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Sandra Sá empresta voz ancestral ao novo álbum “Continental” do grupo de thrash metal Black Pantera

Sandra Sá une forças com Black Pantera em “Continental”, novo álbum da banda mineira com temática ancestral

O cenário musical brasileiro se prepara para receber uma colaboração surpreendente. O grupo mineiro de thrash metal e hardcore punk, Black Pantera, anunciou a participação especial da icônica cantora carioca Sandra Sá em seu quinto álbum de estúdio, intitulado “Continental”. A música que une os artistas é “Quando Canto”, uma composição inédita que promete adicionar uma camada sonora poderosa ao trabalho do trio.

Sandra Sá, voz proeminente do funk e soul no Brasil desde os anos 1980, traz sua energia característica para o som pesado do Black Pantera. A colaboração foi recebida com entusiasmo pela banda, que buscou uma “voz ancestral” para complementar a mensagem de suas novas canções. O álbum “Continental” tem lançamento marcado para o dia 21 de agosto, e estará disponível nas plataformas digitais.

A parceria representa um marco importante na carreira de ambos os artistas, demonstrando a capacidade da música de transcender gêneros e unir diferentes gerações. A expectativa é alta para conferir o resultado dessa fusão sonora única, que promete impactar os ouvintes com sua originalidade e força.

A escolha de Sandra Sá e a filosofia do “Continental”

O baixista e vocalista do Black Pantera, Chaene da Gama, compartilhou a empolgação com a participação de Sandra Sá. “Quando gravamos a música, sentimos que caberia uma voz, uma voz ancestral, uma voz poderosa. Aí pensamos em Sandra, ela ouviu a música e topou na hora”, revelou. Ele enfatizou a honra imensa de ter uma artista do calibre de Sandra Sá presente no álbum.

“Continental” foi gravado em janeiro deste ano no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro, e traz um repertório autoral que explora questões ancestrais, abordadas pelo trio a partir de suas próprias vivências. Essa temática confere ao álbum uma profundidade que vai além da sonoridade característica do thrash metal.

“Hórus”: um mergulho na proteção e autoconhecimento

Além de “Quando Canto”, o álbum “Continental” conta com outras faixas de destaque. “Start the Game” foi lançada como o primeiro single em 13 de julho, e “Hórus” é o segundo single, já em rotação desde 31 de julho. O título “Hórus” remete ao Olho de Hórus, símbolo egípcio associado à proteção e ao espelho da alma.

A letra de “Hórus” reflete essa busca por proteção e autoconhecimento, com versos como “Todos os passos, todos os atos / O peso dos meus erros é multiplicado / Dia após dia / Sonhando com a minha queda / Zica, sai pra lá / Quem me guarda nunca erra / Em nome do Pai / Do Filho e do Preto Santo / Amém, Axé”. A faixa conta ainda com a participação de Rodrigo Tavares nos teclados, enriquecendo ainda mais a produção.

O legado do funk e soul no Brasil

Sandra Sá se consolidou como uma das principais representantes femininas do funk e soul no Brasil, seguindo os passos de pioneiros como Cassiano, Tim Maia e Tony Tornado. Sua entrada no álbum “Continental” do Black Pantera reforça a versatilidade e a capacidade da música de unir diferentes gerações e estilos musicais.

A banda Black Pantera, formada por Chaene da Gama (baixo e voz), Charles Gama (voz e guitarra) e Rodrigo Pancho (bateria e percussão), demonstra com “Continental” sua maturidade artística e a vontade de explorar novas sonoridades e temáticas, mantendo sempre a identidade forte que os caracteriza.

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