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Alerta Fiocruz: Casos de Influenza A Disparam no Brasil, Risco de SRAG Cresce em 27,4% dos Casos Respiratórios

Fiocruz emite alerta sobre crescimento da Influenza A e outras doenças respiratórias no Brasil

O Brasil enfrenta um cenário de preocupação crescente com a disseminação da Influenza A. Dados recentes divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim InfoGripe, indicam que o número de casos continua em ascensão em diversas regiões do país.

A situação é especialmente alarmante nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, onde a maioria dos estados está sob alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Este quadro representa um risco ou alto risco com sinal de crescimento, exigindo atenção redobrada das autoridades de saúde e da população.

O Boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (1º), detalha que a Influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus são os principais responsáveis pelas ocorrências de SRAG. Esses vírus, em casos mais graves, podem levar ao óbito, reforçando a importância de medidas preventivas e de diagnóstico rápido.

Influenza A lidera casos positivos de SRAG nas últimas semanas

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a Influenza A se destacou como o agente etiológico mais frequente entre os casos positivos de SRAG, representando 27,4% do total. Outros vírus também contribuíram para o aumento das infecções respiratórias graves.

O levantamento da Fiocruz aponta que o vírus sincicial respiratório foi responsável por 17,7% dos casos, seguido pelo rinovírus com 45,3% e o Sars-CoV-2 (covid-19) com 7,3%. A Influenza B, embora menos prevalente, ainda foi detectada em 1,5% das ocorrências.

Padrão semelhante é observado nos registros de óbitos

A análise dos óbitos registrados no mesmo período epidemiológico, que abrange de 22 a 28 de março (Semana Epidemiológica 12), revela um padrão similar de circulação viral. A Influenza A foi identificada em 36,9% dos óbitos positivos, seguida pelo Sars-CoV-2 (25,6%) e pelo rinovírus (30%).

O vírus sincicial respiratório esteve presente em 5,9% dos óbitos, e a Influenza B em 2,5%. Esses dados sublinham a gravidade da atual temporada de doenças respiratórias e a necessidade de reforçar as estratégias de controle e prevenção.

Campanha de Vacinação é essencial para conter o avanço da Influenza A

Diante do cenário epidemiológico, os pesquisadores da Fiocruz enfatizam a urgência da vacinação contra a influenza. A Campanha Nacional de Vacinação, iniciada no último sábado (28), em regiões com alta incidência de casos, é vista como uma ferramenta fundamental para frear o avanço da Influenza A.

A campanha, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, segue até 30 de maio. A população pode buscar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. É crucial que os grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e educação, mantenham o esquema vacinal em dia.

Medidas adicionais de proteção recomendadas pela Fiocruz

Além da vacinação, a pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, ressalta a importância de outras medidas preventivas. Para gestantes, a vacinação contra o VSR a partir da 28ª semana de gestação é recomendada para proteger os bebês desde o nascimento.

Portella também aconselha o uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração, especialmente para indivíduos de grupos de risco, em estados onde a SRAG está em ascensão. A manutenção da higiene, como a lavagem frequente das mãos, continua sendo uma prática indispensável.

Em caso de sintomas gripais ou resfriados, a orientação é o isolamento social. Caso não seja possível, o uso de máscaras de alta proteção, como PFF2 ou N95, é recomendado ao sair de casa. Essas ações conjuntas são vitais para controlar a disseminação de vírus como a Influenza A e proteger a saúde pública.

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