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L7nnon vence disputa judicial contra Yoko Ono: Justiça decide que rapper não confunde público com John Lennon

Yoko Ono tenta impedir uso do nome L7nnon, mas Justiça mantém decisão a favor do rapper brasileiro.

A viúva de John Lennon, Yoko Ono, entrou com uma ação judicial buscando impedir o rapper carioca L7nnon de usar seu nome artístico. A alegação era de que haveria uma associação mercadológica entre o artista brasileiro e o saudoso cantor inglês, membro dos Beatles. Felizmente, o bom senso prevaleceu, e a Justiça brasileira deu ganho de causa a L7nnon.

A decisão, que foi comemorada pelo rapper, baseou-se na lógica de que não existe uma ligação real entre as marcas dos dois artistas. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) entendeu que a coexistência pacífica das marcas é possível, pois não há confusão no mercado.

A notícia, divulgada inicialmente pela editoria Pop & Arte do g1, causou surpresa, mas a resolução judicial reforça a individualidade de cada artista. A ação movida por Yoko Ono carecia de fundamento, e espera-se que a artista desista de recorrer da decisão.

A diferença entre os universos musicais é clara

O rapper, cujo nome de batismo é Lennon dos Santos Barbosa Frassetti, adota o nome artístico L7nnon, com um ‘7’ no lugar do ‘t’. Essa pequena alteração, somada à **distância abissal entre os universos musicais** de ambos os artistas, torna a confusão praticamente impossível. Enquanto John Lennon marcou a história da música com os Beatles nos anos 70, L7nnon trilha seu caminho no rap contemporâneo.

Sobrenome Lennon: uma história que antecede o Beatle

É importante ressaltar que o sobrenome Lennon tem origem irlandesa e já existia muito antes de John Lennon se tornar uma estrela mundial. Embora o cantor tenha popularizado o nome globalmente a partir de 1962, a **existência do sobrenome não se restringe a ele**. A ação judicial, portanto, não encontra respaldo histórico ou legal sólido para sustentar a alegação de exclusividade.

Justiça garante o bom senso e a coexistência das marcas

A 2ª Turma do TRF2 determinou que “deve prevalecer a solução que permite a coexistência pacífica das marcas, fundamentada na ausência de confusão real no mercado”. Essa decisão **protege o trabalho e a identidade artística de L7nnon**, reconhecendo que o público não seria induzido ao erro. A medida demonstra que a Justiça brasileira está atenta às particularidades do mercado artístico e à **originalidade de cada criador**.

Futuro da ação e a esperança pelo fim do embate

Apesar de Yoko Ono ainda ter a possibilidade de recorrer da decisão, a expectativa é que a artista **reflita sobre a falta de fundamento da ação** e desista de prosseguir com o embate judicial. O prejuízo que L7nnon poderia causar aos herdeiros de John Lennon é praticamente inexistente, dado o contexto e a **separação clara entre suas carreiras e públicos**.

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