Maurício Pereira lança ‘O Dia da Girafa’, um mergulho poético no isolamento com parcerias de peso
O cantor, compositor e saxofonista Maurício Pereira, conhecido por sua trajetória na dupla Os Mulheres Negras, está de volta com seu sexto álbum solo autoral, ‘O Dia da Girafa’. Lançado em 29 de julho, o disco apresenta repertório inédito e se destaca pela atmosfera lírica e melódica, explorando o universo particular do artista.
Em ‘O Dia da Girafa’, Pereira se firma como um porta-estandarte da música incomum, tecendo poesias que brotaram durante o isolamento social imposto pela pandemia. Longe das crônicas urbanas que marcaram trabalhos anteriores, o álbum foca na tradução de um turbilhão de emoções e paisagens internas, conforme divulgado pelo material promocional do disco.
O álbum conta com parcerias significativas, incluindo seus filhos Tim e Chico Bernardes, além de Romulo Fróes e Biel Basile. Essa colaboração enriquece a sonoridade e expande o universo musical de Pereira, resultando em faixas que transitam entre o indie rock e o samba peculiar.
Parcerias Familiares e Sonoridades Diversas
Um dos destaques do álbum é a parceria com o filho Tim Bernardes na música ‘Eu trago o coração vazando’, que apresenta uma sonoridade mais alinhada ao universo do trio O Terno. Outro filho, Chico Bernardes, assina a coprodução do álbum e colabora nas melodias de faixas como ‘A professora de melancolia’ e a climática ‘Um facho de luz de cobre’.
Romulo Fróes contribui com a instigante ‘Casamata de amendoeiras’, descrita como um ‘samba do isolamento’, enquanto Biel Basile, produtor do disco, participa em faixas como ‘Caquinhos’ e ‘Alfabetiza’. A cantora Lu Horta é coautora da faixa-título, ‘O dia da girafa’.
‘Uma Vida Standard’, um Retorno às Origens
A abertura do álbum, ‘Uma vida standard’, em parceria com Edson Natale, já havia sido lançada há quatro anos. A música, que se autodefine como um hino ao ‘homem comum’, é repetida em versão alternativa ao final do disco, reforçando a identidade lírica de Maurício Pereira. Ele se define como ‘qualquer um’ do lado de fora, mas dentro de si, cria uma música singular.
A única música assinada integralmente por Maurício Pereira, ‘As nuvens, nuvens, nuvens’, paira com uma atmosfera delicada e repleta de imagens poéticas, mostrando a força de sua escrita individual.
‘O Dia da Girafa’ e a Expansão do Universo Criativo
Diferente do homem trivial do cotidiano, Maurício Pereira se consolida como o porta-estandarte da música incomum. ‘O Dia da Girafa’ expande seu território criativo para além das esquinas de São Paulo, chegando à orla carioca na fanfarra ‘O Leme é um lugar genial’, gravada com A Espetacular Charanga do França.
O álbum, que sucede ‘Outono no Sudeste’ (2018) e se diferencia de ‘Micro’ (2002) por apresentar material inteiramente novo, reafirma a capacidade de Pereira de traduzir o complexo universo emocional e mental em canções que tocam pela sua originalidade e profundidade poética.




