Rachel Reis, Rosa Passos e Assucena se unem à OSBA em um ‘Concerto do Amor’ inesquecível para celebrar a reabertura do Teatro Castro Alves em Salvador.
A capital baiana foi palco de um evento musical espetacular na noite de sábado, 25 de julho, com o encerramento da série de shows da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). Intitulado ‘Concerto do Amor’, o espetáculo celebrou a tão aguardada reabertura da Sala Principal do Teatro Castro Alves, um dos palcos mais nobres de Salvador, após um período de restauração e modernização.
Sob a regência do carismático maestro Carlos Prazeres, a OSBA apresentou um repertório que emocionou o público. A noite contou com a participação especial de três renomadas cantoras baianas: Rachel Reis, Assucena e Rosa Passos, que, juntas, proporcionaram uma sinfonia de amor e talento, mostrando a força e a beleza da música produzida na Bahia. A apresentação foi um marco na retomada das atividades culturais do teatro, que havia sido fechado em 2023 após um incêndio.
O evento, que faz parte de uma série de cinco espetáculos para comemorar a reabertura do teatro, reuniu artistas que representam diferentes gerações e estilos musicais, mas que compartilham a excelência artística. Conforme informação divulgada pelo g1, o colunista e crítico musical do veículo esteve presente no show a convite da produção do espetáculo ‘Matumbi canta a Bahia’, de Lazzo Matumbi, que também se apresentou na cidade na noite anterior.
Rachel Reis, a ‘Sereiona’ baiana, brilha com sua voz singular
Abrindo a sequência de convidadas, Rachel Reis, conhecida como a ‘Sereiona’, demonstrou uma presença de palco cativante desde a primeira música. Ela interpretou sucessos como ‘Caju’ (2023), originalmente composta para a trilha sonora da série ‘Cangaço Novo’, mostrando o timbre macio e o suingue sereno de sua voz. Outros destaques de seu bloco foram ‘Bateu’ (2023) e ‘Xuxu’ (2024), com arranjos orquestrais especialmente criados por Alexandre Caldi para a ocasião.
Assucena emociona com interpretação de clássico de Roberto Carlos
Em seguida, Assucena subiu ao palco para um momento solo emocionante. A cantora presenteou o público com uma interpretação sensível de ‘As canções que você fez pra mim’ (1966), um clássico de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, imortalizado na voz de Maria Bethânia. O arranjo da OSBA para a canção pareceu evocar a icônica gravação de Bethânia, criando uma atmosfera nostálgica e tocante.
Rosa Passos exibe maestria e repertório diversificado
Rosa Passos, a aclamada cantora e compositora, mais uma vez provou porque é considerada um acontecimento em cena. Com sua sagacidade e talento inquestionáveis, ela iniciou seu set com ‘Dunas’ (1993), um samba que soou como uma ode a Salvador, seguido por uma delicada versão de ‘Dindi’ (1959) e o bolero ‘Abajur lilás’ (1989). A artista também explorou o cancioneiro de Djavan, com as energéticas ‘Açaí’ (1981) e ‘Samurai’ (1982), que contagiou o público.
Encerramento apoteótico com as três divas e o samba ‘Chega de Saudade’
Para coroar a noite, as três estrelas, Rachel Reis, Assucena e Rosa Passos, reuniram-se no palco ao lado da OSBA para entoar o clássico samba ‘Chega de Saudade’ (1958), de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. A apresentação conjunta foi um momento de pura celebração musical, selando com chave de ouro a celebração da reabertura do Teatro Castro Alves e a força da música baiana. A saída do teatro foi marcada pela sensação de felicidade e pela energia positiva que emanou da ‘sinfonia do amor’, um espetáculo que, sem dúvida, ficará na memória de todos.





