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Zezé Motta: Musical “Prazer, Zezé!” Celebra Trajetória de Superação ao Racismo e Empoderamento Feminino

Musical “Prazer, Zezé!” Celebra Trajetória de Zezé Motta, Ícone que Driblou o Racismo com Arte e Empoderamento

Protagonizado por Larissa Noel, o espetáculo “Prazer, Zezé!” chega ao fim de sua aclamada temporada de estreia em São Paulo nesta terça-feira, 21 de abril, no Teatro Raul Cortez do Sesc 14 Bis. O musical, idealizado e escrito pelo dramaturgo Toni Brandão, propõe apresentar Maria José Motta de Oliveira, a Zezé Motta, em toda a sua plenitude artística.

Enquanto muitos conhecem Zezé Motta por seus papéis marcantes em novelas como “Corpo a Corpo” e “A Nobreza do Amor”, sua atuação icônica em “Xica da Silva” e sucessos musicais como “Senhora Liberdade”, poucos conhecem a profunda luta contra o racismo que ela enfrentou desde o início de sua carreira, na segunda metade da década de 1960.

O título “Prazer, Zezé!” é uma referência à canção de Rita Lee e Roberto de Carvalho, mas também sinaliza a intenção do espetáculo de revelar a essência da artista fluminense, nascida em Campos dos Goytacazes em 27 de junho de 1944. O musical conecta a trajetória de Zezé a pautas identitárias cruciais, como o empoderamento feminino, o combate ao etarismo e a luta incessante contra o racismo, conforme informações divulgadas sobre o espetáculo.

A Essência da Negritude e o Talento de Zezé Motta no Palco

A dramaturgia de “Prazer, Zezé!” vai além de uma simples biografia, mergulhando na essência da história de Zezé Motta e celebrando sua exuberante negritude, que marca toda a sua trajetória nas artes. O espetáculo resgata sucessos como o samba “Senhora Liberdade”, que impulsionou seu segundo álbum solo, “Negritude”, lançado em 1979, além de canções como “Magrelinha” e “Soluços”, interpretadas por Zezé com sua voz inconfundível.

Larissa Noel dá vida a Zezé Motta em suas diversas fases, com uma presença radiante e um trabalho apurado sob a direção de Débora Dubois. Noel não busca a mimetização, mas sim capturar a energia vibrante da artista. O elenco de apoio, com atuações notáveis de Maria Antônia Ibraim como a mãe de Zezé, Hipólito como Luiz Melodia e Luciana Carnieli como Marília Pêra, enriquece a narrativa.

Um Ato Político e de Afirmação Racial

A força do musical “Prazer, Zezé!” reside também em seu caráter político. Ao retratar a trajetória de Zezé Motta, enfatizando o racismo enfrentado e superado com altivez, o espetáculo afirma a potência do povo negro no Brasil. Um momento particularmente emocionante e simbólico ocorre quando Larissa Noel convida espectadores negros presentes na plateia a se apresentarem, fortalecendo o senso de comunidade e pertencimento.

A produção, assinada por Bianca de Felippes, da Gávea Filmes, celebra a ancestralidade negra através da história de Maria José Motta de Oliveira. Dada a importância da artista e a beleza da encenação, seria um merecido reconhecimento que o musical “Prazer, Zezé!” expandisse sua temporada para outras cidades brasileiras após o encerramento em São Paulo.

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