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Bill Ackman Propõe Negócio Bilionário para Listar Universal Music em Nova York e Sacudir o Mercado Musical

Bill Ackman propõe acordo de US$ 65 bilhões para listar a Universal Music em Nova York

O renomado gestor bilionário Bill Ackman, através de sua empresa Pershing Square Capital Management, apresentou uma proposta audaciosa para a Universal Music Group (UMG), a gigante global da indústria musical. A oferta, avaliada em cerca de €56 bilhões (US$ 64,7 bilhões), visa uma operação complexa que poderia mudar o destino da gravadora no mercado financeiro.

A proposta detalhada por Ackman envolve a combinação da UMG com a Pershing Square SPARC Holdings, um veículo de aquisição americano. Acionistas que aderirem ao acordo teriam a oportunidade de receber um valor considerável em caixa, além de participarem da nova estrutura corporativa. O objetivo principal é transferir a listagem primária da UMG de Amsterdã para a prestigiosa Bolsa de Nova York.

Essa movimentação estratégica surge em um momento delicado para as ações da UMG, que apresentaram um desempenho insatisfatório nos últimos tempos. Ackman, em carta ao conselho da UMG, atribui essa estagnação a fatores externos ao desempenho do negócio musical, argumentando que a transação proposta pode resolver essas questões e destravar valor para os acionistas. Conforme informação divulgada pelo gestor, as propostas da Pershing para alocação de recursos e dívida da UMG poderiam gerar até €15 bilhões em cinco anos para investimentos e recompras de ações.

Detalhes da Proposta e Impacto no Mercado

A proposta de Bill Ackman avalia a Universal Music Group em €30,40 por ação, representando um prêmio significativo de 78% em relação ao fechamento das ações na quinta-feira anterior ao anúncio. Caso o acordo seja concretizado, os acionistas que aceitarem receberão €9,4 bilhões em caixa, o equivalente a cerca de €5,05 por ação, além de 0,77 ações da nova companhia formada. Essa operação também prevê o cancelamento de aproximadamente 17% das ações da UMG.

Para financiar essa complexa operação, a Pershing Square se compromete a alocar €2,5 bilhões. A nova entidade assumiria €5,4 bilhões adicionais em dívida, e a UMG venderia sua participação na Spotify, gerando cerca de €1,5 bilhão após impostos e pagamentos a artistas. A inclusão de Michael Ovitz, ex-presidente da Walt Disney, como presidente do conselho, juntamente com dois representantes da Pershing Square, também faz parte do plano.

Reação do Mercado e Obstáculos à Proposta

A notícia da proposta gerou forte reação no mercado, com as ações da Universal Music subindo 13% em Amsterdã, alcançando €19,33, e chegando a avançar 24% durante o pregão. Esse movimento positivo contrasta com a perda de 26% do valor de mercado da empresa nos 12 meses anteriores ao anúncio, quando sua capitalização era de €31,4 bilhões.

No entanto, a proposta de Ackman enfrenta obstáculos consideráveis. O principal acionista da UMG é a família Bolloré, através da Bolloré SE, com mais de 18% de participação, e a Vivendi, conglomerado de mídia controlado por Vincent Bollorè, detém outros 10%. A Tencent também possui cerca de 11%. Representantes da UMG e da Vivendi optaram por não comentar o assunto.

Ceticismo de Analistas e Futuro da Transação

Analistas de mercado expressam ceticismo quanto à viabilidade da proposta. Nicolas Marmurek, analista da Square Global especializado em fusões e aquisições, considera a oferta “muito morta desde o início” sem o apoio dos Bolloré. Ele duvida que Vincent Bolloré aceite os termos propostos, sugerindo que a iniciativa da Pershing Square é mais um movimento para apresentar a proposta aos acionistas.

A tensão entre Bill Ackman e a administração da UMG já era perceptível. No mês anterior ao anúncio, a empresa adiou um plano de listar ações em Nova York, citando um ambiente de mercado incerto. Ackman havia renunciado ao conselho da UMG no ano anterior, alegando outros compromissos, o que evidencia as divergências prévias na condução da empresa.

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