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Rainha da Cetamina: Jasveen Sangha, a traficante de luxo por trás da morte de Matthew Perry, é condenada a 15 anos

Jasveen Sangha, a ‘rainha da cetamina’, pega 15 anos por envolvimento na morte de Matthew Perry

A traficante Jasveen Sangha, apelidada de ‘rainha da cetamina’, foi sentenciada a 15 anos de prisão por seu papel no fornecimento de drogas que levaram à morte do ator Matthew Perry. Sangha era peça-chave em um esquema de distribuição de substâncias ilícitas voltado para clientes ricos e famosos em Hollywood.

Apontada como uma figura central em um esquema de tráfico de drogas que atendia a elite de Hollywood, Jasveen Sangha levava uma vida de aparências luxuosas. Enquanto exibia nas redes sociais festas, viagens em jatos particulares e participação em eventos de gala como o Oscar, ela operava, segundo as autoridades, um ponto de venda de drogas.

A BBC, em um documentário, trouxe à tona a dualidade da vida de Sangha. Amigos e conhecidos a descrevem como alguém com uma vida social ativa e aparentemente estável, frequentadora de eventos badalados e cercada por um amplo círculo social. No entanto, essa fachada escondia uma operação criminosa que agora a levou a uma longa pena de prisão. Conforme informação divulgada pelas autoridades, Sangha usava o dinheiro do tráfico para financiar sua imagem como influenciadora.

A vida dupla da ‘rainha da cetamina’

Jasveen Sangha, que possui dupla nacionalidade britânica e americana, cresceu em uma família abastada na Califórnia e estudou em Londres, onde obteve um MBA. Sua vida era marcada pela ostentação, com frequentadas festas em Los Angeles, muitas vezes durando dias, e um círculo de amigas que organizava eventos com a presença de celebridades, onde o consumo de drogas, incluindo a cetamina, era comum.

Apesar da proximidade com alguns, muitos amigos afirmam desconhecer completamente seu envolvimento com o tráfico de drogas. Quando se declarou culpada pelos crimes relacionados à morte de Perry, Sangha admitiu operar a partir de sua residência em North Hollywood. Na casa, foram encontrados mais de 80 frascos de cetamina, além de milhares de pílulas contendo metanfetamina, cocaína e Xanax.

O envolvimento na morte de Matthew Perry

O processo que investigou o caso revelou que Sangha vendia entorpecentes para milionários e celebridades. Em setembro de 2025, ela assumiu a culpa por cinco crimes ligados ao tráfico de drogas. O astro de ‘Friends’, Matthew Perry, foi encontrado morto em sua casa em 2023, aos 54 anos. A causa da morte, segundo o relatório de autópsia, foram os ‘efeitos agudos da cetamina’, que, combinados com outros fatores, levaram à perda de consciência e afogamento na banheira.

A juíza federal Sherilyn Garnett determinou a pena de 15 anos, superior à aplicada a outros dois médicos envolvidos no caso. Sangha foi responsável por parte do fornecimento da droga ao ator. Ela confessou ter repassado 51 frascos de cetamina a um intermediário, Erik Fleming, que, por sua vez, entregou a substância a Perry através de seu assistente pessoal, Kenneth Iwamasa.

Conhecimento dos riscos e tentativas de encobrir

Sangha também reconheceu que sabia que os frascos vendidos a Fleming eram destinados a Perry. Além disso, admitiu ter comercializado cetamina para Cody McLaury, que morreu poucas horas depois de uma overdose. Registros indicam que um familiar de McLaury enviou uma mensagem direta a Sangha informando que a droga vendida por ela teria causado a morte.

Dias após a morte de McLaury, Sangha teria pesquisado na internet se a cetamina poderia ser listada como causa de morte. Para os investigadores, essa atitude sugere que ela tinha pleno conhecimento dos altos riscos envolvidos na comercialização da substância e tentou, possivelmente, encobrir sua responsabilidade.

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