensões de 1,60 m por 1,80 m, nunca havia deixado a mansão parisiense da família, sendo conhecida apenas por meio de uma fotografia em preto e branco. A aquisição original foi feita pela colecionadora Jeanne Schlumberger, diretamente da família do pintor, segundo informações de Thomas Bompard, diretor do departamento de Arte Moderna e Contemporânea da Sotheby’s França, conforme divulgado pela Sotheby’s.
Uma Estrela Inédita no Firmamento Impressionista
“Íris”, criada por Monet em sua icônica casa em Giverny, já era esperada para alcançar valores expressivos. Sua avaliação pré-leilão situava-se entre 22 milhões e 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 130 milhões a R$ 178 milhões), a maior estimativa já atribuída a uma pintura oferecida em leilão na França, destacou a Sotheby’s. O valor final surpreendeu e consolidou o prestígio do artista.
Outras Joias de Monet em Destaque
O leilão da Sotheby’s não se limitou apenas a “Íris”. Outras três obras de Claude Monet também foram comercializadas com sucesso. Destaque para “Salgueiro-Chorão”, que atingiu 9,6 milhões de euros (cerca de R$ 54,26 milhões), e “O Sena em Vernon”, arrematado por 4,2 milhões de euros (aproximadamente R$ 23,74 milhões). Estes resultados reforçam a demanda contínua e o valor intrínseco das criações do mestre impressionista no mercado de arte global.
A venda de “Íris” não é apenas um recorde financeiro, mas também um momento de celebração para a história da arte, trazendo à luz uma obra de rara beleza e significado, que agora inicia um novo capítulo em sua trajetória.





