Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Erika Hilton Repudia Compensações a Empresas pelo Fim da Escala 6×1, Lula Sinaliza Diálogo Aberto

Erika Hilton e Lula divergem sobre compensações para empresas após fim da escala 6×1

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma importante proposta legislativa para o fim da escala 6×1, adotou uma postura firme nesta quarta-feira (20), divergindo da sinalização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre possíveis compensações financeiras para empresas afetadas pela medida.

Hilton declarou que não vê “espaço” para negociações que envolvam desonerações ou outras formas de auxílio a setores que serão impactados pela mudança. Para a parlamentar, o foco deve ser unicamente em garantir um dia a mais de descanso para os trabalhadores brasileiros, sem concessões adicionais.

A declaração surge em contraste com as falas do presidente Lula, que na véspera indicou a possibilidade de compensações e a consideração das “características específicas” de cada setor, buscando evitar a imposição do fim da escala 6×1 pela força. A proposta, em vias de ser regulamentada, enfrenta críticas da oposição, que a classifica como medida eleitoreira. As informações são do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

Fim da Escala 6×1: Ausência de Margem para Negociação, Diz Erika Hilton

Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Erika Hilton foi enfática ao afirmar que o governo não tem “espaço” para negociar compensações financeiras, como desonerações da folha de pagamento, para empresas que venham a ser impactadas pelo fim da escala 6×1. “O governo vai dar aquilo que cabe ser dado”, declarou a deputada, ressaltando que a única entrega necessária é o direito a um dia a mais de descanso para o trabalhador brasileiro.

Lula Busca Equilíbrio e Diálogo com Setores Produtivos

Em contraponto à posição de Hilton, o presidente Lula sinalizou, em reunião com empresários, que o governo considerará as “características específicas” de cada setor ao discutir o fim da escala 6×1. A intenção é buscar um acordo que não seja impositivo e leve em conta as particularidades da aplicação da medida, evitando, assim, confrontos diretos com o setor produtivo.

Oposição e Alternativas na Discussão da Escala de Trabalho

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6×1 tem sido vista pela oposição como uma medida com fins eleitorais. A relatoria do tema em comissão especial, que estava prevista para esta quarta-feira (20), foi adiada. A oposição sugere como alternativa a definição das horas trabalhadas por meio de convenções coletivas, em vez de uma imposição geral. O presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), expressou o desejo de aprovar a medida ainda em maio, celebrando o mês do trabalhador.

Divergências na Base do Governo e Declarações de Outros Políticos

A divergência de opiniões sobre as compensações para empresas reflete uma divisão dentro da base aliada ao governo. Enquanto a ala mais à esquerda, representada por Erika Hilton e pelo Ministro Guilherme Boulos (PSOL), critica a ideia de compensações, defendendo o direito do trabalhador, outras vozes políticas apresentam perspectivas distintas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defende que a discussão garanta a manutenção do poder de compra do trabalhador. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propõe uma alternativa flexível, com remuneração por hora.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos