Ministro da Fazenda Dario Durigan afirma que trabalhadores pagam menos impostos e defende trajetória da economia brasileira
Em um embate acalorado com a oposição na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu enfaticamente que os trabalhadores brasileiros atualmente desembolsam menos impostos no país. A declaração surge em resposta às acusações de parlamentares adversários, que apontam para uma elevação na carga tributária sob a gestão atual.
Durigan apresentou dados que sustentam sua argumentação, destacando medidas específicas adotadas pelo governo. O ministro enfatizou que a política econômica visa a justiça fiscal, aliviando o peso sobre os mais vulneráveis e buscando uma contribuição mais equitativa daqueles com maior capacidade financeira. Acompanhe os detalhes dessa defesa e os indicadores econômicos apresentados.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante sua participação na Câmara dos Deputados, apresentou uma defesa robusta da política tributária do governo, contrapondo as críticas da oposição. Ele afirmou categoricamente que o trabalhador brasileiro paga menos impostos hoje, citando como exemplo a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil e a redução para quem ganha até R$ 7.350 mensais, o que, segundo ele, beneficia mais de 90% dos cidadãos.
Redução na carga tributária para trabalhadores e foco em justiça fiscal
Dario Durigan explicou que o trabalho do Ministério da Fazenda tem sido direcionado para a **redução da tributação sobre o consumo e para os mais pobres**, ao mesmo tempo em que se promove um **aumento justo sobre quem possui maior capacidade econômica** e, na visão do governo, não contribuía adequadamente. Ele citou como exemplos de quem passa a pagar mais: donos de empresas de apostas online, que antes eram isentas, investidores com fundos fechados e empresários que recebiam subvenções de custeio.
O ministro ressaltou que a intenção não é uma “sanha arrecadatória”, mas sim buscar a **isonomia tributária**. “É legítimo que quem tenha investimento em paraíso fiscal, que quem tem investimento em fundo fechado no país pague tributo como outras pessoas, como o trabalhador paga, como os senhores pagam”, declarou Durigan, que substitui o ministro Fernando Haddad na pasta.
Economia brasileira em trajetória de melhora, segundo o Ministro
Além da questão tributária, Durigan defendeu a **trajetória positiva da economia brasileira**. Ele destacou o crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano, um resultado que surpreendeu o mercado. Um ponto de atenção especial foi o **crescimento de 3,5% na formação de capital fixo**, que representa investimentos em máquinas e equipamentos, essenciais para o aumento da capacidade produtiva do país.
“É o maior crescimento em capital fixo em um trimestre ante o trimestre anterior que a gente teve nos últimos anos”, avaliou o ministro. Ele reconheceu que os juros altos ainda são um desafio, mas ressaltou que, mesmo diante desse cenário, a economia brasileira tem conseguido gerar bons resultados, inclusive em termos de investimentos.
Inflação controlada e medidas para conter o aumento de preços
No que diz respeito à inflação, Dario Durigan afirmou que, embora ainda seja uma preocupação, ela se mantém na **“mínima histórica”** para o atual mandato presidencial. Ele reconheceu que eventos globais, como a guerra no Oriente Médio, podem desorganizar cadeias produtivas, especialmente a de combustíveis, mas reiterou o controle sobre os índices gerais de preços.
Para manter a inflação sob controle, o ministro mencionou duas medidas importantes: o **subsídio ao preço dos combustíveis** e o **contingenciamento orçamentário de R$ 23 bilhões** realizado neste ano. Essas ações visam a estabilizar os preços e garantir a previsibilidade econômica.
Refis do Agro: governo busca acordo, mas alerta para o risco de “errar na dose”
Um ponto de preocupação para o governo é o projeto de lei que trata do refinanciamento de dívidas do agronegócio (Refis do Agro), aprovado no Senado e que prevê um impacto orçamentário de R$ 140 bilhões em 13 anos. Defensores da proposta na Câmara pediram ao ministro que não a tratasse como uma “pauta-bomba”.
Durigan afirmou que o governo tem interesse em chegar a um acordo, mas expressou sua preocupação em “errar na dose da ajuda”. Ele explicou que a proposta pode beneficiar produtores que não necessitam do refinanciamento, lembrando que apenas 5% dos produtores com dívidas no Banco do Brasil estão inadimplentes, e que “95% do agronegócio brasileiro está bem”. O ministro sinalizou que o Executivo buscará, junto ao Congresso, uma solução que auxilie o setor sem comprometer excessivamente as contas públicas.




