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Sam Altman diz que Elon Musk queria controle total da OpenAI e lucrar, negando traição à missão

CEO da OpenAI, Sam Altman, contra-argumenta Elon Musk em tribunal, negando traição e acusando-o de buscar controle e lucro da empresa

O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, refutou veementemente as alegações de Elon Musk de que teria traído a missão fundadora da empresa, voltada ao bem público. Em depoimento em um tribunal federal em Oakland, Califórnia, Altman afirmou que era Musk quem desejava assumir o controle da OpenAI e obter lucros com ela.

A disputa judicial, que já dura três semanas, gira em torno de um processo movido por Musk em agosto de 2024. Ele acusa Altman e a OpenAI de persuadi-lo a doar US$ 38 milhões, apenas para transformar a organização sem fins lucrativos em uma corporação com foco em lucro. O caso pode definir o futuro da OpenAI, especialmente enquanto a empresa se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações, avaliada em cerca de US$ 1 trilhão.

Altman negou as acusações de Musk de que ele e o presidente da OpenAI, Greg Brockman, teriam tentado “roubar uma instituição de caridade”. Conforme relatado pela Reuters, o CEO da OpenAI disse que é “difícil até mesmo envolver minha cabeça nesse enquadramento” e expressou otimismo de que “à medida que a OpenAI continue a se sair bem, a organização sem fins lucrativos se sairá ainda melhor”. Advogados de Musk, no entanto, tentaram apresentar Altman como alguém desonesto quanto aos planos para a OpenAI.

Musk buscou controle e lucros, afirma Altman

Durante seu testemunho, Sam Altman revelou que Elon Musk chegou a exigir uma participação de 90% na OpenAI. Ele descreveu a situação como “extremamente desconfortável”, mesmo com as exigências de Musk diminuindo posteriormente. Altman citou sua experiência com startups, mencionando como fundadores de empresas bem-sucedidas frequentemente consolidam poder para garantir controle permanente, como no caso da SpaceX de Musk.

Altman também declarou que, embora ele e outros líderes da OpenAI quisessem manter Musk a bordo, ele se recusou a fundir a empresa com a Tesla, a montadora de veículos elétricos de Musk. A justificativa foi a preocupação em não conseguir garantir o cumprimento da missão da OpenAI, uma vez que a Tesla teria como foco principal atender seus clientes e vender carros.

Honestidade de Altman questionada no tribunal

O advogado de Musk, Steven Molo, questionou a veracidade do depoimento de Altman. Ele citou um ex-membro da diretoria da OpenAI que descreveu Altman como promotor de uma “cultura tóxica de mentiras”. Além disso, sete ex-funcionários teriam declarado que Altman não era confiável. Quando questionado se já havia enganado pessoas em negócios, Altman respondeu: “Acredito que sou uma pessoa de negócios honesta e confiável”, mas em resposta à pergunta repetida, disse: “Acho que não”.

Oferta de aquisição da xAI surpreende

O presidente da OpenAI, Bret Taylor, testemunhou que a empresa recebeu uma oferta formal de aquisição de um consórcio liderado pela xAI, rival de Musk, em fevereiro de 2025, seis meses após Musk ter iniciado o processo. Taylor expressou surpresa, considerando a proposta de adquirir a organização sem fins lucrativos por um grupo com fins lucrativos como “contraditória com o espírito da ação judicial”.

O julgamento, que pode se estender até 18 de maio, também contou com depoimentos do ex-cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever, que alegou ter reunido provas sobre um “padrão consistente de mentiras” de Altman. O CEO da Microsoft, Satya Nadella, descreveu o investimento de sua empresa na OpenAI como um “risco calculado”.

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