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Lucas Bezerra lança álbum em homenagem a Totonho com participações de Zé Ibarra, Rita Benneditto e Geraldo Azevedo

Lucas Bezerra celebra o legado de Totonho em álbum com estrelas da música brasileira

O cantor cearense Lucas Bezerra, que estreou na cena fonográfica em 2020, surpreende ao dedicar seu primeiro álbum, “Eu mandei meu amor pro espaço”, ao universo musical de Totonho, compositor paraibano que marcou a música nordestina.

O projeto, concebido entre 2021 e 2022 e gravado entre 2023 e 2026, atravessa fronteiras, com gravações realizadas no Brasil, Dinamarca e Suécia. O resultado é um tributo vibrante e intercontinental às composições de Totonho.

O álbum, que chega ao mundo digital em 7 de agosto, apresenta nove faixas que exploram a obra de Totonho, com a voz de Lucas Bezerra e produção musical de Arthus Fochi. A notícia foi divulgada com detalhes sobre as participações especiais e a concepção do projeto.

Um mergulho no cancioneiro de Totonho

Lucas Bezerra selecionou cuidadosamente canções que representam a diversidade e a poesia de Totonho. Entre os destaques, está “Nhem nhem nhem” (2001), um dos maiores sucessos do compositor, interpretada por Bezerra com a participação de um coro de cinco vozes da cena paraibana contemporânea, incluindo Chico Limeira, Elon, Nathalia Bellar, Nina Ferreira e Titá Moura.

A faixa-título, “Eu mandei meu amor pro espaço” (2005), ganha uma nova roupagem com a participação especial de Zé Ibarra, adicionando mais uma camada de talento ao projeto. A escolha de Bezerra demonstra um profundo respeito e admiração pela obra de Totonho.

Colaborações que engrandecem o projeto

O álbum “Eu mandei meu amor pro espaço” também conta com a participação de nomes consagrados como Geraldo Azevedo e Rita Benneditto. A canção “Rosa da matinha” (2016) floresce com a voz marcante de Geraldo Azevedo, em um xote envolvente que já foi lançado como single em 24 de julho.

Outra colaboração notável é a de Rita Benneditto em “O arqueiro zen” (2018), que foi o primeiro single divulgado do projeto, apresentando a conexão da cantora com a obra de Totonho. Essas parcerias reforçam a importância e a atemporalidade das músicas de Totonho.

Trajetória de Totonho e a relevância do novo álbum

Carlos Antonio Bezerra da Silva, conhecido como Totonho, nasceu em Monteiro (PB) em 1964 e iniciou sua carreira musical precocemente. Após atuar como agitador cultural em João Pessoa e residir no Rio de Janeiro, Totonho ganhou projeção nacional em 2001 com seu primeiro álbum autoral. Apesar de uma carreira com altos e baixos em termos de amplitude nacional, sua obra permaneceu influente.

O álbum “Eu mandei meu amor pro espaço” inclui ainda canções como “Vai nevar” (2018) e “Meu amor é pobre” (2023). De forma sutil, a voz de Totonho é incorporada na faixa “Amassar a lataria” (2018), através de uma citação de “Roendo unha” (1976), de Luiz Gonzaga e Luiz Ramalho. A identidade visual do álbum é assinada por Iramaya Rocha.

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