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Israel intensifica ataques em Gaza: 9 mortos em bombardeios, incluindo mulheres e crianças, dizem médicos

Novos bombardeios israelenses deixam ao menos nove mortos em Gaza, incluindo mulheres e crianças, segundo profissionais de saúde do território. Os ataques aéreos atingiram diversas áreas, reacendendo a violência na região.

Um prédio residencial no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, foi alvo de um ataque aéreo que destruiu um apartamento e deixou vários feridos, conforme relatos de socorristas. O exército israelense informou ter atacado um alvo terrorista, mas não forneceu detalhes adicionais sobre a operação.

Em outra ação, forças israelenses mataram uma mulher na cidade de Beit Lahiya, no norte de Gaza. Já no sul do território, em Khan Younis, um bombardeio resultou na morte de pelo menos uma pessoa e deixou outras oito feridas. Um terceiro ataque em Bureji, um campo de refugiados no centro da Faixa de Gaza, tirou a vida de mais três pessoas, entre elas um fotógrafo local.

As Forças Armadas de Israel não emitiram comentários imediatos sobre as ofensivas. Estes ataques ocorrem em um momento de fragilidade na trégua firmada em outubro entre o grupo Hamas e Israel, período em que mais de mil palestinos e quatro soldados israelenses foram mortos, segundo informações divulgadas.

Impasse e Plano de Paz em Risco

A escalada de violência acontece em meio a um impasse entre Israel e o Hamas sobre os próximos passos de um plano para Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses da região.

Uma versão revisada do plano foi apresentada na quarta-feira (17) pelo enviado de paz de Trump, Nickolay Mladenov, buscando abordar preocupações das partes envolvidas, mas mantendo os pontos cruciais. Um líder do Hamas confirmou que o documento estava sob análise.

Divergências sobre o Futuro de Gaza

Israel insiste que o Hamas deve ceder o poder em Gaza, desarmar-se e não ter qualquer participação na futura governança do território. Por outro lado, o grupo extremista condiciona qualquer desarmamento completo ao estabelecimento de um caminho político que leve à criação de um Estado palestino.

O conflito tem raízes profundas, com combatentes liderados pelo Hamas matando 1.200 pessoas em um ataque transfronteiriço a Israel em 7 de outubro de 2023, de acordo com contagens israelenses. O Ministério da Saúde de Gaza, por sua vez, informou que mais de 73 mil palestinos morreram em Gaza desde então, evidenciando a grave crise humanitária na região e a necessidade urgente de uma solução pacífica.

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