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EUA celebram morte do chefe do Tren de Aragua e enviam recado: ‘Não há refúgio para narcoterroristas na América Latina’

Pentágono confirma fim da perseguição a Niño Guerrero e alerta a América Latina

A morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero e líder da gangue venezuelana Tren de Aragua, foi confirmada pelo Pentágono. A operação, resultado de uma ação militar conjunta entre Estados Unidos e Venezuela, envia uma “mensagem clara à América Latina”, segundo autoridades americanas.

A declaração do Pentágono reforça a posição de que “não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério”. A operação, que culminou na eliminação de Guerrero após uma longa perseguição, foi anunciada na sexta-feira (12) por Washington e Caracas.

O presidente Donald Trump também comentou a ação, descrevendo-a como um ataque “rápido e letal” conduzido pelo Comando Sul dos EUA em “estreita cooperação” com o governo venezuelano. A morte de Niño Guerrero se insere em uma política mais ampla de pressão militar e diplomática dos EUA na região.

Tren de Aragua: da Venezuela para o mundo, com atuação criminosa diversificada

O Tren de Aragua, fundado na Venezuela, foi recentemente designado como organização terrorista estrangeira pelo Departamento de Estado dos EUA. Essa classificação, que também foi aplicada a facções brasileiras como PCC e CV, é um passo significativo em uma estratégia de combate ao crime organizado que se estende por diversos países.

A facção é acusada de envolvimento em uma vasta gama de atividades criminosas, incluindo sequestro, extorsão, tráfico de pessoas para exploração sexual, contrabando, mineração ilegal, tráfico de drogas e assassinatos por encomenda. Sua atuação se estende por países como Colômbia, Peru e Chile, além de ter expandido suas operações pelo corredor andino, do Panamá ao Brasil.

A fuga e a caçada a Niño Guerrero

Niño Guerrero era considerado a principal liderança do Tren de Aragua. Em 2023, ele protagonizou uma fuga espetacular da prisão de Tocorón, na Venezuela, junto com outros membros importantes da organização. A fuga ocorreu pouco antes de uma operação policial das autoridades venezuelanas, tornando Guerrero um dos criminosos mais procurados da região.

Desde então, o líder do Tren de Aragua se tornou um alvo frequente das ações de segurança promovidas pelo governo americano. A operação conjunta que resultou em sua morte demonstra a persistência e a coordenação entre os EUA e a Venezuela no combate a grupos criminosos transnacionais.

Política de pressão dos EUA na América Latina

A morte de Guerrero se insere em uma política mais ampla do governo Trump de pressão militar e diplomática na América Latina. O republicano ampliou as operações de combate ao narcotráfico na região, classificou cartéis e facções de organizações terroristas e ameaçou parceiros comerciais com tarifas caso não cooperassem com a política da Casa Branca.

A designação do Tren de Aragua como organização terrorista foi o primeiro passo de uma estratégia que culminou na captura de Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York acusado de narcotráfico. A ação contra Guerrero envia um forte sinal de que “os terroristas do Tren de Aragua não têm mais um refúgio seguro na Venezuela”, conforme declarou Trump.

O papel do Comando Sul e a cooperação com Caracas

O Comando Sul dos EUA, responsável pela operação, atuou em “estreita cooperação” com o regime venezuelano. O presidente Trump compartilhou um vídeo mostrando um ataque a um edifício cercado por vegetação, com uma grande nuvem de fumaça após uma explosão, confirmando a ação militar. As autoridades americanas afirmam que a pasta continuará atuando na região para combater o crime organizado.

A confirmação da morte pelo regime venezuelano ocorreu logo em seguida, informando que a operação teve lugar no estado de Bolívar e houve confrontos com “estruturas do crime organizado”. A colaboração entre EUA e Venezuela, mesmo em meio a tensões políticas, reflete a prioridade dada ao combate a grupos como o Tren de Aragua.

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