Ataque aéreo em Gaza durante funeral deixa mortos e feridos, Israel afirma ter atingido “célula terrorista”
Um ataque aéreo, atribuído por serviços de socorro e testemunhas locais a Israel, atingiu nesta sexta-feira (17) um funeral próximo a Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza. A ofensiva resultou na morte de oito pessoas e deixou dezenas de feridos, em um momento de luto para as famílias palestinas.
As vítimas participavam do cortejo fúnebre de um homem que havia sido morto em outro bombardeio atribuído às forças israelenses na mesma região. O funeral ocorria nas imediações de um mercado, aumentando a tragédia para os civis presentes.
A Defesa Civil de Gaza, controlada pelo Hamas, e o hospital Al Awda confirmaram o número de mortos e feridos, relatando que o projétil atingiu diretamente os enlutados. Conforme informação divulgada pela AFP e Reuters, este incidente eleva o total de mortos palestinos em ações militares nesta sexta-feira para ao menos 13.
Hamas condena “massacre brutal” e pede ação da ONU
O Hamas reagiu com veemência ao ataque, classificando-o como um “massacre brutal” contra civis em um momento de profunda dor. A organização instou a Organização das Nações Unidas (ONU) e os países mediadores a agirem com urgência para interromper os ataques israelenses e buscar uma solução para o conflito.
Em resposta, o Exército de Israel confirmou a autoria da ofensiva, declarando que o alvo foi uma “célula terrorista” da organização Jihad Islâmica. Os militares israelenses informaram estar “cientes das acusações de que indivíduos não envolvidos foram feridos como resultado do ataque”, indicando uma investigação sobre as baixas civis.
Violência persiste apesar de cessar-fogo e ordens de retirada
Apesar de um acordo de cessar-fogo firmado em outubro passado entre Israel e o Hamas permanecer formalmente em vigor, a violência na região continua. Esforços diplomáticos para alcançar um acordo duradouro para o fim da guerra encontram-se estagnados, gerando incerteza e sofrimento para a população.
Moradores de outra área no centro de Gaza, a leste de Deir al-Balah, relataram o uso de drones pelas forças israelenses para transmitir mensagens de áudio ordenando o esvaziamento imediato de suas residências. Dezenas de famílias foram forçadas a fugir em busca de segurança, evidenciando a persistência da instabilidade.
Balanço de vítimas e escalada de confrontos
A trégua, embora tenha conseguido interromper confrontos terrestres em grande escala, não cessou os ataques aéreos e bombardeios quase diários promovidos por Israel, que alega visar exclusivamente alvos militares. Dados divulgados pelas autoridades de saúde de Gaza indicam que mais de 1.127 palestinos, a maioria civis, foram mortos por ações militares israelenses desde outubro, números considerados confiáveis pela ONU.
O Hamas, por sua vez, não costuma divulgar o balanço de baixas entre seus combatentes. No mesmo período, quatro soldados israelenses foram mortos por militantes dentro do território de Israel, demonstrando a escalada de violência e a complexidade do conflito na região.





