Israel intensifica ataques no sul do Líbano, resultando em mortes e feridos, em meio a tensões crescentes e negociações de paz.
Ao menos nove pessoas morreram em ataques aéreos de Israel no sul do Líbano neste sábado (15). A agência estatal de notícias libanesa, NNA, informou que sete pessoas faleceram em Ansar e outras duas em Deir El Zahrani, com 11 feridos. Estes ataques são considerados os mais letais em semanas, ocorrendo em um momento delicado para as negociações de paz.
Os bombardeios ocorrem após um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos, que busca manter tropas israelenses no sul do Líbano até o desarmamento do Hezbollah e a assunção de controle pelo Exército libanês. No entanto, o grupo apoiado pelo Irã rejeita os termos, considerando-os uma rendição.
O Hezbollah prometeu uma “resposta apropriada” e pediu o fim das negociações “humilhantes” com Israel. Autoridades libanesas condenaram os ataques, classificando-os como violações do direito internacional e do acordo de paz, e enfatizando que as vítimas civis não são alvos militares. As informações são da agência Reuters.
Ataques em Ansar e Deir El Zahrani deixam rastro de destruição
Em Ansar, um ataque de aviões de guerra israelenses atingiu uma casa, resultando na morte de sete pessoas, incluindo três crianças e duas mulheres, segundo a mídia local. Outro bombardeio em Deir El Zahrani causou a morte de duas pessoas. Ao todo, onze civis ficaram feridos nos ataques, que aumentam a preocupação com a escalada da violência na região.
Hezbollah reage e ameaça Israel
O Hezbollah condenou veementemente os ataques israelenses, classificando-os como “agressões” que buscam impor um “fato consumado”. Em comunicado, o grupo afirmou que tais ações “não podem continuar e receberão a resposta apropriada, em defesa do Líbano”. A organização também instou Beirute a encerrar as negociações em andamento com Israel desde abril, que considera “humilhantes”.
Autoridades libanesas criticam ofensiva e negociações
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou que os ataques de Israel foram uma “mensagem clara” sobre as negociações em curso. Ele condenou as “contínuas agressões israelenses” e as “repetidas violações do acordo de paz e do direito internacional”, que resultaram na morte de uma família inteira em Ansar. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, também se manifestou, afirmando que “as vítimas do ataque israelense ao vilarejo de Ansar não são ‘infraestrutura militar'”.
Contexto das negociações e acordo de paz
As Forças Armadas de Israel declararam ter atingido “estruturas do Hezbollah” em resposta a ações contra seus soldados. A situação ocorre em um momento em que Líbano e Israel negociam um acordo de paz mediado pelos EUA. O acordo prevê a retirada gradual das tropas israelenses do sul libanês e a expansão do controle do Exército do Líbano. Contudo, o Hezbollah rejeita o processo. O conflito mais recente já causou a morte de pelo menos 4.300 pessoas no Líbano desde 2 de março.





