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Trump Ameaça Bombardear Omã por Negociações com Irã sobre o Estreito de Hormuz, Pondo Fim à Mediação

Trump Ameaça Omã e Encerrra Papel de Mediador em Crise com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração contundente nesta segunda-feira (17), ameaçando atacar Omã caso o sultanato árabe tente dividir o controle do Estreito de Hormuz com o Irã. A afirmação, reportada pelo jornalista da Fox News, Trey Yingst, marca a primeira vez que o líder americano direciona diretamente uma ameaça a um país árabe desde o início do conflito com o Irã em 28 de fevereiro.

Até este momento, Omã desempenhava um papel crucial como mediador entre americanos e iranianos nas negociações sobre o programa nuclear de Teerã. Contudo, o sultanato se viu envolvido em ataques retaliatórios iranianos após o início da guerra, gerando surpresa e descontentamento no governo local, que se considerava um interlocutor neutro.

A escalada verbal de Trump ocorre em um momento de expiração do cessar-fogo inicial, que já havia sido rompido por ambos os lados. O presidente americano indicou que não busca a renovação do acordo de 60 dias, reiterando seu objetivo de impedir que o Irã obtenha armas nucleares, um argumento que já motivou o início da guerra.

Tensão Crescente no Estreito de Hormuz

O Estreito de Hormuz, por onde antes do conflito transitava um quinto do petróleo e gás natural liquefeito mundial, tornou-se um ponto focal de tensão. Trump havia anunciado a intenção de declarar o estreito como território americano após o fim do conflito, mas agora volta sua retórica contra Omã, um país que até então era visto como um aliado na contenção do Irã.

Apesar de investir proporcionalmente em defesa, Omã possui uma capacidade de dissuasão militar limitada, dependente da coordenação com forças americanas e britânicas na região. A fala de Trump, embora possa ser interpretada como bravata, sinaliza uma mudança significativa na relação diplomática.

Canais Secretos e a Estratégia Americana

Em declarações à Fox News, Trump também confirmou a existência de um relacionamento direto, por canais secretos, entre Washington e a Guarda Revolucionária do Irã. O presidente descreveu os iranianos como “bons jogadores de pôquer, mas estão morrendo”, sugerindo que Teerã deveria “levantar a bandeira branca de rendição”.

Essa retórica se intensifica em um contexto onde o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, tem indicado nomes de linha dura para posições governamentais importantes, possivelmente sinalizando um reforço do regime diante da perspectiva de um conflito prolongado.

Impacto no Trânsito Marítimo e Negociações

Na prática, o Estreito de Hormuz está operando com níveis de trânsito drasticamente reduzidos, menos de 10% do volume anterior à guerra. O Irã mantém a ameaça de atacar embarcações que cruzem o estreito sem permissão e pagamento de pedágio, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval. O Irã, por sua vez, retomou negociações diretas com Omã, que controla a margem sul do estreito, um movimento que provocou a fúria de Trump.

O bloqueio naval americano já desviou 62 navios, desabilitou três e abordou dois até o dia 14. A situação atual no Estreito de Hormuz reflete um impasse complexo, com implicações econômicas e geopolíticas globais, e a ameaça de Trump a Omã adiciona uma nova camada de incerteza ao já volátil cenário.

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