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Bill Ackman propõe compra da Universal Music por US$ 64 bilhões e agita mercado: Ações disparam 13%

Fundo de Bill Ackman lança oferta de US$ 64 bilhões pela Universal Music Group, gigante da indústria musical

O bilionário Bill Ackman, através de seu fundo de investimento Pershing Square, apresentou uma proposta audaciosa para adquirir a Universal Music Group (UMG), a maior gravadora do mundo. A oferta, que avalia a empresa em aproximadamente 55,75 bilhões de euros (cerca de US$ 64,31 bilhões), visa uma fusão estratégica com a SPARC Holdings, ligada à gestora, com o objetivo de criar uma nova companhia com ações negociadas na Bolsa de Nova York.

A proposta surge em um momento crucial para a UMG, que recentemente adiou seus planos de abrir capital nos Estados Unidos, revertendo um acordo anterior com a Pershing Square. Ackman acredita que a listagem em Nova York atrairá mais investidores e potencializará o valor de mercado da gigante musical, que detém o catálogo de artistas renomados como Taylor Swift, The Weeknd e Lady Gaga.

A notícia da proposta gerou forte reação no mercado. As ações da Universal Music Group, listadas em Amsterdã, registraram uma alta de cerca de 13% nas primeiras negociações após o anúncio. Os papéis de sua maior acionista, o Bolloré Group, também avançaram 6%, demonstrando o impacto imediato da movimentação no setor. Conforme informação divulgada pelo mercado financeiro, a proposta ainda não é definitiva e aguarda aprovação.

Detalhes da Proposta e Impacto no Mercado

A oferta da Pershing Square avalia cada ação da Universal Music Group em 30,40 euros, um valor 78% superior ao fechamento anterior, que era de 17,10 euros. Atualmente, o fundo de Ackman detém aproximadamente 4,7% da UMG, sendo o quarto maior acionista. A operação proposta prevê a criação de uma nova entidade registrada nos Estados Unidos, com ações negociadas na Bolsa de Nova York.

A expectativa é que a nova estrutura facilite o acesso a um leque maior de investidores e impulsione a valorização da UMG. Bill Ackman, em carta ao conselho da companhia, elogiou a gestão, mas apontou que o desempenho das ações desde a estreia na bolsa em 2021 tem sido afetado por incertezas sobre a participação do Bolloré Group, o adiamento da abertura de capital nos EUA e o uso de recursos da empresa.

Histórico da Universal Music e Futuro da Nova Companhia

A Universal Music Group estreou na bolsa em setembro de 2021, na Euronext de Amsterdã, através de um desmembramento da Vivendi, e não por um IPO tradicional. Inicialmente, as ações tiveram forte valorização impulsionadas pelo otimismo com o setor de streaming, mas enfrentaram períodos de instabilidade e menor crescimento posteriormente. A proposta de Ackman visa revitalizar o desempenho da companhia.

Caso o negócio seja aprovado, os acionistas da UMG receberão uma combinação de 9,4 bilhões de euros em dinheiro, provenientes de fontes diversas da Pershing, além de ações da nova empresa. A conclusão da operação é esperada para o final do ano, dependendo das aprovações necessárias. O executivo Michael Ovitz, ex-presidente da Walt Disney Company, é apontado como potencial presidente do conselho da nova companhia.

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