Turma do Pagode: União e Legado no Pagode Brasileiro
A Turma do Pagode, um dos grupos mais longevos do pagode brasileiro, comemorou a força e a importância da união entre os artistas do gênero. Em entrevista ao g1 Ouviu, os integrantes destacaram como a colaboração com grupos mais novos fortalece a cena musical e incentiva o surgimento de novos talentos. Eles ressaltaram que, quanto mais artistas dedicados ao samba e pagode surgirem, melhor será para a consolidação e popularização do estilo musical.
O grupo, que acumula três décadas de carreira, compartilhou suas experiências e visões sobre o mercado musical atual. A conversa abordou desde o sucesso de parcerias recentes, como a faixa “Alô Virgínia” com o Grupo Chocolate, até a filosofia de manter a unidade do grupo em detrimento de carreiras solo, um diferencial em um cenário frequentemente marcado pela individualidade.
A entrevista completa, realizada nesta quinta-feira (05), está disponível no g1, no YouTube, no TikTok e nas plataformas de áudio, oferecendo um panorama completo sobre a trajetória e os planos da Turma do Pagode, conforme divulgado pelo g1.
Parcerias que Fortalecem o Pagode
Leizinho, vocalista do Turma do Pagode, enfatizou o carinho do grupo por artistas que estão começando. “A gente tem sempre carinho por quem tá chegando”, declarou. Ele citou a parceria com o Grupo Chocolate na música “Alô Virgínia” como um exemplo de como eles abraçam novos talentos, mesmo sem garantias de sucesso comercial. “Assim como outros grupos de menor expressão que recebemos convite e fomos”, acrescentou.
Essa atitude, segundo Leizinho, é uma forma de retribuir o apoio que eles mesmos receberam no início de suas carreiras. “A gente tenta retribuir. E que todos defendam a bandeira do samba. Quanto mais surgirem, melhor para todos nós”, afirmou, reforçando a ideia de coletividade no gênero.
A Força do Grupo: Unidade vs. Carreira Solo
O cantor também comentou sobre a decisão da Turma do Pagode de manter a formação e a identidade do grupo, em contraste com a tendência de vocalistas buscarem carreiras solo. “Todo mundo tem que ter ganância na vida. Mas ganância demais atrapalha. Nunca tive vontade de fazer carreira solo”, explicou Leizinho.
Ele admitiu que a pandemia teria sido um momento oportuno para focar em projetos individuais, mas a prioridade sempre foi o coletivo. “A gente preza o grupo. A gente vende o grupo, a gente não vende uma voz. Nunca tive essa pretensão. Somos uma empresa”, disse, destacando a divisão de responsabilidades e o valor da união.
A Escolha pelo “Ao Vivo” e a Adaptação aos Novos Tempos
Caramelo, outro membro do grupo, explicou a preferência da Turma do Pagode por gravações ao vivo, em detrimento de álbuns em estúdio. “Álbum de estúdio, você faz lá e refaz. Ao vivo, se você ficar corrigindo muito, você tira o lance do ao vivo”, comparou. Ele ressaltou que ensaiam intensamente para capturar a espontaneidade do momento.
Ele também analisou o cenário musical atual, onde a viralização se tornou mais acessível. “Grupos que não tem tanto poder financeiro tem disponibilidade de viralizar com um vídeo despretensioso”, observou, mostrando otimismo com as novas dinâmicas de divulgação.
“Camisa 10”: O Marco de Uma Virada
A Turma do Pagode relembrou a importância da música “Camisa 10” para a sua carreira. “Essa música mudou nossa vida de um jeito bem legal. A gente estava num momento difícil da carreira”, contou Leizinho. Lançada em 2010, a canção marcou uma virada significativa, abrindo portas para lugares que o grupo sempre sonhou em alcançar.
A banda também comentou sobre a mistura de gêneros musicais em suas produções, algo que consideram parte de sua identidade. “Tem que fazer sentido com o que a gente acredita. Tem que enxergar com a nossa roupa”, explicou um dos integrantes, citando a adaptação de uma música em vaneira para o pagode como exemplo de sua versatilidade e criatividade.




