Maria Luiza Jobim floresce na leveza requintada de ‘Rosa no Céu’, álbum de canções feitas com Marcelo Camelo
A cantora e compositora Maria Luiza Jobim lança seu terceiro álbum solo, intitulado ‘Rosa no Céu’, marcando um novo capítulo em sua carreira com uma sonoridade leve e refinada. O disco, gravado em Lisboa, conta com a colaboração fundamental de Marcelo Camelo, que assina a produção e co-assina cinco das oito faixas.
Este novo trabalho se distancia da artista sem identidade do álbum de estreia, ‘Casa Branca’ (2019), e também de ‘Azul’ (2023), mostrando uma Maria Luiza Jobim mais madura e segura. A leveza de ‘Rosa no Céu’ é um contraponto interessante ao peso natural de carregar o sobrenome Jobim, sinônimo de genialidade na música brasileira.
Apesar da sombra imponente de seu pai, Antonio Carlos Jobim, que paira em canções como ‘Sofá Vermelho’, uma parceria com Marcelo Camelo, Maria Luiza Jobim demonstra que está construindo seu próprio caminho. O lançamento oficial ocorreu em 2 de junho, com arte de Maria Ana Moura Santos e foto de Marina Guimarães.
A colaboração Brasil-Portugal que impulsiona a carreira de Maria Luiza
A conexão entre Brasil e Portugal se mostrou extremamente benéfica para Maria Luiza Jobim. Gravado no estúdio Mar de Ouro, em Lisboa, o álbum ‘Rosa no Céu’ apresenta canções que evidenciam essa harmonia.
Marcelo Camelo, parceiro de longa data e agora produtor, teve uma influência nítida no desabrochar artístico de Maria Luiza. A faixa ‘We Are Young’, por exemplo, assinada por Camelo e Mallu Magalhães, remete à fase mais madura da discografia de Mallu, evidenciando a contribuição do casal para o álbum.
Maria Luiza Jobim ganha voz própria em ‘Rosa no Céu’
O álbum se destaca por suas canções, com a mais cativante sendo ‘Go Go Go’, que leva a assinatura exclusiva de Maria Luiza Jobim na composição. Isso desmistifica a ideia de que seu florescimento artístico em ‘Rosa no Céu’ se deve unicamente à parceria com Camelo.
As parcerias com Marcelo Camelo e Mallu Magalhães são evidentes em faixas como ‘Portugal’, composta em inglês. A beleza de ‘Boca a Boca’, com seu arranjo de cordas sofisticado, e a fluidez do samba ‘Sinais’, sublinham o sucesso da colaboração, resultando em um álbum onde canto, composições e arranjos se afinam com elegância.
O legado Jobim revisitado com leveza e novas roupagens
A única faixa que foge do trilho autoral é a canção francesa ‘La Javanaise’ (Serge Gainsbourg, 1963), em uma versão com Chico Chico. Apesar de manter o clima do álbum, a regravação não alcança o encanto de interpretações anteriores de Rita Lee e do duo Agridoce.
O encerramento do álbum fica por conta da faixa-título, ‘Rosa no Céu’, que apresenta um suntuoso arranjo de cordas de Jaques Morelenbaum. A participação de Morelenbaum, que integrou a Nova Banda de Tom Jobim nos anos 1980, simboliza a forma como Maria Luiza Jobim **sustenta o peso de seu legado familiar** ao mesmo tempo em que se permite **florescer em sua própria identidade musical**, dez anos após sua estreia com o duo Opala.




