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Irã propõe pedágio em Hormuz para Trump: Criptomoedas em jogo e negociações tensas com o presidente americano

Irã impõe pedágio em criptomoedas no Estreito de Hormuz como moeda de troca em negociações com Trump

A criação de uma taxa de pedágio para a passagem de navios pelo Estreito de Hormuz emergiu como a principal estratégia de barganha do Irã nas iminentes negociações de paz com os Estados Unidos. Marcadas para ocorrer neste sábado (11) em Islamabad, capital do Paquistão, as conversas prometem ser tensas, especialmente com a nova diretriz da Guarda Revolucionária iraniana.

Desde o início do precário cessar-fogo de duas semanas, a autoridade marítima do Irã divulgou uma nova regra que exige que os navios passem por faixas específicas em águas territoriais iranianas. Ao fazê-lo, devem informar sua carga e pagar uma taxa equivalente a US$ 1 por barril de petróleo, um valor que, ironicamente, é cobrado em criptomoedas, um sistema de pagamento entusiasticamente apoiado pelo presidente americano Donald Trump.

A alegação iraniana para desviar o tráfego para essas novas rotas é a suposta minagem do caminho tradicional, uma afirmação cuja veracidade é impossível de confirmar sem a presença de navios caça-minas. Essa imposição viola a lei marítima internacional e já gerou condenação da União Europeia e de países do Golfo Pérsico, que consideram a restrição à livre navegação inaceitável. Conforme informação divulgada pela mídia estatal, o pedágio foi incluído na lista de dez pontos que o Irã deseja negociar com os EUA, muitos dos quais são considerados inaceitáveis pela administração Trump.

Tráfego marítimo em Hormuz despenca com o conflito e a nova taxa

O impacto da guerra e das novas regras já é visível. Nos primeiros 24 horas da trégua, apenas cinco navios com cargas não relacionadas a energia e um petroleiro de bandeira iraniana passaram pelo estreito, de acordo com dados de três monitores de tráfego naval. Antes do conflito, o número de embarcações variava entre 100 e 130 diariamente. A hostilidade e os ataques iranianos a navios reduziram esse fluxo em 90%, e nenhum navio transportando gás liquefeito passou pelo estreito desde 28 de fevereiro, com centenas deles aguardando a resolução da crise.

Programa nuclear iraniano e o impasse com Trump

Um dos pontos mais críticos na pauta de negociações é o programa nuclear iraniano. O Irã afirma que seu programa tem fins pacíficos e que não abrirá mão de suas capacidades de enriquecimento de urânio. “Nenhuma lei ou pessoa irá nos impedir”, declarou Mohammad Eslami, responsável pelo programa. No entanto, Donald Trump exige o desmantelamento das ultracentrífugas que podem ser usadas para fins militares, uma demanda que será levada à mesa de negociações pelo vice-presidente J. D. Vance.

Tensões persistem na fronteira libanesa, apesar de menor intensidade

Enquanto a situação no Estreito de Hormuz apresenta um cenário de negociação complexo, a violência persiste na fronteira libanesa. Israel bombardeou posições do Hezbollah, embora com menor intensidade do que no dia anterior, que registrou quase 300 mortos. Esses ataques foram condenados pela União Europeia e pela China. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, classificou a ação de Israel como inaceitável e pediu a extensão imediata do cessar-fogo ao Líbano.

Hezbollah intensifica ataques a Israel em resposta a bombardeios

Em contrapartida, o grupo xiita Hezbollah intensificou o lançamento de foguetes e drones contra o norte de Israel, causando sirenes incessantes em cidades fronteiriças como Kiryat Shmona. Relatos indicam que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, teria concordado em reduzir a intensidade das ações durante as negociações no Paquistão, mas Tel Aviv tem ignorado publicamente as pressões internacionais para um desescalada imediata.

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