A “colinha” na urna: um aliado indispensável para o eleitor na hora de votar
Chegar à cabine de votação e, de repente, esquecer os números dos candidatos pode ser frustrante. Apesar da tecnologia da urna eletrônica, um simples pedaço de papel com os números escritos à mão se revela um recurso valioso para garantir a precisão do voto.
A legislação brasileira permite que o eleitor leve sua “colinha” para a urna, assegurando que a escolha feita após dias de reflexão seja devidamente registrada. No entanto, é crucial lembrar que o aparelho celular, por ser um dispositivo capaz de registrar e transmitir informações, deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação.
Essa restrição visa proteger o sigilo do voto e coibir fraudes. Quem se recusar a entregar o celular poderá ser impedido de votar. Mas não se preocupe, além da colinha, um documento de identificação com foto é fundamental. O título de eleitor, embora não obrigatório, agiliza o processo e pode ser substituído pelo e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral que contém a versão digital do documento e informações sobre sua zona e seção eleitoral.
O que é permitido e o que é proibido na cabine de votação?
A regra é clara: o eleitor pode levar consigo um papel com os números dos candidatos, a famosa “colinha”. Este é um artifício permitido para garantir que você vote no candidato desejado, evitando erros que podem levar à anulação do voto. A Justiça Eleitoral entende que a complexidade das eleições, com múltiplos cargos e candidatos, pode gerar confusão.
Por outro lado, celulares, máquinas fotográficas e quaisquer outros equipamentos capazes de registrar ou transmitir imagens são estritamente proibidos dentro da cabine de votação. Essa medida é essencial para garantir o sigilo do voto e prevenir que eleitores sejam coagidos ou que comprovem seu voto a terceiros. A recusa em entregar esses aparelhos pode resultar na impossibilidade de votar no dia.
Exemplos de como a “colinha” poderia ter evitado votos nulos
O primeiro turno das eleições deste ano trouxe exemplos claros de como a falta de atenção ou a confusão de números pode impactar o resultado. No Distrito Federal, a atual governadora Celina Leão (PP), que tem o número 11, acabou disputando o segundo turno em parte devido a 26 mil eleitores que digitaram o número 22, correspondente ao PL, partido de Flávio Bolsonaro, mas que não possuía candidato ao governo local. Esses votos foram anulados.
No Rio de Janeiro, um caso semelhante ocorreu. Cerca de 204 mil eleitores digitaram o número 13, associado ao PT, na crença de estarem votando em Eduardo Paes. No entanto, o número correto para Paes era 55. Como não havia candidato do PT à disputa pelo Palácio da Guanabara, esses votos também foram anulados, um cenário que poderia ter sido evitado com o uso da “colinha”.
Como se preparar para votar no dia da eleição
Para garantir que seu voto seja válido e registrado corretamente, a preparação começa antes do dia da eleição. Confira com antecedência o seu local de votação, pois ele pode ter sido alterado. Utilize o aplicativo e-Título para ter acesso fácil ao seu local e zona eleitoral, além de uma cópia digital do seu título.
No dia da eleição, leve um documento de identificação com foto, como RG, CNH ou passaporte. A “colinha” com os números dos seus candidatos preferidos, escrita à mão, é sua aliada. Lembre-se de que o celular deve ser entregue antes de entrar na cabine. Com essas precauções, você contribui para um processo eleitoral mais seguro e eficiente, garantindo que sua voz seja ouvida.





