Rússia Lança Ataque Aéreo Devastador Contra Kiev em Resposta a Ações Ucranianas
As forças russas, sob o comando de Vladimir Putin, executaram um intenso ataque aéreo contra Kiev na madrugada desta quarta-feira, visando infraestrutura logística civil em larga escala. Esta ação é apresentada como uma retaliação direta à campanha ucraniana que tem atingido centros semelhantes em território russo. O saldo preliminar é de ao menos 17 mortos e 44 feridos.
Um influente assessor presidencial ucraniano, Serhii Beskrestnov, conhecido como Flash, descreveu a situação como o início de uma “nova fase da guerra de atrito, onde ele ataca tudo”. Assim como os ucranianos, os russos afirmaram ter alvejado locais utilizados para a fabricação e distribuição de drones.
As defesas antiaéreas ucranianas mostraram-se ineficazes contra o ataque, com nenhum dos 24 mísseis lançados contra a capital e sua região sendo interceptado. Embora 98 de 115 drones tenham sido abatidos, o dano causado foi significativo. Conforme informação divulgada por fontes ucranianas, o presidente Volodimir Zelenski lamentou a escassez de mísseis de interceptação para os sistemas americanos Patriot, essenciais para barrar mísseis balísticos.
Danos Extensivos e o Uso de Armas Controversas
As imagens do ataque revelaram incêndios de grandes proporções, com uma estação de trem em um centro de distribuição de produtos registrando oito mortes na plataforma. A Rússia informou ter atingido sete instalações logísticas, incluindo um grande centro da varejista digital Rozetka e o shopping Epitsentr, especializado em artigos para casa e construção. Depósitos de outras varejistas como DYI, além de empresas de entrega expressa e redes de supermercados, também foram alvejados.
Há indícios de que a Rússia empregou ogivas de fragmentação, possivelmente a partir de mísseis balísticos Iskander-M. Tais armas, condenadas internacionalmente pela destruição indiscriminada e por deixarem explosivos no solo, não são vetadas nem pela Rússia, nem pela Ucrânia, que já as utilizaram no conflito.
Retaliação à “Amazon Russa” e Pressão Política sobre Putin
Esta ofensiva russa é uma resposta direta à campanha ucraniana iniciada em 18 de julho contra centros logísticos da Wildberries, a “Amazon russa”. Os ataques à varejista causaram caos no sistema de entregas e pressionaram Putin entre seus apoiadores de classe média. A ação ucraniana se expandiu contra outras empresas, como um depósito destruído em Moscou por drones, resultando em cinco mortes.
A escalada de ataques afeta a popularidade de Putin, que, apesar de ainda alta, caiu ligeiramente. O presidente já lidava com os danos às refinarias russas, que causaram desabastecimento e racionamento de combustível, além do veto à exportação de gasolina e diesel.
Guerra no Mar Negro e Tentativas de Negociação
A Ucrânia também mirou o comércio graneleiro russo no Mar Negro, atingindo mais de cem embarcações. Em resposta, a Rússia bombardeou navios e infraestrutura portuária ucraniana, impactando significativamente a economia de grãos do país vizinho. Nesta quarta, o Ministério da Defesa russo afirmou ter atingido três navios com material militar.
A empresa Fesco, subsidiária da gigante nuclear Rosatom, parou suas operações no Mar Negro após um de seus navios ter sido afundado. Zelenski buscava, com essa escalada, forçar a Rússia a retornar à mesa de negociações, processo interrompido desde a suspensão da mediação de Donald Trump. O líder ucraniano havia expressado o desejo de encerrar o conflito até o início do inverno no Hemisfério Norte.





