Líbano e Israel buscam a paz em Washington com mediação dos EUA, mas conflitos escalam
Uma nova rodada de negociações entre Líbano e Israel está marcada para ocorrer em Washington na próxima semana. A informação foi divulgada por um funcionário do governo dos Estados Unidos, que solicitou anonimato. Apesar do frágil cessar-fogo em vigor, as tensões permanecem altas, com forças israelenses ampliando ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano.
As conversas, que acontecerão nos dias 14 e 15 de maio, representam o terceiro encontro mediado pelos EUA nos últimos meses. A relação entre Israel e Líbano é marcada por um estado de guerra técnica, sem relações diplomáticas desde 1948. O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, expressou otimismo, considerando um acordo de paz “perfeitamente viável”, e apontou o Hezbollah como o principal obstáculo.
Conforme informação divulgada por um funcionário do Departamento de Estado americano, o Líbano foi arrastado para o conflito após o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, lançar foguetes contra Israel. A última reunião em Washington resultou na extensão da trégua por três semanas, porém, Israel continuou sua campanha de bombardeios contra o grupo, que, por sua vez, reivindicou ataques contra forças israelenses no sul do Líbano.
Israel intensifica ataques e mira em líderes do Hezbollah
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, declarou que não há “imunidade” para inimigos de Israel, um dia após um ataque em Beirute ter como alvo Ahmed Ali Balout, um comandante do Hezbollah. Este foi o primeiro ataque aos subúrbios ao sul de Beirute, reduto político da facção, desde o início do cessar-fogo. Israel afirmou que o ataque matou um comandante da força de elite Radwan.
Netanyahu enfatizou a ausência de imunidade para terroristas, em uma mensagem clara aos inimigos de Israel. “Digo aos nossos inimigos da forma mais clara possível: nenhum terrorista tem imunidade”, afirmou o premiê. O Hezbollah ainda não se pronunciou sobre o ataque ou sobre a situação do comandante.
Balanço de vítimas e conflito em Gaza
Desde 2 de março, a guerra no Líbano causou mais de 2.700 mortes, segundo o Ministério da Saúde local. Somente após o cessar-fogo, foram registrados ao menos 385 mortos e 685 feridos. Os ataques israelenses mais recentes vitimaram 12 pessoas.
As Forças Armadas israelenses relatam que o Hezbollah disparou centenas de foguetes e drones contra Israel. O governo de Israel anunciou a morte de 17 soldados em território libanês e de 2 civis no norte do país. Paralelamente, Israel continua seus ataques na Faixa de Gaza.
Filho de negociador do Hamas morto em bombardeio em Gaza
Um bombardeio israelense em Gaza matou o filho do principal negociador do Hamas, Khalil al-Hayya, Azzam al-Hayya. A morte ocorreu após ele ser atingido na noite de quarta-feira, segundo autoridades de saúde em Gaza e do Hamas. Ele é o quarto filho do chefe exilado do Hamas a ser morto em ataques israelenses no território palestino.
A notícia surge em um momento em que lideranças do Hamas realizavam conversas no Cairo com o objetivo de preservar a trégua com Israel, em negociações mediadas pelos EUA sobre o futuro de Gaza. O conflito em Gaza tem sua intensidade reduzida por um acordo, mas a situação permanece tensa.





