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Cida Moreira Encanta o Rio com Show Emocionante Dedicado a Angela Ro Ro, Celebrando Legado Musical com Elogios a Bethânia e Marina Lima

Cida Moreira presta uma justa homenagem a Angela Ro Ro no Rio de Janeiro, com um show que emociona e celebra a genialidade da compositora.

A cantora paulistana Cida Moreira tem se destacado em palcos cariocas com um show primoroso dedicado ao cancioneiro de Angela Ro Ro. Desde o fim de janeiro, a artista tem cruzado a ponte aérea frequentemente para apresentar a obra da saudosa compositora ao público do Rio de Janeiro.

O espetáculo, intitulado “Me acalmo danando – A música de Angela Ro Ro”, já passou por minitemporadas no Manouche e agora ganha o palco do Teatro Rival Petrobras, com apresentações agendadas para sexta-feira e sábado, 10 e 11 de abril. A crítica especializada e o público aplaudem a sensibilidade e a entrega de Cida.

Em sua terceira vez assistindo ao show, no dia 10 de abril, o jornalista que assina a matéria constatou a força e a fluidez da apresentação, mesmo diante de pequenos contratempos técnicos. Cida Moreira, conhecida por sua presença constante nas playlists de amantes da música, demonstra uma profunda conexão com as canções de Angela Ro Ro.

A força da interpretação de Cida Moreira

Apesar de problemas pontuais com o som do piano, Cida Moreira conduziu o espetáculo com maestria. A música instrumental de abertura, “Demais” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), já evidenciava a sagacidade do samba-canção e a essência de Angela Ro Ro, um retrato fiel de sua existência.

A cantora não se deixou abater pelas questões técnicas, perceptíveis mais pela sensibilidade da instrumentista do que pela plateia. A inclusão da canção “Só nos resta viver” (1980) ao final do show foi um acerto, trazendo um sopro de leveza à obra geralmente densa de Angela Ro Ro e revelando uma de suas mais belas melodias.

Cida já havia apresentado “Só nos resta viver” em São Paulo, no Blue Note, no último domingo, 5 de abril. Outra mudança notada foi a substituição de “Mares de Espanha” (1979) por “Came e case” (1981) na estreia do Rio, uma composição que celebra o prazer de amar, presente no álbum “Escândalo” (1981).

Legado musical e grandes intérpretes

Apesar de apreciar “Came e case”, o jornalista expressa preferência pela intensidade de “Mares de Espanha”, música que ganhou novo fôlego com a interpretação arrebatadora de Maria Bethânia em seu show de 60 anos de carreira. A forma como Bethânia canta o verso final “Eu amei demais” ainda ecoa na memória.

Ao ouvir Cida Moreira interpretar “Gota de sangue” (1979) e “Fogueira” (1983), a percepção sobre a afinidade de Maria Bethânia com o universo de Angela Ro Ro se reforça. Bethânia foi a pioneira a gravar “Fogueira” em seu álbum “Ciclo” (1983), demonstrando seu profundo entendimento da obra.

Cantar Angela Ro Ro é um desafio, dada a excepcionalidade da própria compositora como intérprete de suas canções. No entanto, nomes como Maria Bethânia e Cida Moreira provam que é possível transpor essa barreira com talento e emoção. Marina Lima também é citada como uma figura importante, sendo a primeira a gravar uma canção de Ro Ro.

A melancolia e a alma nas canções de Angela Ro Ro

A interpretação de “Não há cabeça” (1979) por Cida Moreira trouxe à tona a lembrança da gravação de Marina Lima, repleta de uma melancolia precisa. Essa versão, presente no álbum “Simples como fogo” (1979), contou com o piano da própria Angela Ro Ro e a guitarra de Sérgio Dias.

Cida Moreira, aclamada como a “dama do cabaré”, demonstra uma compreensão ímpar do sentido e do sentimento das letras de Angela Ro Ro. Ao cantar “A mim e a mais ninguém” (Angela Ro Ro e Ségio Bandeyra, 1979) e “Me acalmo danando” (1979), a afinidade entre as artistas fica evidente, transcendendo a voz e tocando a alma.

Apesar das complexidades do mundo, a obra de Angela Ro Ro, interpretada com tanta maestria por Cida Moreira, nos lembra que “só nos resta viver” e apreciar a beleza da música.

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