Loulu Gilberto, a caçula do ícone da Bossa Nova, João Gilberto, estreia na música com um álbum emocionante que mergulha em suas memórias afetivas e no legado de seu pai. O disco, intitulado “Loulu Gilberto”, traz um repertório cuidadosamente selecionado, que transita entre clássicos da MPB, standards de jazz e canções que marcaram sua infância.
Nascida em 22 de junho de 2004, Luísa Carolina Gilberto, artisticamente conhecida como Loulu Gilberto, lança seu primeiro trabalho fonográfico em 21 de maio, um mês antes de completar 22 anos. O álbum, batizado com seu nome artístico, é uma celebração da música e uma homenagem profunda a João Gilberto, seu pai, com quem compartilhou momentos musicais inesquecíveis.
A produção musical do disco ficou a cargo de Cezar Mendes e Mario Adnet, e a capa, com uma foto de Loulu por Bob Wolfenson, já antecipa a sensibilidade e o cuidado em cada detalhe. O repertório de 14 músicas, distribuídas em 13 faixas, reflete a vivência de Loulu com o pai, permeada por acalantos, sambas e a influência do jazz.
Conforme divulgado, o álbum “Loulu Gilberto” foi editado pela gravadora Sony Music e apresenta pérolas musicais que prometem encantar os fãs da boa música brasileira. Dentre os destaques, está a inédita “O amor nos encontrou”, uma rara parceria entre Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, que ganha seu primeiro registro oficial na voz de Loulu.
Um repertório que atravessa gerações e estilos
A filha de João Gilberto e Claudia Faissol não se limita a um único gênero. Em “Loulu Gilberto”, a cantora interpreta com maestria o standard de jazz “Tea for two”, de Vincent Youmans e Irving Caesar. O baião “Qui nem jiló”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, também marca presença, mostrando a versatilidade da artista.
Outro ponto alto do álbum é o samba-canção “Duas contas”, uma obra-prima do compositor Garoto, que ganha uma nova interpretação pela voz de Loulu. A canção “Avarandado”, de Caetano Veloso, um clássico da Tropicália, completa o time de homenagens a grandes nomes da música brasileira.
Releituras e memórias afetivas
A faixa “Jou Jou e balangandãs”, marchinha de Lamartine Babo, que João Gilberto gravou com Rita Lee em 1981, aparece no álbum com uma grafia ligeiramente alterada para “Jou Jou e balangandans”. Essa escolha evidencia a conexão de Loulu com as memórias musicais de sua família e a forma como ela reconstrói essas lembranças em sua arte.
O disco também conta com faixas como “Beija-me”, “Mr. Sandman”, “Dorme que eu velo por ti” e “Cuidado com o andor”, que, juntamente com “João”, a primeira faixa do álbum, compõem um mosaico sonoro que celebra a trajetória de João Gilberto e a nova jornada de sua filha.
A força do legado musical de João Gilberto
Loulu Gilberto demonstra com este álbum de estreia uma profunda conexão com o universo musical de seu pai, mas também sua identidade como artista. A escolha de um repertório tão rico e diversificado, que abrange diferentes épocas e estilos, comprova o talento e a sensibilidade da jovem cantora.
A expectativa é que “Loulu Gilberto” seja um marco em sua carreira e um presente para os amantes da música brasileira, que poderão redescobrir clássicos sob uma nova perspectiva e conhecer o potencial de uma nova voz que carrega o peso e a beleza de um legado musical inigualável.




