Ed Motta retorna ao português com álbum que passeia pelo electro funk e bossa nova
Após uma década explorando sonoridades em inglês, Ed Motta prepara o lançamento de seu primeiro álbum inteiramente composto e gravado em português desde 2013. O novo trabalho, aguardado para 25 de setembro, promete uma viagem musical que transita entre o vibrante electro funk e a suave bossa nova.
O álbum, que chega 13 anos após “AOR”, seu último disco em português, reafirma a versatilidade de Ed Motta, um artista que sempre soube transitar por diferentes gêneros com maestria. A expectativa é alta para ouvir as novas composições que refletem tanto a energia oitentista quanto a delicadeza brasileira.
Com produção musical assinada por Michel Limma e pelo próprio Ed Motta, o disco conta com faixas inéditas como “Eu quero ser feliz”, um single com um claro clima oitentista programado para 17 de julho, e a bossa nova de “Casa de frente pro mar”. Conforme informação divulgada pelo artista, o novo álbum representa a retomada de uma estética sonora que remete aos seus primeiros trabalhos, trazendo de volta uma “fase com inocência e pureza preservadas”.
Electro Funk e Influências Oitentistas
O novo projeto de Ed Motta mergulha de cabeça no electro funk, gênero que marcou presença em seus primórdios e que reverencia influências de bandas como Cameo e Surface. O single “Eu quero ser feliz” já antecipa essa vibe, com um ritmo contagiante e uma produção que remete à década de 1980.
Essa escolha estética demonstra uma clara intenção de revisitar as origens, como o próprio artista explica: “Senti imensa nostalgia dos meus primeiros discos, uma fase com inocência e pureza preservadas por sempre ter escutado os discos que me influenciaram”.
Da Energia do Funk à Suavidade da Bossa Nova
Mas o álbum não se resume apenas ao electro funk. Ed Motta também flerta com a bossa nova na canção “Casa de frente pro mar”, mostrando a amplitude de seu repertório e a capacidade de transitar entre diferentes climas musicais.
Outras faixas autorais, como “Grande plano” e “Não tem contradição”, prometem manter a complexidade harmônica característica dos trabalhos mais recentes de Ed Motta, equilibrando inovação com a familiaridade sonora.
Lançamento e o Selo Dwitza
O 15º álbum de estúdio de Ed Motta será lançado pelo seu próprio selo, Dwitza, em colaboração com o selo alemão MPS. É importante notar que os três álbuns anteriores do artista – “Perpetual Gateways” (2016), “Criterion of the Senses” (2018) e “Behind the Tea Chronicles” (2023) – foram todos compostos e gravados em inglês, tornando este novo lançamento um marco significativo em sua carreira.





