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Da Dança do Pombo ao Makossa: Músicas e Coreografias que Viraram Ícones nas Copas do Mundo

A Copa do Mundo é feita de gols, mas as comemorações muitas vezes se tornam tão lendárias quanto os próprios lances, eternizando músicas, danças e expressões culturais.

Ao longo das décadas, jogadores talentosos transformaram a alegria de marcar um gol em espetáculos que ecoaram pelo mundo. Essas celebrações não apenas marcaram momentos decisivos, mas também serviram como vitrines para a rica diversidade cultural de seus países, impulsionando ritmos e criando imagens que permanecem vivas na memória dos torcedores.

Do icônico Makossa de Roger Milla em 1990 às vibrantes coreografias da seleção brasileira em 2022, essas manifestações culturais se tornaram símbolos de Copas do Mundo, provando que a paixão pelo futebol pode, sim, embalar e popularizar a música e a dança pelo planeta.

Conforme divulgado pelo g1, essas festas em campo ajudaram a popularizar canções, estilos musicais e coreografias em diferentes edições do Mundial, transformando jogadores em embaixadores culturais. Veja algumas das mais marcantes da história.

O Makossa de Roger Milla: Um Ícone Camaronês em 1990

Na Copa do Mundo de 1990, o camaronês Roger Milla protagonizou um momento que entraria para a história. Após marcar um gol decisivo contra a Colômbia, na prorrogação, Milla correu para a bandeira de escanteio e iniciou uma dança que se tornaria um marco.

Anos depois, ele explicou que o gesto foi espontâneo, inspirado pela energia do momento e pelo local. A dança era uma referência ao **Makossa**, gênero musical popular de Camarões, que mistura ritmos locais com influências de rumba congolesa, funk e soul, surgido nas décadas de 1950.

A “Macarena Africana” de Siphiwe Tshabalala em 2010

A Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, foi palco de um gol histórico. Siphiwe Tshabalala marcou o primeiro gol do torneio em solo africano, contra o México, e sua comemoração rapidamente se tornou um símbolo de orgulho e união para o continente.

Tshabalala e seus companheiros executaram uma dança ensaiada na bandeira de escanteio, que foi comparada a uma “Macarena africana”, capturando a essência festiva do evento e a alegria de um momento singular para o futebol africano.

O “Armeration” de Pablo Armero na Copa do Brasil

Na Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, o colombiano Pablo Armero trouxe de volta aos holofotes uma dança que já havia viralizado anos antes. Originada de uma tentativa de executar o “Rebolation”, hit do carnaval de 2010, a coreografia ganhou o nome de “Armeration”.

Após marcar um gol contra a Grécia, Armero reuniu seus colegas de equipe para repetir o passo, mostrando a força das danças que nascem em contextos populares e ganham o palco mundial do futebol.

A “Dança do Pombo” e o “Pagodão do Birimbola” no Catar 2022

A seleção brasileira, mesmo sem conquistar o título, encantou na Copa do Mundo do Catar em 2022 com celebrações vibrantes. Contra a Coreia do Sul, Neymar, Paquetá, Raphinha e Vinícius Júnior comemoraram um gol com a coreografia do “Pagodão do Birimbola”, sucesso do grupo Os Quebradeiras.

A música, que mistura funk com pagodão baiano e faz referência a “Tchubirabirom” do Parangolé, já era popular nas redes sociais, impulsionada pelo próprio Neymar. Na mesma partida, Richarlison repetiu sua famosa **”Dança do Pombo”**, inspirada em um funk de 2008, que até o técnico Tite reproduziu à beira do campo, protagonizando um dos momentos mais lembrados da campanha brasileira.

A “Dança do Zagueiro” de Umtiti e “Ramenez La Coupe à la Maison”

Na Copa do Mundo da Rússia em 2018, o zagueiro francês Samuel Umtiti marcou o gol que levou a França à final contra a Bélgica. Sua comemoração, uma caminhada desengonçada misturada com passos de dança, viralizou rapidamente entre os torcedores franceses.

O sucesso do gesto inspirou o rapper Vegedream a lançar a música “Ramenez La Coupe à la Maison”, que se tornou o hino da comemoração do título francês e alcançou o topo das paradas, demonstrando como uma celebração em campo pode se transformar em um fenômeno cultural.

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