Trump usou jato militar secreto para fugir do Irã da Turquia com plano de distração e despiste
Altos funcionários da Casa Branca e do governo americano elaboraram um plano complexo para retirar Donald Trump da Turquia às escondidas. A operação ocorreu durante a cúpula da OTAN no país, em dezembro passado, devido a uma ameaça concreta do Irã contra ele e o Air Force One.
Trump havia chegado à Turquia em um luxuoso Boeing 747-8, cedido pelo Catar, que era significativamente mais sofisticado que os jatos presidenciais americanos. O ex-presidente, no entanto, optou por não retornar em tal aeronave, alegando desejar viajar em um dos jatos mais antigos, “pelos velhos tempos”.
Essa decisão, contudo, foi parte de uma estratégia maior. O jato catariano seguiu adiante para uma base militar dos Estados Unidos no Reino Unido, enquanto Trump simulava sua partida em um avião mais antigo, sendo fotografado no aeroporto de Ancara. A informação foi divulgada por um alto funcionário dos Estados Unidos.
Operação Sigilosa com Avião Isca
Contrariando as aparências, Donald Trump não embarcou no avião mais antigo, pintado de azul-claro. Em vez disso, ele foi retirado por um carrinho de serviço de bordo, acoplado à parte inferior da aeronave. De lá, foi levado de carro até um terceiro avião, um C-32A, variante militar do Boeing 757, no qual viajou secretamente para o Reino Unido. A manobra foi inicialmente noticiada pelo Washington Post.
Um porta-voz da Casa Branca, Steven Cheung, havia sugerido anteriormente que a saída de Trump envolveria uma “distração e despiste”. Ele comentou que “há muitos inimigos dos Estados Unidos que estão de olho nele, e usamos todas as ferramentas à nossa disposição para enfrentar essas ameaças”.
Ameaça Iraniana e Engano à Imprensa
As medidas extraordinárias adotadas para a retirada secreta de Trump indicam que as autoridades consideravam a ameaça iraniana bastante crível. A Casa Branca também teria enganado deliberadamente os repórteres que cobriam o ex-presidente, permitindo que a imprensa relatasse sua partida em um avião que, na verdade, servia como isca.
É importante notar que a ameaça não se restringia ao jato do Catar. Trump era o alvo, independentemente da aeronave em que estivesse viajando, conforme já havia sido noticiado pelo New York Times. Cheung afirmou que “o novo Air Force One é uma aeronave de última geração, equipada com protocolos de segurança de alto nível que garantem a segurança do presidente e de sua equipe”.





