G7 anuncia apoio militar turbinado à Ucrânia e mira sanções mais duras contra Rússia em declaração conjunta
O Grupo dos Sete (G7) declarou que a guerra na Ucrânia vive um “novo momento”, reconhecendo a “resiliência e os avanços da Ucrânia no campo de batalha nos últimos meses”. Em uma declaração conjunta, os líderes das sete economias mais ricas do mundo e a União Europeia prometeram acelerar o envio de sistemas de defesa aérea, interceptores e capacidades de longo alcance para Kiev.
Além do reforço militar, o G7 sinalizou disposição para apertar ainda mais as sanções contra o petróleo e o gás russos. A justificativa para essa medida vem de um acordo diplomático no Oriente Médio, que o grupo vê como uma oportunidade para aumentar a pressão sobre Moscou e garantir a segurança energética global.
A declaração conjunta, divulgada após o encontro do G7, abordou também temas como o Irã, o Líbano, a Faixa de Gaza e a segurança no Indo-Pacífico, demonstrando uma agenda multifacetada dos líderes mundiais. Conforme informação divulgada pelo G7, o grupo formaliza o apoio a iniciativas de paz e estabilidade em diversas regiões, reafirmando seus compromissos com a segurança e a ordem internacional.
Aceleração no envio de armamentos e foco em produção militar ucraniana
O G7 se comprometeu a acelerar o fornecimento de sistemas de defesa aérea, interceptores e capacidades de longo alcance para a Ucrânia. Há também a consideração de estender licenças para ampliar a produção militar ucraniana, visando fortalecer a capacidade de autodefesa do país em meio ao conflito.
Sanções contra a Rússia e o impacto no mercado de energia
A declaração conjunta do G7 indica uma forte disposição em intensificar as sanções contra o petróleo e o gás russos. O grupo vê este como o “momento certo para avançar com medidas adicionais”, alinhando a política energética com os objetivos de pressionar a Rússia e garantir a estabilidade do mercado global.
Acordo no Oriente Médio e a questão nuclear iraniana
O memorando de entendimento entre Washington e Teerã, anunciado recentemente, foi tratado pelo G7 como “o avanço e a oportunidade que hoje existem no Oriente Médio”. Os líderes reafirmaram que o Irã “nunca deverá obter uma arma nuclear” e esperam um “acordo diplomático robusto e abrangente” que também aborde as atividades balísticas e regionais iranianas. O grupo apoia uma iniciativa multinacional liderada pela França e Reino Unido para garantir a retomada do tráfego marítimo seguro no estreito de Hormuz.
Foco em estabilidade regional e segurança global
O G7 também manifestou apoio a um “cessar-fogo robusto e imediato” no Líbano, visando o desarmamento do Hezbollah. Na Faixa de Gaza, os líderes prometeram “acelerar os esforços humanitários e de reconstrução”. No Indo-Pacífico, o grupo reiterou a oposição a “tentativas unilaterais de alterar o status quo” e cobrou da Coreia do Norte a resolução “imediata” da questão dos sequestros.





