Papangu revoluciona com ‘Celestial’: uma fusão audaciosa de metal, ciranda e forró em seu terceiro álbum
A banda paraibana Papangu está prestes a lançar seu aguardado terceiro álbum de estúdio, intitulado ‘Celestial‘. O trabalho se destaca por uma proposta sonora inovadora, que mescla a intensidade do metal extremo e a complexidade do rock progressivo com as raízes vibrantes de gêneros nordestinos como a ciranda e o forró.
Com lançamento programado para 7 de agosto, ‘Celestial’ apresentará dez faixas autorais e conta com uma arte de capa elaborada por Juliana Lapa. O álbum será disponibilizado em diversos formatos, incluindo LP, CD e até mesmo fita cassete, além da edição digital, demonstrando o compromisso da banda com a experiência musical completa.
Esta nova obra sucede os aclamados ‘Holoceno’ (2021), que explorou uma atmosfera de metal apocalíptico, e ‘Lampião Rei’ (2024), com sua narrativa de realismo mágico sobre o cangaço. A informação foi divulgada pela assessoria da banda.
‘Celestial’ marca despedida e novas energias na formação da Papangu
Uma particularidade de ‘Celestial’ é que este álbum marca a última participação do baterista e percussionista Vitor Alves na banda. Vitor, que integrou a Papangu desde 2022, deixou o grupo neste ano de 2026, sendo substituído por George Alexandria. George agora se une aos membros remanescentes da formação original: Hector Ruslan (voz e guitarra) e Marco Mayer (voz e baixo).
A banda, formada em João Pessoa (PB) em 2012, já havia incorporado novos talentos nos últimos anos. Desde 2022, o multi-instrumentista Pedro Francisco e o tecladista Rodolfo Salgueiro também fazem parte do quinteto. Como ‘Celestial’ foi gravado em 2025, ainda conta com a performance de Vitor Alves, que havia entrado para substituir o baterista original, Nichollas Jaques.
Gravação analógica em Berlim e turnê europeia
O processo de gravação de ‘Celestial’ ocorreu de forma inteiramente analógica, entre 2 e 10 de setembro de 2025, no Big Snuff Studio em Berlim, Alemanha. Sob a produção de Richard Behrens, o álbum foi registrado em fita magnética de duas polegadas, utilizando equipamentos vintage para evocar timbres clássicos das décadas de 1960 e 1970. Richard Behrens também é o responsável pela mixagem.
A masterização e o corte ficaram a cargo de Sidney Claire Meyer, nos Emil Berliner Studios, também em Berlim. ‘Celestial’ é o primeiro lançamento da Papangu pela gravadora carioca Deck. O álbum será lançado no mesmo dia em que a banda inicia sua turnê europeia, com 16 apresentações agendadas entre 7 e 29 de agosto.
Repertório de ‘Celestial’ e a aposta em sonoridades únicas
O repertório de ‘Celestial’ é composto por dez faixas: ‘Mau-olhado’, ‘Colosso’, ‘Taxidermia’, ‘Bode expiatório’, ‘Celeste’, ‘Fechamento’, ‘Calado (de olho)’, ‘Iamanakaru’, ‘Afirmação’ e ‘Outro’. A proposta da banda em transitar por diferentes universos musicais, combinando o peso do metal com a cadência da ciranda e a energia do forró, promete criar uma experiência auditiva marcante e original para os fãs.
A fusão de gêneros, que já é uma marca registrada da Papangu, ganha novas nuances em ‘Celestial’. A banda reafirma sua capacidade de **experimentação sonora**, criando um som que é ao mesmo tempo familiar e surpreendente, explorando as infinitas possibilidades que surgem da união de estilos tão distintos.





