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Retrofit no Centro de SP: Construtoras de olho em prédios abandonados com incentivos fiscais e subsídios municipais

Retrofit no Centro de SP: Construtoras de olho em prédios abandonados com incentivos fiscais e subsídios municipais

A transformação do centro de São Paulo ganha novo fôlego com o avanço dos projetos de retrofit, que deixam de ser exclusividade de especialistas e atraem grandes construtoras, síndicos e proprietários de imóveis ociosos. A iniciativa municipal, que visa requalificar a região central, tem se mostrado um forte atrativo para o mercado imobiliário.

Um levantamento recente aponta um potencial significativo para a aplicação de incentivos em centenas de edifícios na área abrangida pelo programa. Embora o número de projetos aprovados ainda seja inicial, a tendência é de crescimento, sinalizando uma nova era para a revitalização urbana na capital paulista.

Esses esforços combinam sustentabilidade e viabilidade econômica, buscando não apenas a reocupação de espaços, mas também a geração de valor. Conforme informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, a meta é clara: dar nova vida a prédios que estavam subutilizados, integrando-os à dinâmica da cidade. O programa Requalifica Centro é a mola propulsora dessa mudança.

Incentivos que Fecham a Conta para Desenvolvedores

Dois mecanismos principais impulsionam o interesse no mercado imobiliário do Centro de São Paulo: o programa Requalifica Centro, que oferece isenção de impostos e taxas, e a subvenção de reformas, capaz de cobrir até 25% do custo total das obras. Esses benefícios são cruciais para equiparar o retorno financeiro do retrofit ao de novas incorporações.

Para empresas como a Ilion, que aprovou o projeto Anhumas com 94 unidades e recebeu um benefício de 18,75%, equivalente a R$ 1,44 milhão, os incentivos são um diferencial importante. A Somaúma, por sua vez, obteve 11% de subvenção no edifício Virgínia, com R$ 2,37 milhões já desembolsados, demonstrando a efetividade do programa.

Sustentabilidade e Rentabilidade: A Dupla Essencial

A tese do retrofit combina diversos aspectos positivos, como o menor consumo de materiais, a redução do impacto ambiental e prazos de obra potencialmente mais curtos. Além disso, contribui para a reativação de edifícios que estavam abandonados ou subaproveitados, revitalizando a paisagem urbana.

No entanto, executivos do setor ressaltam que a camada ESG (Ambiental, Social e Governança) só se sustenta se a rentabilidade for competitiva. Segundo representantes da Somaúma e da Ilion, os aspectos de sustentabilidade são importantes, mas só se tornam viáveis quando há um retorno financeiro atrativo, liquidez no mercado e transparência nos preços.

O Debate Sobre o Destino das Unidades e o Impacto Social

O avanço do retrofit no Centro de São Paulo também levanta discussões importantes sobre o uso futuro das unidades reformadas. Urbanistas alertam para o risco de que projetos incentivados com recursos públicos acabem entregando poucas unidades de habitação social ou sendo direcionados para locação de temporada.

Essa preocupação se deve ao potencial de esses empreendimentos reduzirem o impacto na oferta de moradia permanente no Centro, que necessita de opções acessíveis. A requalificação de prédios vazios é fundamental para otimizar o uso da infraestrutura existente e aproximar moradia de empregos e transporte público.

Sem critérios claros de ocupação, preço e permanência, o incentivo à revitalização pode acabar valorizando ativos sem necessariamente ampliar o estoque de moradias acessíveis na região. O desafio agora é garantir que os benefícios do retrofit se traduzam em melhorias concretas e duradouras para a vida dos moradores do centro paulistano.

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