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Espelho d’água azul de Trump vira verde de novo: Algas ressurgem após reforma milionária e revoltam turistas

Algas voltam a dominar espelho d’água azul após reforma milionária de Trump no Memorial Lincoln

Um ambicioso projeto de reforma no espelho d’água do Memorial Lincoln, em Washington, orçado em US$ 14,2 milhões (aproximadamente R$ 72,1 milhões), prometia resolver problemas crônicos de vazamentos e proliferação de algas. A intervenção, impulsionada pelo desejo do então presidente Donald Trump de ter o local impecável para o 250º aniversário dos Estados Unidos, contudo, não resistiu ao calor e à umidade.

Dias após a conclusão da obra, que incluiu o revestimento do piso com um material impermeabilizante de cor azul-escura, aglomerados de algas voltaram a surgir, conferindo a partes da estrutura uma indesejada tonalidade esverdeada. A situação frustrou turistas e levantou questionamentos sobre a eficácia do investimento e a urgência na contratação de fornecedores sem licitação.

Conforme informações divulgadas pelo Departamento do Interior, responsável pela administração do local, um sistema de tratamento de água avançado, o “nanobubbler”, foi instalado. A porta-voz Katie Martin afirmou que as algas já estavam mortas e sendo aspiradas, prevendo que a água voltaria ao seu tom original em breve. “Agradecemos ao presidente Trump por consertar o espelho d’água de vez”, declarou Martin.

Reforma milionária e contratações sem licitação

A reforma visava solucionar dois problemas persistentes: vazamentos e o crescimento de algas. O governo Trump, justificando a necessidade urgente para as celebrações nacionais, concedeu contratos sem licitação a duas empresas. A Atlantic Industrial Coatings ficou responsável pelo revestimento azul-escuro e pela vedação de juntas, enquanto a Greenwater Services instalou o novo sistema de purificação de água.

A Atlantic Industrial Coatings finalizou seu trabalho em 4 de junho, e a piscina foi reabastecida logo em seguida. A Greenwater Services também concluiu a instalação do sistema de purificação. No entanto, no domingo e na segunda-feira seguintes, funcionários do Serviço Nacional de Parques foram vistos na piscina, removendo manchas de algas da superfície, acompanhados por representantes de outra empresa responsável pelo tratamento da água.

Opiniões divididas entre os visitantes

Enquanto alguns turistas, como Bonnie Garvin, professora da Geórgia, não se incomodaram com a coloração esverdeada, afirmando que “não estamos nadando nela, então não é realmente um problema”, outros expressaram decepção. Jessica Lea, terapeuta de Portland, no Oregon, descreveu a experiência como “bem pantanoso” e lamentou a falta de reflexo e a aparência geral da água, que poderia estar mais limpa.

Algas ressurgem em poucos dias

Apesar da promessa de uma solução definitiva, a rápida reincidência das algas levanta dúvidas sobre a durabilidade da reforma. A porta-voz Katie Martin havia mencionado anteriormente que as algas eram “residuais” e provenientes de tubulações inativas durante as obras. A expectativa agora é que o sistema “nanobubbler” realmente resolva o problema a longo prazo, evitando novas frustrações para os visitantes e o ressurgimento do tom verde no espelho d’água azul.

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