Mercado de seguro residencial alcança faturamento histórico no início de 2026
O setor de seguro residencial demonstrou um desempenho notável no primeiro trimestre de 2026, registrando uma arrecadação de R$ 1,73 bilhão em prêmios. Este valor representa um crescimento expressivo de 10,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O montante alcançado é o maior já observado para o primeiro trimestre na série histórica do órgão regulador.
Essa expansão consolida uma tendência de crescimento consistente que tem marcado o mercado nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, o segmento de seguro residencial acumulou um avanço de 49,22%, saltando de R$ 4,48 bilhões para R$ 6,66 bilhões em prêmios emitidos anualmente. O ritmo de expansão manteve-se acima de dois dígitos em três dos últimos quatro anos, evidenciando a força do setor.
Especialistas atribuem esse avanço a uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro. O seguro residencial deixou de ser visto apenas como um gasto pontual para se tornar uma solução que agrega proteção, praticidade e segurança ao lar. Essa percepção renovada tem impulsionado a busca por coberturas mais completas e serviços agregados.
Mudança na percepção do consumidor e serviços essenciais impulsionam o seguro residencial
A percepção do seguro residencial como um item essencial para a tranquilidade familiar tem crescido. Andrea Nogueira, diretora de seguros massificados da Mapfre, destaca que o produto agora é visto como uma solução que combina proteção, conveniência e tranquilidade. Essa mudança de mentalidade é um fator chave para o aumento da adesão.
Dados da Brasilseg, empresa do grupo BB Seguros, revelam que a maioria dos acionamentos do seguro residencial, quase 65%, está relacionada a imprevistos domésticos e necessidades de manutenção. Serviços como reparos de encanamento, eletricidade, conserto de eletrodomésticos e atendimento de chaveiro são os mais utilizados pelos segurados, demonstrando a relevância do seguro no dia a dia.
Eventos climáticos extremos e o potencial de crescimento do mercado
Outro fator relevante para o aumento da demanda são os eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Magda Truvilhano, vice-presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg, aponta que em estados como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, o aumento nas indenizações foi diretamente ligado a ocorrências como temporais, granizo e chuvas intensas.
Apesar do crescimento expressivo, o mercado de seguro residencial ainda apresenta um significativo potencial de expansão. Atualmente, estima-se que apenas cerca de 17% das residências brasileiras possuam algum tipo de seguro residencial. Esse índice, que passou de 13,6% para 17% em quatro anos, é considerado gradual pelo setor, indicando que há ainda um vasto público a ser alcançado.
Evolução dos Prêmios Emitidos no Mercado de Seguro Residencial (R$ bilhões)
2022: R$ 4,48 bi
2023: R$ 5,15 bi
2024: R$ 6,00 bi
2025: R$ 6,66 bi
Comparativo de Prêmios Emitidos no 1º Trimestre (R$ bilhões)
1º Trimestre 2022: R$ 1,01 bi
1º Trimestre 2023: R$ 1,17 bi
1º Trimestre 2024: R$ 1,48 bi
1º Trimestre 2025: R$ 1,57 bi
1º Trimestre 2026: R$ 1,73 bi
A Caixa Residencial, por exemplo, registrou um aumento de 5,7% em seus prêmios emitidos no primeiro trimestre de 2026, atingindo R$ 266,3 milhões, segundo Rodrigo Valença, presidente da companhia. Estes dados reforçam a trajetória positiva e o promissor futuro do seguro residencial no Brasil.





