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Francesa de 86 anos, presa nos EUA após se mudar para casar com amor antigo, choca o mundo

Mulher francesa de 86 anos detida pelo ICE nos EUA após se mudar para casar com amor de juventude

Uma história de amor que atravessou décadas e agora se desenrola em um drama de imigração nos Estados Unidos tem gerado comoção. Marie-Thérèse, uma francesa de 86 anos, foi presa e detida em um centro de fiscalização de imigração no Alabama, após se mudar para os EUA para se casar com seu amor de juventude.

A situação de Marie-Thérèse veio à tona através de seu filho, que reside na França. Ele relatou à imprensa francesa que sua mãe foi algemada e tratada como uma criminosa perigosa. O caso levanta questões sobre o processo de imigração e a situação de estrangeiros em processo de regularização.

Conforme informações divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, a mulher teria entrado no país em junho de 2025 e excedido o período permitido de permanência de seu visto de 90 dias. No entanto, o filho de Marie-Thérèse afirma que ela estava aguardando a emissão de seu green card quando foi detida. Conforme informações divulgadas pelo Ouest-France, o Ministério das Relações Exteriores da França já está envolvido no caso.

Um reencontro após 50 anos de separação

Marie-Thérèse e seu amor, um americano chamado Billy, se conheceram nos anos 1960. Na época, Billy era um soldado americano estacionado em Saint-Nazaire, na França, e Marie-Thérèse trabalhava como secretária. Eles perderam contato quando Billy retornou aos Estados Unidos em 1966.

Ambos seguiram caminhos diferentes, casaram-se e tiveram filhos em seus respectivos países. O reencontro aconteceu em 2010, e o relacionamento entre eles se intensificou após ambos ficarem viúvos em 2022. O filho de Marie-Thérèse descreveu Billy como um homem “encantador, adorável”, e o casal estava apaixonado “como adolescentes”.

O processo de imigração e a morte do marido

Após se casarem no ano passado, Marie-Thérèse mudou-se para o Alabama, nos EUA, e solicitou um green card para ter o direito de permanecer legalmente no país. Contudo, o visto ainda não havia sido emitido quando Billy faleceu repentinamente em janeiro deste ano, deixando a situação migratória de Marie-Thérèse em um limbo.

Logo após a morte de Billy, o filho dele e Marie-Thérèse teriam entrado em conflito devido à herança. O filho de Billy teria ameaçado e intimidado Marie-Thérèse, chegando a cortar o fornecimento de água, internet e eletricidade da casa, segundo o relato do filho dela ao jornal Ouest-France. Não há provas concretas de que uma denúncia do filho de Billy tenha levado à sua detenção.

Preocupação com a saúde e pedido de repatriação

Marie-Thérèse chegou a contratar um advogado, mas foi detida pelo ICE na véspera de uma audiência judicial. Vizinhos alertaram seus filhos sobre a prisão. O filho de Marie-Thérèse expressou grande preocupação com a saúde de sua mãe, que possui problemas cardíacos e na coluna, e teme que ela não resista às condições do centro de detenção por muito tempo.

“Nossa prioridade é tirá-la desse centro de detenção e repatriá-la para a França. Dada a saúde dela, ela não vai aguentar um mês em condições de detenção como essas”, declarou o filho. Ele descreveu a situação como um “filme americano ruim” e que, todas as manhãs, acorda esperando que tudo não passe de um pesadelo.

O papel do ICE na política de imigração

A detenção de Marie-Thérèse ocorre em um contexto de maior rigor na aplicação das leis de imigração nos Estados Unidos. Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) tem assumido um papel central na execução de políticas de deportação em massa, com seu orçamento e missão significativamente ampliados.

A agência tem sido fundamental na remoção de imigrantes sem documentação do país. A história de Marie-Thérèse, uma senhora de 86 anos que se mudou para os EUA para viver seu amor, mas acabou detida em um centro de imigração, levanta debates sobre a humanidade e a aplicação das leis migratórias.

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